<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771</id><updated>2011-12-05T16:47:19.187-08:00</updated><title type='text'>Fantasia da Vida</title><subtitle type='html'>**Histórias // Contos // Livros // Poesias // Poemas // Versos // Frases // Assuntos da vida // Amores // Paixões // Odios // Fantasias**</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-3716458450090678968</id><published>2009-08-12T06:31:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T07:20:21.127-07:00</updated><title type='text'>A lenda do moinho mágico (pq o mar é salgado)</title><content type='html'>Era uma vez dois irmãos, sendo um muito rico e mesquinho e outro muito pobre e humilde. Certo dia chegando ao natal o irmão pobre foi se ver com o irmão rico pois não tinha nada para comer. Assim chegou bateu na imensa porta da mansão de seu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que venhas a fazer aqui? Não sabes que é natal? Vá embora! - disse o irmão rico&lt;br /&gt;- ô meu irmão tem piedade, só quero te pedir um pouco de comida para a ceia de natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O irmão rico não queria dar, mas o irmão pobre tanto insistiu que ele atirou um pacote de presunto empurrando o irmão pobre para fora da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pegue esse presunto e não me procure nunca mais!- disse o irmão rico batendo a porta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá foi então o pobre irmão levantando do chão e pegando o pacote de presunto e rumando á caminho de casa, satisfeito por ter encontrado algo para comer. No caminho de volta a sua casa um velho os chamou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pobre senhor venha cá. - disse o velho - Como conseguiste este presunto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao explicar a situação ocorrida ao velho este mesmo falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Escute aqui, porque tu não vai a ilha dos anões, eles adoram presunto, com isso você tenta trocar por um moinho. O moinho dele é mágico. Se você conseguir poderá ter o que quizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de escutar o conselho do velho, o pobre irmão foi até a ilha dos anões. Os anões ao verem o pacotão de presunto invadiu o irmão pobre perguntando o que lhe trazia ali, cheio de água na boca com muita vontade de comer o presunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Venho trazer este presunto em troca de um moinho que vocês tem aqui. - disse o irmão pobre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não, nós não podemos trocar aquele moinho! - disse um dos anoes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas estou com tanta vontade de comer esse presunto - disse mais um dos anoes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto falou, tanto insistiu que finalmente acabaram trocando o presunto com o moinho. Logo então um dos anões disse ao pobre irmão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui está o moinho senhor, para ele moer você diz: "mói, moinho! Moa arroz!" e ele moerá arroz, quando chegar á quantidade desejada ao parar você terá que dizer "obrigado moinho, obrigado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendendo tudo os conselhos dos anões e suas explicações, o pobre irmão saiu de lá muito contente com o resultado que acabara de conseguir, foi logo correndo pra casa para contar a novidade a sua mulher, que morrendo de fome, esperava o marido para a ceia de natal.&lt;br /&gt;Mal chegou já foi contando tudo o ocorrido para sua mulher que achou tudo muitíssimo interessante e um extremo milagre.&lt;br /&gt;Pediram o moinho para moer vários tipos de comidas, convidaram os vizinhos, e enfim, tiveram a melhor ceia de natal que um pobre poderia ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O irmão pobre sempre ajudava as pessoas com ultilização do moinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mamãe mandou pedir arroz ela esta sem - dizia uma criança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mói, moinho! Moa arroz - falou o irmão pobre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado moinho! Obrigado! - disse ele novamente ao receber uma boa quantidade de arroz - Toma aqui leve pra sua mae!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado tio! - falou a criança saindo contente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do moinho espalhou para toda a vila, e depois, para toda a cidade até chegar nos ouvidos de um velho pescador, que ao pensar que o moinho podia moer tudo que quizesse, não resolveu perder tempo trabalhando ele queria já pegar o moinho para ele. E lá se foi o velho pescador na casa do pobre irmão. Lá ele viu eles mandarem o moinho moer porém não assistiu todo o processo, marcou o lugar, esperou anoitecer, quando todos estavam dormindo ele roubou o moinho, correu, entrou no seu barco e partiu para auto mar com uma imensa gargalhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Muhuahuahuha! Ninguém será mais rico que eu! Eu fabricarei sal e serei o homem mais rico deste planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim ele colocou o moinho em cima de uma cadeira e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mói, moinho! Moa sal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá se foi o moinho moendo sal, sal e mais sal... Quando o velho pescador notou que ja estava bom a quantidade de sal ele ordenou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pare de moer moinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nada de acontecer, ele gritou tentou mudar de fala disse: "chega para de moer", "eu disse para de moer seu surdo", bateu no moinho e nada de parar de moer sal. O barco foi-se enchendo de sal, sal e mais sal. Afundou-se então o velho pescador ficou mais pobre do que nunca pois perdera seu barco que era na verdade toda sua fortuna. E o moinho coitado foi parar no fundo do mar sem parar de moer sal, deve de estar lá até agora moendo sal, sal e mais sal... Dizem que por isso que o mar é salgado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-3716458450090678968?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/3716458450090678968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=3716458450090678968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/3716458450090678968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/3716458450090678968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2009/08/lenda-do-moinho-magico-pq-o-mar-e.html' title='A lenda do moinho mágico (pq o mar é salgado)'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-5676263236915533447</id><published>2008-10-17T06:52:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T14:58:05.110-07:00</updated><title type='text'>Os três conselhos</title><content type='html'>Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa:"Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você".&lt;br /&gt;Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda.&lt;br /&gt;O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito.&lt;br /&gt;O pacto foi o seguinte:&lt;br /&gt;"Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações.&lt;br /&gt;EU NÃO QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora.&lt;br /&gt;No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho".&lt;br /&gt;Tudo combinado. Aquele jovem trabalhou DURANTE VINTE ANOS, sem férias e sem descanso. Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse:&lt;br /&gt;"Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa".&lt;br /&gt;O patrão então lhe respondeu:&lt;br /&gt;"Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem?&lt;br /&gt;Eu lhe dou o seu dinheiro e você vai embora, ou LHE DOU TRÊS CONSELHOS e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos, se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me dê a resposta".&lt;br /&gt;Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe:&lt;br /&gt;- "QUERO OS TRÊS CONSELHOS".&lt;br /&gt;O patrão novamente frisou:&lt;br /&gt;"Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro".&lt;br /&gt;E o empregado respondeu:&lt;br /&gt;"Quero os conselhos".&lt;br /&gt;O patrão então lhe falou:&lt;br /&gt;1. "NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos&lt;br /&gt;podem custar a sua vida.&lt;br /&gt;2. NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade pro mal&lt;br /&gt;pode ser mortal.&lt;br /&gt;3. NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você pode se&lt;br /&gt;arrepender e ser tarde demais."&lt;br /&gt;Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim:&lt;br /&gt;"AQUI VOCÊ TEM TRÊS PÃES, estes dois são para você comer durante a viagem e este terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa".&lt;br /&gt;O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava.&lt;br /&gt;Após primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou:&lt;br /&gt;"Pra onde você vai?" - Ele respondeu:&lt;br /&gt;"Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por essa estrada".&lt;br /&gt;O andarilho disse-lhe então:&lt;br /&gt;"Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez, e você chega em poucos dias".&lt;br /&gt;O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o caminho normal.&lt;br /&gt;Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada.&lt;br /&gt;Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou pensão à beira da estrada, onde pode hospedar-se.&lt;br /&gt;Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir.&lt;br /&gt;De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito.&lt;br /&gt;Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho. Voltou, deitou- se e dormiu.&lt;br /&gt;Ao amanhecer, após tomar café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido.&lt;br /&gt;O hospedeiro: e você não ficou curioso?&lt;br /&gt;Ele disse que não.&lt;br /&gt;No que o hospedeiro respondeu: VOCÊ É O PRIMEIRO HÓSPEDE A SAIR DAQUI&lt;br /&gt;VIVO, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal.&lt;br /&gt;O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa.&lt;br /&gt;Depois de muitos dias e noites de caminhada...&lt;br /&gt;Já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa. Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas, um homem a quem estava acariciando os cabelos.&lt;br /&gt;Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade.&lt;br /&gt;Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do terceiro conselho.&lt;br /&gt;Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão. Ao amanhecer, já com a cabeça fria, ele disse:&lt;br /&gt;"NÃO VOU MATAR MINHA ESPOSA E NEM O SEU AMANTE. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta.&lt;br /&gt;Só que antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre FUI FIEL A ELA".&lt;br /&gt;Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira em seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então com as lágrimas nos olhos lhe diz:&lt;br /&gt;"Eu fui fiel a você e você me traiu... Ela espantada lhe responde:&lt;br /&gt;- "Como? eu nunca lhe trai, esperei durante esses vintes anos. Ele então lhe perguntou:&lt;br /&gt;"E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer? E ela lhe disse:&lt;br /&gt;"AQUELE HOMEM É NOSSO FILHO. Quando você foi embora, descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade".&lt;br /&gt;Então o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café.&lt;br /&gt;Sentaram-se para tomar café e comer juntos o último pão.&lt;br /&gt;APÓS A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO, COM LÁGRIMAS DE EMOÇÃO, ele parte o pão e ao abri-lo encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação.&lt;br /&gt;Muitas vezes achamos que o atalho "queima etapas" e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade...&lt;br /&gt;Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará... Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois...&lt;br /&gt;Espero que você, assim como eu, não se esqueça desses três conselhos e que, principalmente, não se esqueça de CONFIAR em DEUS (mesmo que a vida muitas vezes já tenha te dado motivos para a desconfiança).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-5676263236915533447?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/5676263236915533447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=5676263236915533447' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/5676263236915533447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/5676263236915533447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/10/os-trs-conselhos.html' title='Os três conselhos'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-6192254618792002173</id><published>2008-03-14T15:18:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T14:59:54.763-07:00</updated><title type='text'>O Gato de botas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt; &lt;b&gt;O Gato de Botas&lt;/b&gt; no Brasil, e &lt;b&gt;O Gato das Botas&lt;/b&gt; em Portugal, é um contod e fadas de autoria do escritor francês Charles Perrault ( Meu idolo)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://contosfadas.blogspot.com/2007/07/o-gato-de-botas.html"&gt;O GATO DE BOTAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;/h3&gt;   &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVebH0ItvI/AAAAAAAAAD4/0jdLnIU4r2U/s1600-h/Gertrude_Jekyll_-_Puss-in-Boots.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVebH0ItvI/AAAAAAAAAD4/0jdLnIU4r2U/s320/Gertrude_Jekyll_-_Puss-in-Boots.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086075174232045298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Havia há muito tempo, em um país distante, um moleiro chamado Augusto, que tinha três filhos, o primeiro se chamava Daniel, o segundo Tiago e o terceiro Constantino. O moleiro possuía três bens: um moinho, um asno e um gato. Um dia ele sentiu que a morte se aproximava, já que estava muito velho e doente, e resolveu fazer um testamento, por meio do qual deixou a Daniel, o filho mais velho, o moinho; para Tiago, ele deixou o asno, e para o mais novo, Constantino, restou apenas deixar como herança o gato.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desesperado com sua sorte, Constantino disse: ”Só me resta matar e devorar esse gato inútil, fazer alguma roupa com seu couro, e depois ir procurar algum modo de me sustentar”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O gato, é claro, ficou bastante preocupado com essa conversa, e disse: “Meu amo, não me mate, a carne de gato não é boa para humanos comerem, e, além disso, eu sou muito mais útil vivo – basta me dar um saco e mandar fazer para mim um par de botas para que eu possa caminhar livremente no mato sem medo de me ferir, e daí verá que com minha ajuda acabará rico”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Constantino se lembrou então que já vira o gato apanhar ratos e camundongos com auxílio de muita esperteza e malandragem, e resolveu que não custava nada experimentar. Ele não ganharia praticamente coisa nenhuma com a morte do gato, e as botas sairiam quase de graça.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVYBH0ItsI/AAAAAAAAADg/m_ZgF8r1hLg/s1600-h/cranepussinboots3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVYBH0ItsI/AAAAAAAAADg/m_ZgF8r1hLg/s320/cranepussinboots3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086068130485679810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando recebeu o que havia pedido, o gato calçou com orgulho suas botas novas. Depois, meteu um monte de farelo e uma porção de alfaces no saco e o pendurou nas costas. Foi então para um bosque onde sabia que havia muitos coelhos. Quando chegou, se deitou no chão se fingindo de morto, e ficou esperando que algum coelho entrasse no saco atraído pelo farelo e alfaces.&lt;/div&gt;Logo após ter se deitado, um jovem coelho entrou no saco, e o gato puxou os cordões para prendê-lo, o agarrou e matou imediatamente. Orgulhoso de sua proeza foi até o castelo do rei e pediu para falar com ele. O rei o recebeu, e o gato, após fazer uma profunda reverência, disse:&lt;br /&gt;“Trago um coelho da floresta que o senhor Marquês de Carabá (foi o primeiro nome que lhe veio à cabeça) me encarregou de vos oferecer como presente”&lt;br /&gt;“Agradeço o presente que seu amo me oferece, e diga-lhe que fico muito grato”, disse o rei.&lt;br /&gt;No dia seguinte, o gato foi de novo para o mato, e repetiu tudo de novo, se fingindo de morto com o saco aberto e cheio de trigo e alface. Só que desta vez foram duas perdizes que se enfiaram dentro do saco. O gato as matou, e levou para o rei, falando novamente em nome do Marquês de Carabá.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVft30ItwI/AAAAAAAAAEA/BdcCSOhqYdc/s1600-h/2anon1890.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVft30ItwI/AAAAAAAAAEA/BdcCSOhqYdc/s320/2anon1890.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086076595866220290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Isso durou uns três meses, nos quais, quase diariamente, o gato levava caças ao rei em nome de seu amo. Até que um dia o gato ficou sabendo que o rei pretendia na manhã seguinte sair a passeio, com sua linda filha, pela margem do rio. O gato disse então a seu amo “Se quiser se dar bem siga agora o meu conselho, e sua fortuna está feita; tudo que precisa fazer é ir tomar banho no rio no lugar que eu lhe mostrarei. Relaxe e deixe que eu tome conta de todo o resto”.&lt;br /&gt;O Marquês de Carabá fez tudo que o gato o aconselhava, mesmo não fazendo a menor idéia do que ia acontecer. Enquanto se banhava no rio, o rei passou por ali, e o gato, que estava preparado para esse momento, começou a gritar com toda a força que podia: “Socorro! Socorro! Meu senhor, o Marquês de Carabá, está se afogando!”&lt;br /&gt;Gritou tão alto que acabou chamando a atenção do rei, que pôs a cabeça para fora da carruagem e reconheceu o gato que tantas vezes lhe levara caça como presente em nome do Marquês de Carabá.&lt;br /&gt;O rei então ordenou a seus guardas que fossem ajudar, e rapidamente o pobre Marquês de Carabá foi salvo da morte, segundo acreditava o rei.&lt;br /&gt;Enquanto isso o gato foi até o rei e disse que, enquanto o seu amo tomava banho, ladrões haviam aparecido e roubado todo o dinheiro e todas as roupas, e o gato ainda disse que por mais que gritasse com todas as suas forças: “Ladrões! Alguém ajude!”, ninguém apareceu para ajudar, até que por sorte o rei passasse por ali para salvar seu amo.&lt;br /&gt;Na verdade, o gato havia escondido as roupas debaixo de uma pedra, e dinheiro não havia nenhum.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVgNn0ItxI/AAAAAAAAAEI/rJz6RvOntgg/s1600-h/481px-Lechatbotte1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVgNn0ItxI/AAAAAAAAAEI/rJz6RvOntgg/s320/481px-Lechatbotte1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086077141327066898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Assim que o Marquês de Carabá estava salvo, o rei ordenou a seus serviçais que fossem buscar o mais belo traje que fosse encontrado em seu guarda-roupa para cobrir a nudez do Marquês. O rei o cumprimentou, e as belas roupas que o Marquês estava vestindo realçavam sua beleza natural e faziam com que ninguém fosse capaz de imaginar que não fosse nobre. A filha do rei o achou muito atraente, e mal o rapaz lhe dirigiu um olhar mais intenso e ela já ficou loucamente apaixonada.&lt;br /&gt;O rei quis que o Marquês fosse passear com ele e com sua filha. O gato ficou encantado ao ver que tudo acontecia conforme o seu plano, e conforme já havia planejado, seguiu na frente, e encontrando alguns camponeses ceifando em um prado, disse a eles “Minha boa gente que está aqui ceifando este campo, se quiserem continuar vivos digam ao rei quando passar por aqui que o prado que estão ceifando pertence ao senhor Marquês de Carabá. Se não disserem isso, serão picados em pedacinhos como recheio de lingüiça”.&lt;br /&gt;Logo chegou o rei e de fato teve curiosidade de perguntar aos camponeses de quem era aquele campo que ceifavam. “Pertence ao senhor Marquês de Carabá” responderam todos, porque ficaram com muito medo das ameaças do gato e não tinham o menor desejo de morrer.&lt;br /&gt;“É um belo patrimônio, esse que o senhor tem”, disse o rei ao Marquês de Carabá.&lt;br /&gt;“Saiba Vossa Majestade” respondeu o Marquês, “que esse prado produz uma grande colheita todos os anos”.&lt;br /&gt;O gato continuou indo à frente, e logo encontrou alguns camponeses colhendo, e disse a eles “Minha boa gente que está aqui colhendo, se quiserem continuar vivos digam ao rei quando passar por aqui que todo este trigo que estão pertence ao senhor Marquês de Carabá. Se não disserem isso, serão picados em pedacinhos como recheio de lingüiça”.&lt;br /&gt;Logo chegou o rei e de fato teve curiosidade de perguntar aos camponeses de quem era aquele campo que ceifavam. “Pertence ao senhor Marquês de Carabá” responderam todos, já que estavam apavorados com as ameaças do gato. Novamente, o rei felicitou o Marquês pela sua imensa riqueza.&lt;br /&gt;O gato, que ia sempre adiante da carruagem, dizia sempre as mesmas coisas, ameaçando de morte todos os camponeses que não dissessem que as terras em que estavam trabalhando pertenciam ao Marquês de Carabá. E o rei foi se tornando cada vez mais espantado com as riquezas gigantescas do Marquês, que a essa altura do passeio ele já calculava ser muito maior do que a sua.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVmOX0ItyI/AAAAAAAAAEQ/7XUI-QQjWMs/s1600-h/748px-Lechatbotte4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVmOX0ItyI/AAAAAAAAAEQ/7XUI-QQjWMs/s320/748px-Lechatbotte4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086083751281735458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O gato então chegou a um belo castelo que pertencia a um ogro. O ogro era riquíssimo, pois todas aquelas propriedades pelas quais o rei havia passado e que acreditava serem propriedades do Marquês na verdade pertenciam ao ogro. O gato pediu uma audiência alegando que desejava conhecer um senhor tão rico e poderoso. Na verdade o gato já havia se informado sobre o ogro e tinha um plano em mente.&lt;br /&gt;O ogro o recebeu com toda a cortesia e o convidou a sentar.&lt;br /&gt;“Ouvi dizer”, disse o gato, “que o senhor tem o poder de se transformar em qualquer tipo de animal, que poderia se quisesse, por exemplo, se transformar em um leão ou em um elefante”.&lt;br /&gt;“É a mais pura verdade”, respondeu bruscamente o ogro, “e para provar isso agora mesmo, vou me transformar em leão, como você sugeriu”.&lt;br /&gt;No instante em que terminou de falar, o ogro se transformou em um leão. O gato ficou apavorado e foi se esconder no telhado, no qual subiu com grande dificuldade por causa das botas.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, o ogro voltou à sua forma original, e o gato desceu e confessou estar muito impressionado com o poder do ogro.&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;“Ouvi também dizerem”, disse o gato, “Que o senhor é capaz de se transformar em animais muito pequenos, com um corpo muito menor que o seu original, com um camundongo, por exemplo. Confesso que nisso não acredito, já que deve ser impossível que o seu poder seja tanto que seja capaz de modificar seu corpo dessa maneira”.&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;“Isso não é nada impossível para mim”, disse o ogro, “veja”, e se transformou em um pequeno camundongo em um instante. O gato aproveitou esse momento para pular sobre ele e mata-lo instantaneamente.&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVYeH0ItuI/AAAAAAAAADw/tqlCPjcAiGY/s1600-h/cranepussinboots7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVYeH0ItuI/AAAAAAAAADw/tqlCPjcAiGY/s320/cranepussinboots7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086068628701886178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; Enquanto isso o rei viu o belo castelo do ogro e decidiu conhecer o dono de tão magnífica propriedade. O gato ouviu o ruído da carruagem passando sobre a ponte levadiça e correu para frente do castelo para receber o rei. Assim que o rei chegou, o gato disse:&lt;br /&gt;“Vossa Majestade é bem-vinda ao castelo do Marquês de Carabá”&lt;br /&gt;“Senhor Marquês, escondeu de mim que este castelo também é seu? Creio que queria me surpreender! Pois saiba que conseguiu, jamais vi castelo com pátio tão belo nem construções tão magníficas. Gostaria de ver como ele é por dentro, se o senhor me permitir”.&lt;br /&gt;O Marquês deu a mão à princesa e os dois seguiram o rei subindo a escadaria do palácio e entrando em um grande salão, onde encontraram servida uma deliciosa refeição, que o ogro havia mandado servir para um grupo de convidados que, quando souberam que o rei estava lá, não ousaram interromper nem quiseram questionar o que estava acontecendo no castelo.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVYQX0IttI/AAAAAAAAADo/HnnB-tm6KYo/s1600-h/5anon1890.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVYQX0IttI/AAAAAAAAADo/HnnB-tm6KYo/s320/5anon1890.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086068392478684882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Encantado com as riquezas do Marquês de Carabá, e vendo que sua filha estava apaixonada, o rei resolveu unir o útil ao agradável e disse “Se quiser ser meu genro, só precisa dizer sim”.&lt;br /&gt;O Marquês disse “sim!” e nesse mesmo dia ocorreu o casamento.&lt;br /&gt;O gato passou a ser um grande senhor e passou a só caçar ratos e camundongos  por esporte.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-6192254618792002173?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/6192254618792002173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=6192254618792002173' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/6192254618792002173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/6192254618792002173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/03/o-gato-de-botas.html' title='O Gato de botas'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpVebH0ItvI/AAAAAAAAAD4/0jdLnIU4r2U/s72-c/Gertrude_Jekyll_-_Puss-in-Boots.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-7278076576851125410</id><published>2008-03-14T14:54:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T16:59:22.004-08:00</updated><title type='text'>A Bela e a Fera ( A Bela e o Monstro)...</title><content type='html'>&lt;b&gt;A Bela e a Fera&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;A Bela e o Monstro&lt;/b&gt; em Portugal) é um Conto de fadas, escrito por Madame Jeanne-Marie de Beaulmont.  Veja abaixo o conto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;a href="http://contosfadas.blogspot.com/2007/07/bela-e-fera.html"&gt;A BELA E A FERA&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;/h3&gt;   &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/Rpo9Tr1ypNI/AAAAAAAAAFg/mzjVc4TsxE8/s1600-h/bela_e_fera1b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/Rpo9Tr1ypNI/AAAAAAAAAFg/mzjVc4TsxE8/s320/bela_e_fera1b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087446137463547090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Era uma vez um rico negociante que tinha seis filhos, três rapazes e três moças. Amava muito seus filhos e deu a eles excelente educação com ótimos instrutores. Suas filhas eram muito bonitas e a caçula se destacava em beleza e bondade. Desde o nascimento todos a chamavam de “bela menina”, assim ela acabou sendo batizada como “Bela” – o que deixava suas irmãs com cheias de inveja. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A caçula, além de mais bela era também melhor que suas irmãs. As mais velhas eram muito orgulhosas de sua riqueza e de sua beleza. Davam-se ares de grandes damas e não permitiam que outras filhas de comerciantes as visitassem, pois só gostavam da companhia de pessoas da nobreza. Tinham uma vida muito agitada, todos os dias iam aos bailes, ao teatro e zombavam da caçula, que possuía riqueza interior e ocupava a maior parte de seu tempo lendo bons livros.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a família era muito rica não lhes faltava pretendentes, filhos de ricos negociantes que as pediam &lt;st1:personname productid="em casamento. As" st="on"&gt;em  casamento. As&lt;/st1:personname&gt; duas mais velhas esnobavam todos os rapazes que se aproximavam delas dizendo que nunca se casariam, a não ser que fosse com duques, ou pelo menos, com condes. Bela agradecia delicadamente aos que queriam desposá-la, mas dizia que era muito jovem e que desejava continuar na companhia de seu pai por mais alguns anos.&lt;br /&gt;Num golpe do destino, da noite para o dia o negociante perdeu tudo que tinha, ficando sem sua fortuna. Só lhe restou uma pequena casa de campo, bem longe da cidade. Desolado contou aos filhos o que sucedera e que teriam de ir morar no campo, trabalhando como camponeses para sobreviver. As duas filhas mais velhas ficaram furiosas, disseram que não deixariam a cidade, que tinha, vários admiradores que ficariam felicíssimos em se casar com elas, apesar de não terem mais fortuna. Bem se vê que essas pobres criaturas nada conheciam da vida e estavam completamente enganadas. Seus admiradores não queriam mais nem olhar pra elas agora que estavam pobres. Ninguém gostava delas por causa de sua soberba e agora diziam: “Chegou a hora das grandes damas pastorearem carneiros no pasto”. Mas ao mesmo tempo todo o mundo repetia: “Quanto a Bela temos muita pena de seu infortúnio. É uma moça tão boa! Trata os pobres com tanta bondade, é tão carinhosa, tão virtuosa...”.&lt;br /&gt;Muitos fidalgos quiseram se casar com Bela, embora ela não tivesse mais nem um tostão, e a todos ela explicava que não podia abandonar seu pai agora que estava na miséria, que iria com ele para o campo e o ajudaria em tudo que precisasse. No começo Bela ficou muito abatida por sua família ter perdido a fortuna, mas refletiu e percebeu que chorar e sofrer não devolveria sua antiga situação de opulência: “Tenho tratar de ser feliz sem ela”.&lt;br /&gt;Já morando em sua casa nova no campo o negociante e os filhos passavam o dia lavrando a terra. Bela acordava de madrugada e já começava a limpar toda a casa e fazer o café da manhã para toda família. No começo foi muito difícil, pois não estava acostumada a trabalhar como uma criada, mas com o passar do tempo o trabalho tornou-a forte e mais saudável. Quando terminava seus afazeres ainda lia, tocava cravo ou cantava enquanto fiava. Suas duas irmãs, por outro lado, passavam o dia sem fazer nada, não davam a menor ajuda e morriam de tédio. Acordavam quando a manhã já ia alta e passeavam o dia inteiro pela propriedade só se lamentando pela perda da posição, das festas e roupas que não tinham mais.&lt;br /&gt;“Veja&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;só a nossa irmã”, diziam, referindo-se a Bela, “é tão grosseira e estúpida que está contente com a sua situação!&lt;br /&gt;O bom negociante ficava muito incomodado com o jeito das filhas mais velhas tratarem Bela, pois sabia que ela era uma moça especial, ao contrário das irmãs, tão frívolas. Admirava as virtudes dessa filha, e, sobretudo a sua paciência, pois as irmãs, além de descarregar todo trabalho doméstico nas costas da caçula, insultavam-na a todo instante.&lt;br /&gt;Já se passara um ano desde que a família estava nesta situação quando o negociante recebeu uma carta informando que um navio, que trazia mercadorias suas, acabava de atracar com segurança. As irmãs mais velhas ficaram alucinadas com essa notícia, achando que finalmente iriam voltar à cidade e se libertar da vida no campo que tanto odiavam. Acompanharam o pai até a porta pedindo que ele lhes trouxesse ricos presentes, vestidos, jóias, perucas, adornos e tudo de caro que pudessem carregar. Bela não pediu nada, pois pensou consigo mesma que todo dinheiro que seu pai ganhasse com as mercadorias não seria suficiente para comprar tudo que as irmãs desejavam&lt;br /&gt;“Bela, o que você quer de presente?”, perguntou o pai.&lt;br /&gt;“A única coisa que eu gostaria de ganhar é uma rosa, pois essa flor não cresce aqui”.&lt;br /&gt;As irmãs começaram a zoar chamando Bela de simplória, mas como sempre A jovem ignorou-as.&lt;br /&gt;O negociante partiu. Chegando ao porto teve a triste surpresa de descobrir que estava pobre como antes, pois suas mercadorias tinham problemas legais e só lhe deram contrariedades. Só faltavam poucos quilômetros para chegar a casa e ele já sentia o prazer de rever os filhos. Antes de chegar, porém, tinha de atravessar um enorme bosque ela ele se perdeu. Andou em círculos por muitas horas em meio a uma terrível tempestade de neve e sob um vento tão forte que mais de uma vez chegou a derrubá-lo do cavalo. Quando a noite caiu, exausto, faminto e meio desesperado pensava que morreria de fome ou de frio, ou que seria comido pelos lobos que ouvia uivar à sua volta.&lt;br /&gt;Inesperadamente, ao fim de um comprido túnel de árvores, viu uma forte luz que brilhava, mas parecia estar ainda muito distante. Segui rumo àquela direção e viu que a luz saia de um grande palácio, todo iluminado. O negociante agradeceu à Deus pelo socorro que lhe enviara e tratou de chegar o mais rápido possível àquele castelo. Ficou surpreso ao notar que os pátios estavam desertos, não tinha uma viva alma. Seu cavalo, que o seguia, entrou sozinho ao ver um grande estábulo vazio.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Lá encontrou feno e aveia, e o pobre animal, que estava morto de fome, pôs-se a comer com apetite voraz. O negociante o amarrou no estábulo e dirigiu-se ao castelo. Não havia ninguém à vista, mas, tendo entrado num amplo salão, encontrou um bom fogo e uma mesa farta de boa comida, com prato e talheres para apenas uma pessoa. Como estava encharcado até os ossos pela neve e chuva que tomara, aproximou-se do fogo para se aquecer, pensando consigo mesmo: “O dono da casa ou seus criados perdoarão a liberdade que tomei. Provavelmente logo vão aparecer”!&lt;br /&gt;Esperou durante longo tempo, aproximava-se a meia-noite e cansado de esperar e faminto não resistiu mais: comeu com gosto um frango apetitoso que estava a sua frente, serviu-se do vinho e comeu até fartar-se. Já refeito do cansaço e mais animado, saiu da sala e atravessou vários salões magnificamente mobiliados. Finalmente encontrou um quarto onde havia uma cama. Passava da meia-noite, ele estava exausto, fechou a porta e foi dormir.&lt;br /&gt;No dia seguinte quando se levantou passava das dez horas da manhã. Para sua surpresa encontrou uma roupa nova e limpinha no lugar da sua, que havia se estragado na tempestade. “Com certeza”, pensou consigo mesmo, “este palácio pertence a uma boa fada que teve piedade da minha situação”.&lt;br /&gt;Olhou pela janela e viu que não havia mais o menor resquício da terrível tempestade da noite anterior, não havia mais neve, mas alamedas rodeadas por flores que encantavam a vista. Voltou para o salão onde ceara na noite anterior e encontrou um chocolate quente sobre a mesa.&lt;br /&gt;“Muito obrigada senhora fada”, falou em voz alta, “por ter tido a bondade de me servir esse café da manhã”.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpZ6Wb1ypGI/AAAAAAAAAEo/UPQMsKXC3Z0/s1600-h/crane_beauty1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpZ6Wb1ypGI/AAAAAAAAAEo/UPQMsKXC3Z0/s320/crane_beauty1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086387355010638946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tomou seu chocolate e foi em busca de seu cavalo, preparando-se para partir. Ao passar pelo canteiro de rosas lembrou - se do pedido da filha e colheu um ramo com várias flores. No mesmo instante ouviu soar um barulho assustador e aproximou-se dele uma fera tão medonha que ficou petrificado, não conseguia se mover.&lt;br /&gt;Com um vozeirão terrível a fera lhe disse: “O senhor é um ingrato. Salvei sua vida, recebi-o no meu castelo e, para minha decepção o senhor rouba minhas rosas, que amo mais do que tudo no mundo. Só a morte para reparar esse erro. Dou-lhe dez minutos para rezar à Deus ou ao Diabo, o senhor é quem escolhe, antes de morrer.”&lt;br /&gt;O negociante ficou desesperado, ajoelhou-se e suplicou ao monstro: “Perdoai-me Vossa Alteza, colhi uma rosa na melhor das intenções apenas para atender ao pedido de uma das minhas filhas, não tive intenção de ofendê-lo.”&lt;br /&gt;“Não me chamo Vossa Alteza”, respondeu o monstro, “não tenho nome, pode me chamar de Fera”. E não tolero elogios, gosto da franqueza, que se diga o que pensa. Não tente me comover puxando meu saco com bajulações, mas disponho-me a perdoá-lo com a condição que sua filha, a que pediu a rosa ,voluntariamente se ofereça para morrer em seu lugar. E não me venha com histórias. Parta imediatamente e jure que se sua filha se recusar a morrer por você, estará de volta daqui a três dias.&lt;br /&gt;O negociante não tinha intenção de sacrificar nenhum de seus filhos àquele monstro malvado, mas pensou: “Ao menos poderei abraçar meus filhos ainda uma vez antes de morrer”. Jurou ao monstro tudo que ele queria e a fera lhe deu permissão para partir quando quisesse. “Não quero que chegue a sua casa de mãos vazias. Volte ao quarto onde dormiu e lá encontrará um grande cofre vazio. Encha-o com tudo que desejar, mandarei levá-lo à sua casa.”&lt;br /&gt;A Fera retirou-se o deixando sozinho e o negociante pensou: “Já que vou morrer pelo menos levarei tudo que puder para ajudar meus filhos”.&lt;br /&gt;Voltou a seu quarto e, encontrando ali grande quantidade de moedas de ouro e jóias valorosas, encheu até a borda o cofre que a Fera havia falado. Fechou-o, foi buscar seu cavalo no estábulo e partiu do palácio com uma tristeza tão grande que seu coração doía. Seu cavalo instintivamente escolheu o caminho certo no meio da floresta, e em poucas horas o negociante chegava enfim em sua casa.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpZ7I71ypHI/AAAAAAAAAEw/Tv1rUDD2Fzg/s1600-h/crane_beauty2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpZ7I71ypHI/AAAAAAAAAEw/Tv1rUDD2Fzg/s320/crane_beauty2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086388222594032754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Seus seis filhos vieram correndo ao seu encontro a abraçá-lo, mas, em vez de se alegrar com seus carinhos, pôs-se a chorar. Tinha nas mãos o ramo de rosas que trazia para Bela. Ao entregá-lo disse: “Bela, cuide bem dessas rosas. Elas custaram muito caro ao seu pobre pai.” E prontamente contou à família a extraordinária aventura por que passara. Ao ouvir seu relato as filhas mais velhas ficaram furiosas. Gritavam, esbravejavam e lançavam insultos contra Bela, que chorava sem parar. “Vejam o resultado da idiotice dessa criatura”, disseram, “Por que não pediu artigos de toalete como nós? Mas não, a senhorita queria ser diferente e por causa disse vai causar a morte do nosso pai.”&lt;br /&gt;“Por que eu deveria chorar a morte do meu pai”, perguntou Bela, se refazendo do primeiro choque, “ele não vai morrer. Como o monstro está disposto a aceitar a filha que pediu a rosa em troca dele, vou me entregar a sua fúria. Estou muito feliz, porque morrendo, terei a alegria de salvar meu pai e lhe provar o meu amor.”&lt;br /&gt;Prontamente respondiam seus três irmãos: “Não minha irmã. Você não vai morrer. Vamos encontrar esse monstro e matá-lo, ou morrer lutando!”.&lt;br /&gt;“Não se enganem meus filhos”, disse-lhes o negociante. “A força da Fera é tal que não tenho a menor esperança que possamos matá-la. Fico comovido com o coração abnegado de Bela, mas não quero entregá-la a morte. Já estou velho e provavelmente não tenho mais muito tempo de vida. Só lamento porque não estarei mais com vocês, meus queridos filhos.”&lt;br /&gt;“Não permitirei que vá sozinho a esse palácio”, disse Bela. Prefiro ser devorada por essa fera a ter de agüentar a dor que sentiria com a sua perda.”&lt;br /&gt;Não adiantou argumentar, Bela estava irremovível na decisão de partir para o palácio. Suas irmãs, pelo contrário, ficaram encantadas por essa idéia, já que iriam se livrar da caçula por quem nutriam grande inveja. O negociante estava tão absorvido com a dor de perder a filha que não se lembrou do cofre repleto de ouro que trouxera. Porém, assim que se fechou em seu quarto para dormir, ficou muito espantado por encontrá-lo junto à sua cama. Decidiu esconder dos filhos que estavam ricos novamente, porque as moças iriam imediatamente querer voltar para a cidade e ele queria viver o tempo que lhe restara no campo. Mas, confiou o segredo a Bela, que por sua vez lhe contou que, durante o tempo em que estivera fora, foram visitados por fidalgos. Dois desses ricos homens eram apaixonados por suas irmãs, e ela pediu ao pai que as casasse. Era tão boa que apesar de tudo que elas lhe faziam, ainda gostava delas, e as perdoava de todo coração pelo mal que lhe haviam feito.&lt;br /&gt;Quando na manhã seguinte Bela partiu como pai, as duas irmãs tão falsas esfregaram cebola nos olhos para parecer que choravam, mas os três irmãos choravam de verdade, desolados, assim como o negociante. Bela agüentava firme para não piorar ainda mais a situação que era tão dolorosa.&lt;br /&gt;Os cavalos rumaram pelo caminho que levava ao palácio e, ao anoitecer, puderam vê-lo iluminado como da primeira vez. Deixaram os cavalos no estábulo e o negociante e a filha entraram no salão, onde encontraram uma mesa magnificamente servida, com pretos e talheres para dois. O negociante não conseguia comer nada diante desta situação, mas Bela, esforçando-se para parecer tranqüila, sentou-se à mesa e o serviu. Enquanto isso pensava: “A Fera que me engordar antes de me comer, por isso me serve essa farta refeição.” Assim que acabaram de comer ouviram um barulho estrondoso e o negociante, em lágrimas, despediu-se da filha, porque sabia que a Fera se aproximava. Bela não pode conter um arrepio ao ver aquela terrível figura. Após o susto do primeiro contato controlou-se o melhor que pôde, e quando o monstro lhe perguntou se viera espontaneamente, respondeu tremendo que sim.&lt;br /&gt;“Você é muito bondosa”, disse a Fera, “e sou-lhe muito agradecido. Quanto ao senhor, meu bom homem, parta pela manhã, e nunca mais ouse voltar aqui. Até mais Bela.”&lt;br /&gt;“Até mais Fera, Bela respondeu, e o ser fantástico retirou do aposento”.&lt;br /&gt;“Ah, minha filha!” disse o negociante dando um abraço apertado em Bela, “Já estou arrependido de ter concordado com você, parta e deixe que eu fique aqui.”&lt;br /&gt;“Não meu pai”, disse Bela com firmeza, “O senhor partirá amanhã assim que o dia clarear, e me entregará à misericórdia de Deus. Que Ele tenha piedade de mim!”&lt;br /&gt;Os dois se recolherem muito atormentados achando que não conseguiriam pregar os olhos a noite inteira, porém, mal havia se deitado caíram no mais profundo dos sonos. Enquanto dormia Bela sonhou com uma dama que lhe dizia: “Estou contente com seu bom coração e com sua coragem Bela. Sua boa ação, oferecendo a sua própria vida para salvar a do seu pai não ficará sem recompensa.”&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;                                                                        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Logo que acordou Bela contou o sonho a seu pai, e mesmo com esse consolo não conseguiu conter um choro muito sofrido ao se separar de sua querida filha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Depois da partida do pai Bela sentou-se no grande salão e começou a chorar também. Porém, como era muito corajosa entregou-se nas mãos de Deus e decidiu que não adiantava se atormentar mais com algo que já estava determinado, e resolveu esperar em paz a hora em que a Fera a devoraria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enquanto esperava, resolveu visitar o castelo, pois era muito bonito. Foi andando pelos corredores e teve a maior surpresa ao se deparar com uma porta onde estava escrito: &lt;b style=""&gt;“&lt;i style=""&gt;Aposentos de Bela&lt;/i&gt;”&lt;/b&gt;. Em um impulso abriu a porta e ficou com a magnificência que encontrou ali, onde não faltava um grande armário repleto de bons livros, um cravo e várias partituras de música. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Alguém que me agradar”, murmurou. Em seguida pensou: “Se eu tivesse só um dia para passar aqui não estariam me cobrindo com tantos presentes.” Esse pensamento a alegrou. Abriu um armário e encontrou um livro onde estava escrito em letras douradas: “&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Vossos desejos são ordens. Aqui, sois a rainha e a senhora&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style=""&gt;.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Com um longo suspiro pensou: “Tudo que desejo é rever meu pai e saber o que está fazendo agora.” Foi só um pensamento, mas para sua surpresa, ao olhar para um grande espelho a sua frente, viu nele a sua casa e seu pai chegando com um semblante arrasado. As irmãs correram para abraçá-lo fazendo caretas para parecerem tristes, enquanto seus olhos transbordavam de felicidade por não precisarem mais rever a irmã da qual morriam de inveja. Essa cena durou apenas alguns instantes, desaparecendo logo em seguida, e Bela admitiu que a Fera era bem indulgente, e que ela não devia temê-la. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao meio-dia encontrou a mesa posta e almoçou ouvindo um concerto arrebatador, embora não visse ninguém a tocar nenhum instrumento. Na hora do jantar, assim que se sentou à mesa ouviu o barulho que antecedia a chegada da Fera e não pode conter um calafrio.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpZ7wr1ypII/AAAAAAAAAE4/aw8F9AlrjSQ/s1600-h/beauty_and_the_beast_4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RpZ7wr1ypII/AAAAAAAAAE4/aw8F9AlrjSQ/s320/beauty_and_the_beast_4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086388905493832834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Bela”, disse o monstro, “minha presença durante sua ceia lhe incomoda”?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“O senhor é que é o dono deste reino”, disse Bela, tremendo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Não”, respondeu a Fera, Não há aqui outra senhora além de Bela. Se a aborreço é só dizer uma só palavra e irei embora. Diga, a senhorita me acha muito feio?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Sim, eu acho”, disse Bela. “Não sei mentir. Mas acredito que é muito bom.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Tem razão”, disse o monstro, “sou feio e acho que não tenho inteligência, apesar não passo de um animal.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Não pode ser um animal se acha que não tem inteligência, respondeu Bela. “Um tolo nunca sabe que é tolo.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Então coma Bela”, disse a Fera, “tudo que está aqui é seu, não quero que tenha nenhum aborrecimento, pois eu ficaria desolado se você não estivesse contente.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“O senhor é muito bondoso e atenciosos”, disse Bela. Confesso que seu coração me atinge profundamente. “Quando penso nele o senhor não me parece tão feio.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“A senhorita está certa”, respondeu a Fera, “Tenho um bom coração, mas apesar disso sou um monstro.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Muitos homens são mais monstruosos”, disse Bela, “e gosto mais do senhor com essa aparência que daqueles que, atrás de uma boa aparência de homens, escondem um coração falso, corrompido, cruel.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Gostaria de lhe agradecer com um grande elogio”, respondeu a Fera, “mas como sou um estúpido tudo que posso dizer é que fico muito grato.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bela ceou com apetite a gostosa refeição que estava a sua frente. Quase não tinha mais medo da Fera, mas levou o maior susto quando esta lhe perguntou de repente: “ Bela, quer ser minha mulher?” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bela ficou parada, sem resposta por algum tempo. Temia provocar a cólera da Fera recusando-o. Mesmo assim foi franca, respondendo: “Não, Fera.”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ouvindo isso o pobre monstro soltou um profundo suspiro, tão triste e tão alto que ressoou por todo castelo. Mas Bela logo se acalmou porque a Fera lhe disse tristemente: “Adeus, Bela”, e saiu da sala, virando-se de vez em quando para olhar para ela mais uma vez.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Novamente sozinha Bela sentiu grande compaixão por aquela pobre Fera: “Que pena que seja tão feio, é tão bom, tão querido.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Três meses se passaram que Bela chegara àquele palácio, na mais completa tranqüilidade. Todas as noites a Fera a visitava durante a ceia, onde tinham conversas deliciosas. Aos poucos Bela se acostumara com sua feiúra e. longe de temer o momento de sua visita, esperava ansiosa às nove horas, a hora em que a Fera aparecia. Só uma coisa afligia Bela: é que o monstro diariamente, antes de se retirar sempre perguntava se ela queria se casar com ele e parecia profundamente ferido se a resposta era não. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Certo dia Bela falou: “ O senhor está me fazendo sofrer, Fera. Gostaria de poder aceitar seu pedido de casamento, mas sou muito sincera para iludi-lo, afirmando que um dia isso acontecerá. Por enquanto o que posso dizer é que sempre serei sua amiga.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Não me resta outra coisa”, respondeu o monstro, “não tenho ilusões a respeito da minha aparência, sei que sou horrível, mas a amo muito e, seja como for, fico muito feliz por permanecer aqui comigo. Prometa que não me deixará!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bela ficou perturbada com esse pedido. Soubera através do espelho que seu pai estava doente de tristeza por tê-la perdido e desejava revê-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Prometo que nunca vou abandoná-lo”, disse Bela, “mas tenho muita vontade de rever meu pai, mesmo que só por algum tempo, e sofreria muito se não me deixasse.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Prefiro morrer a fazê-la sofrer”, respondeu a Fera, “Vou enviá-la à casa de seu pai, mas se a senhorita não voltar, sua pobre Fera morrerá de dor.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Não”, disse Bela, chorando só em pensar nessa possibilidade, “Meu amor é muito grande para causar a sua morte. Prometo voltar em oito dias. Pelo senhor já estou sabendo que minhas irmãs estão casadas e que meus irmãos partiram para o exército. Meu pai está completamente só, permita que eu passe uma semana com ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Estará em sua casa amanhã cedo”, disse a Fera, “Mas não esqueça da sua promessa. Quando quiser voltar só precisa pôr seu anel sobre uma mesa ao se deitar.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao dizer essas palavras a Fera suspirou como era de seu costume e Bela foi se deitar triste por tê-lo feito sofrer.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bela acordou na casa do pai, nesse momento entrou uma criada que se assustou ao vê-la e deu um grande grito. O negociante veio correndo ver o que estava acontecendo e quase morreu de alegria ao ver sua querida filha. Pulavam de alegria e se abraçaram por muito tempo. Após o alvoroço do reencontro, Bela percebeu que não trouxera suas roupas e que não tinha com o que se vestir, quando seus olhos se depararam com um grande baú ao lado de sua cama, repleto de lindos vestidos enfeitados com pedras preciosas. Imediatamente Bela mandou, em pensamento, agradecimentos à Fera por suas atenções. Pegou o vestido mais simples e ordenou à criada que guardasse os outros, pois tinha a intenção de dá-los de presente as suas irmãs. Foi só ela dizer isso e o baú desapareceu da sua frente. Seu pai, com sabedoria, alertou que a Fera deu aquele presente para Bela, e que não queria que ela os desse a ninguém e, prontamente o baú com os vestidos voltou para o mesmo lugar. &lt;/p&gt;                  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enquanto Bela se aprontava para o café da manhã a criada foi avisar suas irmãs de sua chegada. Essas, apesar de casadas com ricos fidalgos estavam infelizes. A mais velha se casara com um belíssimo rapaz, e este amava muito a si mesmo, passava o dia cuidando de sua própria aparência e não tinha olhos para a esposa. A segunda se casara com um homem assaz inteligente, e este usava a inteligência apenas para, com uma língua muito ferina, espicaçar todos que passavam na sua frente, a começar pela própria esposa. As irmãs de Bela quase morreram de amargura ao vê-la mais bela ainda do que antes e vestida como uma princesa, nem conseguiam disfarçar. Bela tentou alegrá-las, mas nada adiantou, ao contrário, piorou, elas quase explodiram de inveja quando Bela lhes contou como era feliz. As duas invejosas assim que se viram a sós começaram a falar de Bela: “Como essa criatura se atreve a ser mais feliz do que nós? Somos mais belas e mais encantadoras!”.&lt;br /&gt;“Irmã”, disse a mais velha, “ tive uma idéia para destruir com a alegria dela. Só temos que conseguir segurar Bela aqui por mais de oito&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dias. Aquela Fera idiota ficará furiosa por ela ter lhe faltado com a palavra e a devorará”.&lt;br /&gt;“Ótima idéia”, respondeu a outra, “com jeito, lhe fazendo mil agrados vamos atingir o nosso intento!”. Felizes com sua idéia maligna foram ao encontro de Bela e foram tão afetuosas com ela, que esta comovida chorou de felicidade acreditando que as irmãs tinham mudado. Passado os oito dias as irmãs começaram a fazer um teatro, se mostrando profundamente consternadas com a partida de Bela, implorando-lhe que ficasse mais um pouco com elas, e choraram até que Bela prometesse permanecer por mais oito dias. Bela assim o fez para acalmar as irmãs, ao mesmo tempo em que se martirizava pensando na Fera, a quem amava de todo coração, e de quem sentia muita falta. Na décima noite em que passou na casa de seu pai, Bela sonhou que estava no jardim do palácio e deitado na grama, à morte estava a Fera, triste por sua ingratidão. Bela acordou sobressaltada e em prantos com a imagem do sofrimento de sua querida Fera.&lt;br /&gt;“Estarei sendo perversa”, disse ela consigo mesma, “fazer sofrer a Fera que é tão bondosa comigo? Ele não tem culpa por ser tão feio, o mais importante é que tem um coração de ouro! Por que não quis me casar com ele? Seria mais feliz ao lado dele do que minhas irmãs com seus lindos maridos. Não é a inteligência ou beleza de um marido o que faz uma mulher feliz, mas sim seu caráter, sua bondade, sua cumplicidade, e a Fera tem de sobra todas essas boas qualidades. Não agüento fazê-lo infeliz, é ingratidão da minha parte. Eu me condenaria por isso para o resto da minha vida”.&lt;br /&gt;Pensando assim Bela imediatamente se levantou, pôs seu anel sobre a mesa próxima e voltou para a cama. Adormeceu assim que se deitou e, ao acordar pela manhã, viu com grande alegria que estava no palácio da Fera. Vestiu-se rapidamente para reencontrar a Fera, colocando o vestido mais bonito que encontrou só para agradá-lo, e ficou ansiosamente aguardando as dar nove horas da noite. Enfim o relógio começou a dar as badaladas, mas quando acabou a Fera não apareceu.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/Rpo-Eb1ypOI/AAAAAAAAAFo/jtulecIqp08/s1600-h/crane_beauty5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/Rpo-Eb1ypOI/AAAAAAAAAFo/jtulecIqp08/s320/crane_beauty5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087446974982169826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bela se assustou, temeu que com seu atraso em retornar tivesse causado a morte da Fera, e saiu em desabalada correria percorrendo todo palácio, procurando por toda parte, gritando pela Fera. Desesperada de repente lembrou-se do seu sonho e correu para o jardim na direção do canal, onde o tinha visto. Encontrou a pobre Fera caída no chão, já inconsciente, e pensou que ele estivesse morto.&lt;br /&gt;Atirou-se em prantos sobre seu corpo, não sentindo mais a menor repulsa pela sua aparência, e abraçando-se nele percebeu que seu coração ainda batia fracamente. Com as mãos pegou água do canal e jogou sobre seu rosto. A Fera abriu os olhos e disse a Bela: “ Você esqueceu sua promessa. A dor de perdê-la deixou-me nesse estado, mas morrerei feliz porque tive o prazer de revê-la mais uma vez”.&lt;br /&gt;“Não querido, você não vai morrer não”, respondeu Bela, Vai viver para se tornar meu esposo. Neste momento lhe concedo minha mão, e juro que pertencerei somente a você. Ai de mim, por muito tempo acreditei que o que sentia por você era só amizade, mas a dor que sinto ao vê-lo assim me faz ver que o amo e que não poderei viver sem a sua presença”.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RppByL1ypPI/AAAAAAAAAFw/pfsKFZ7sN90/s1600-h/belaefera5minic.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/RppByL1ypPI/AAAAAAAAAFw/pfsKFZ7sN90/s320/belaefera5minic.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087451059496068338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mal pronunciara essas palavras, diante dos olhos assustados de Bela, o castelo resplandeceu em luz, surgindo uma explosão de lindíssimos fogos de artifício, com uma música maravilhosa vinda não se sabe de onde. Apesar disso, Bela só conseguia olhar para a Fera, cujo estado a inquietava. Que surpresa ela teve! A Fera desaparecera e tudo que Bela viu foi um príncipe mais belo que o amor a seus pés, agradecendo-lhe por ter desfeito o encantamento. Bela olhou atônita para o príncipe e perguntou onde estava a Fera. &lt;/p&gt;        “Está a seus pés”, disse-lhe o príncipe, “a Fera sou eu, ou melhor, era”. “Há muito tempo atrás eu era o poderoso príncipe de um reino distante, e apesar de ter boas qualidades, era mau, grosseiro e impiedoso. Um dia minha fada madrinha, disfarçada de mendiga, bateu à minha porta pedindo alimento e acolhida. Eu mesmo a joguei pra fora a pontapés. Naquele instante ela se deu a conhecer e me condenou a viver sob essa forma, até que meu coração se transformasse pelo sofrimento e pelo amor a uma bela moça, que me amasse e consentisse em se casar comigo. Proibiu-me também de deixar minha inteligência aparecer. Você foi a única pessoa no mundo bondosa o bastante para se deixar tocar pelo meu coração. Nem lhe oferecendo minha coroa posso saldar toda a dívida de gratidão que tenho com você”.&lt;br /&gt;Bela deu a mão ao príncipe e foram juntos para o castelo, e para sua surpresa e alegria ela encontrou no salão o pai e sua família, que a linda dama de seu sonho tinha transportado pra lá.&lt;br /&gt;“Bela”, disse-lhe essa dama, que era uma fada, está na hora de você colher a recompensa por sua boa escolha: você preferiu a virtude à beleza e à inteligência, portanto merece encontrar todas essas qualidades reunidas numa mesma pessoa. Vai se tornar uma grande rainha. Espero que o trono não destrua suas virtudes. “Quanto às senhoritas”, disse a fada para as irmãs de Bela, “serão transportadas cada uma para um castelo onde, convertidas em feras, passarão pela mesma experiência do príncipe até que seus corações perversos e invejosos se convertam em bondade, ou até que morram de velhice, ou até que alguém, horrorizado com a aparência de vocês, as mate”.E assim foi feito.&lt;br /&gt;Depois a fada moveu sua varinha, transportando todos que ali estavam para o reino do príncipe, onde seus súditos o receberam com grande alegria. Ele se casou com Bela, que viveu com ele por muitos e muitos anos, numa felicidade tão perfeita quanto a que é possível aos mortais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-7278076576851125410?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/7278076576851125410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=7278076576851125410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/7278076576851125410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/7278076576851125410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/03/bela-e-fera-bela-e-o-monstro-em.html' title='A Bela e a Fera ( A Bela e o Monstro)...'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YOFGYDA4cqI/Rpo9Tr1ypNI/AAAAAAAAAFg/mzjVc4TsxE8/s72-c/bela_e_fera1b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-3071083630179918545</id><published>2008-03-02T17:53:00.000-08:00</published><updated>2008-03-02T17:59:22.490-08:00</updated><title type='text'>Soneto e Poema ao Dom Quixote de la Mancha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Em homenagem ao grande conto de Miguel de Cervantes que fez sucesso no mundo todo e nasceu o famoso imaginador e sonhador que nos mostrou como nós podemos sonhar e acreditar em nossa imaginação. O famoso Dom Quixote de la Mancha, que ninguem ainda nao sabe qual era seu verdadeiro nome. Será Queixada, Queixote? o ou que? ^^ Aqui esta os sonetos que estava no livro original de Miguel de Cervantes eu copiei em uma folha de caderno quando estava na 8º serie, pena que eu esqueci de colocar o autor dos sonetos... Mas o que vale é a existencia deles vejam meu preferido é o do Dom Quixote:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Quixote de la Mancha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rompi,cortei,almoguei,fiz e refiz&lt;br /&gt;Mais que no nobre cavaleiro andante&lt;br /&gt;Fui destro valente e arrogante&lt;br /&gt;Mil agravos vinguei, cem mil desfiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façanha dei a fama que eternize&lt;br /&gt;Cometido e regalado amante&lt;br /&gt;Foi anão pra mim todo gigante&lt;br /&gt;E ao duelo qualquer ponto satisfiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive á meus pés prostada a fortuna&lt;br /&gt;E trouxe do corpete minha dordura&lt;br /&gt;À calva ocasião ao estricote&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda sobre os cornos na lua&lt;br /&gt;Sempre se viu no cume minha aventura&lt;br /&gt;Tuas proezas invejo, ó grão Quixote!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dulcineia del Toboso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh quem tivera, formosa Dulcinéia&lt;br /&gt;Por mais comodidade e mais repouso&lt;br /&gt;A miraflores posto em el toboso&lt;br /&gt;E trocara seus londres com tua aldeia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh quem de teus desejos e libré&lt;br /&gt;Alma e corpo adornava e do famoso&lt;br /&gt;Cavaleiro que fizeste aventuroso&lt;br /&gt;mirara alguma desigual peleja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh quem tão castamente se escapara&lt;br /&gt;do senhor amadis, como fizeste&lt;br /&gt;Do comedido fidalgo Dom Quixote&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que assim invejada fora e não invejada&lt;br /&gt;E fora alegre o tempo que foi triste&lt;br /&gt;Gozara os prazeres sem limite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Sancho Pança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou sancho pança escudeiro&lt;br /&gt;do manchego Dom Quixote&lt;br /&gt;Pus pés em polvorosas&lt;br /&gt;para viver ao discreto&lt;br /&gt;que o talcito vila diogo&lt;br /&gt;toda sua razão de estado&lt;br /&gt;cifrou numa retirada&lt;br /&gt;segundo sente celestina&lt;br /&gt;livro ao meu ver divino&lt;br /&gt;se envolvisse mais o humano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Rocinante:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou Rocinante, o famoso&lt;br /&gt;Bisneto do grande babieca&lt;br /&gt;Por pecados de fraquesa&lt;br /&gt;fui a poder dum Dom Quixote&lt;br /&gt;Parelhas corre ao frouxo&lt;br /&gt;Mas por unha de cavalo&lt;br /&gt;Não me escapou cevada&lt;br /&gt;Que isto tirei a lazarilho&lt;br /&gt;Quando para furtar o ninho&lt;br /&gt;Ao cego lhe dei a palha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-3071083630179918545?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/3071083630179918545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=3071083630179918545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/3071083630179918545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/3071083630179918545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/03/soneto-e-poema-ao-dom-quixote-de-la.html' title='Soneto e Poema ao Dom Quixote de la Mancha'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-2947752709478076938</id><published>2008-02-09T10:05:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T16:59:22.173-08:00</updated><title type='text'>Os Quatro Alunos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R63r0rxej9I/AAAAAAAAAGA/7XbUmFfsFxY/s1600-h/a_aulas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R63r0rxej9I/AAAAAAAAAGA/7XbUmFfsFxY/s200/a_aulas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165043637999800274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os Quatro Alunos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma fábula sobre as diferentes maneiras de ser estudante, escrita por um aluno.&lt;br /&gt;Esta é uma história que se passa em qualquer canto do brasil, em qualquer escola, com qualquer aluno, comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram quatro rapazes que estudavam em uma mesma classe: Arrependido, Falso, Mínimo e Quero-tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrependido era um rapaz desanimado com os estudos, não fazia nada na sala de aula e muito menos os deveres de casa. Não pensava no seu futuro e vivia achando que estava perdendo tempo naquela escola e por isso arrependia-se por não poder ficar pelas ruas com seus colegas. Por não gostar de estudar, tirava notas baixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falso era um cara mentiroso e um pouco preguiçoso para com os estudos. Ou copiava de alguém ou falsificava o que fazia. Na realidade mesmo, nada fazia e era tão falso quanto sua própria nota. Apesar de ser razoável pois tudo que precisava era "colar" ou confiar no amigo na hora da avaliação, raramente isso falhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mínimo era um rapaz que não pensava muito longe, para este o que importava era conseguir uma nota que o aprovasse, portanto, estudava pouco, mas não "colava" nas avaliaões e não passa disso, 60% era o bastante e contentava-se com este mínimo. Sempre tinha um pensamento: "Tenho boas notas porque nao perdi nenhuma".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero-tentar gostava do que fazia. Quando lhe apresentavam algo novo, um problema que ele não soubesse, ele dizia: "vou tentar resolve-lo" e quase sempre conseguia mesmo. Não era nem mais, nem menos inteligente do que os outros, mas tinha força de vontade. Suas notas eram boas, porém, não estudava para tirar notas e sim para ficar sabendo. Este era aluno todos os dias e sua persistência o ajudava vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim Quero-tentar era o primeiro da classe. Em termos de aprendizagem, Mínimo era o penúltimo, Falso era o último, pois, só tinha nota e não sabia nada. Arrependido abandonou a escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, todos já são homens feitos e cada um teve seu destino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrependido mora numa grande favela chamada TARDE DEMAIS&lt;br /&gt;Falso queria ser político, mas foi infeliz porque descobriram sua falsidade; foi julgado e condenado por um juíz chamado VERDADE.&lt;br /&gt;Minímo com seu conhecimento mínimo, é soldado mínimo das Forças Armadas, ganha um salário minimo e tem um comandante muito exigente chamado Máximo, que sempre lhe cobra 100%.&lt;br /&gt;Quero-tentar se saiu melhor e hoje é presidente de um país chamado "Republica Democratica dos Sucessos".&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-2947752709478076938?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/2947752709478076938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=2947752709478076938' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/2947752709478076938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/2947752709478076938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/02/os-quatro-alunos.html' title='Os Quatro Alunos'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R63r0rxej9I/AAAAAAAAAGA/7XbUmFfsFxY/s72-c/a_aulas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-6409191701193836390</id><published>2008-01-09T16:27:00.000-08:00</published><updated>2008-02-09T10:09:59.666-08:00</updated><title type='text'>A Bela Adormecida</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Publicado em 1812 tradução de Karin Volobuef&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Bela Adormecida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo, viviam um rei e uma rainha que todos os dias diziam: "Ah, se nós tivéssemos uma criança!", e nunca conseguiam uma. Aí aconteceu que, uma vez em que a rainha estava se banhando, um sapo rastejou para fora da água e lhe disse "Seu desejo será realizado; antes que se passe um ano, você dará à luz uma menina". Aquilo que o sapo dissera aconteceu, e a rainha teve uma menina que era tão formosa que o rei mal se continha de felicidade, e preparou uma grande festa. Ele não apenas convidou seus parentes, amigos e conhecidos, como também as fadas, a fim de obter suas boas graças para a criança. Havia treze delas em seu reino, mas como ele só possuía doze pratos de ouro, nos quais elas poderiam comer, uma delas teria de ficar em casa. A festa foi celebrada com toda a pompa e, quando chegou ao fim, as fadas presentearam a criança com dotes mágicos: uma com a virtude, outra com a formosura, a terceira com riqueza, e assim com tudo o que há de desejável no mundo. Quando onze já tinham falado, entrou de repente a décima terceira. Ela queria se vingar por não ter sido convidada e, sem cumprimentar ou mesmo olhar para quem quer que seja, exclamou aos brados: "A princesa deverá espetar-se em um fuso quando tiver quinze anos, e cair morta." E sem dizer mais nada, virou as costas e deixou o salão. Todos estavam assustados, e então adiantou-se a décima segunda, que ainda não tinha feito seu desejo, e como não podia anular a maldição, mas apenas abrandá-la, ela disse: "A princesa não morrerá, apenas cairá em um sono profundo que durará cem anos."&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O rei, que queria salvar sua querida criança do infortúnio, ordenou que todos os fusos do reino inteiro fossem queimados. Na menina, entretanto, realizaram-se plenamente todos os dons das fadas, pois ela era tão bela, educada, gentil e sensata que todos que a viam não podiam deixar de gostar dela. Sucedeu que, justamente no dia em que ela completava quinze anos, o rei e a rainha não estavam em casa, e a menina estava sozinha no castelo. Ela andou então por todos os cantos, examinou à vontade aposentos e câmaras, e finalmente chegou até uma velha torre. Subiu a estreita escada em espiral e deparou-se com uma pequena porta. Na fechadura havia uma chave enferrujada e, quando ela a girou, a porta se abriu de um só golpe e lá, em um quartinho, estava sentada uma velha com um fuso, fiando diligentemente seu linho. "Bom dia, velha mãezinha", disse a princesa, "o que você está fazendo aí?" "Eu estou fiando," disse a velha, e balançou a cabeça. "O que é isto, que pula tão alegremente?" perguntou a menina, e pegou o fuso querendo também fiar. Mal ela tinha tocado o fuso, a maldição se realizou, e ela espetou-se no dedo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas, no mesmo instante em que foi picada, ela caiu na cama que ali estava, e foi tomada de um profundo sono. E este sono estendeu-se por todo o castelo: o rei e a rainha, que tinham acabado de chegar e entrado no salão, começaram a dormir, e com eles toda a Corte. Dormiram então também os cavalos no estábulo, os cachorros no pátio, as pombas no telhado, as moscas na parede, e até o fogo, que chamejava no fogão, ficou imóvel e adormeceu, e o assado parou de crepitar, e o cozinheiro, que queria puxar seu ajudante pelos cabelos porque ele havia feito uma coisa errada, soltou o menino e dormiu. E o vento assentou-se, e nas árvores defronte ao castelo nem uma folhinha se movia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ao redor do castelo começou porém a crescer uma cerca de espinhos, que a cada ano ficava mais alta e que, por fim, estendeu-se em volta de todo o castelo e cobriu-o de tal forma que nada mais se podia ver dele, nem mesmo a bandeira sobre o telhado. Começou então a correr no país a lenda da bela adormecida, pois assim era chamada a princesa, de modo que de tempos em tempos chegavam príncipes que tentavam penetrar no castelo através da cerca viva. Mas nenhum deles conseguiu, pois os espinhos estavam tão entrelaçados como se tivessem mãos, e os jovens ficavam presos neles e não conseguiam se soltar, sofrendo uma morte lastimável. Depois de muitos anos, chegou mais uma vez um príncipe ao reino e ouviu quando um velho contava da cerca de espinhos, e que havia um castelo atrás dela, no qual uma linda princesa, chamada Bela Adormecida, já dormia há cem anos, e com ela dormia o rei e a rainha e toda a corte. Ele também sabia pelo seu avô que muitos príncipes já haviam vindo e tentado penetrar pela cerca viva de espinhos, mas haviam ficado presos nela e morrido tristemente. O jovem então disse: "Eu não tenho medo, eu quero ir lá e ver a Bela Adormecida." O bom velho tentou dissuadi-lo de todos os modos, mas ele não deu ouvidos às suas palavras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas agora os cem anos tinham justamente acabado de transcorrer, e havia chegado o dia em que Bela Adormecida deveria acordar. Quando o príncipe se aproximou da cerca de espinhos, estes não eram agora mais do que flores grandes e bonitas que por si sós se abriram e o deixaram passar ileso, e se fecharam atrás dele, formando novamente uma cerca. No pátio do castelo ele viu os cavalos e os cães de caça malhados deitados e dormindo, no telhado estavam pousadas as pombas, e tinham a cabecinha metida debaixo da asa. E quando ele entrou na casa, as moscas dormiam na parede, o cozinheiro na cozinha ainda levantava a mão como se quisesse agarrar o menino, e a criada estava sentada diante da galinha preta que deveria ser depenada. Ele então continuou andando, e avistou no salão toda a corte deitada e dormindo, e lá em cima, perto do trono, estavam deitados o rei e a rainha. Aí ele continuou andando ainda mais, e tudo estava tão quieto que se podia ouvir sua respiração, e chegou finalmente à torre e abriu a porta do quartinho, no qual Bela Adormecida dormia. Lá estava ela deitada, e era tão bela que ele não conseguia desviar os olhos, e ele se inclinou e beijou-a. Quando ele a tinha tocado com os lábios, Bela Adormecida abriu os olhos, acordou e olhou para ele amavelmente. Então os dois desceram, e o rei acordou, e a rainha e toda a corte, e se olharam espantados. E os cavalos no pátio se levantaram e se sacudiram; os cães de caça pularam e abanaram suas caudas; as pombas no telhado tiraram a cabecinha de sob a asa, olharam ao redor e voaram para o campo; as moscas nas paredes recomeçaram a rastejar; o fogo na cozinha levantou-se, chamejou e cozinhou a comida; o assado voltou a crepitar; e o cozinheiro deu um tamanho tabefe no menino que este gritou; e a criada terminou de depenar a galinha. E aí foram festejadas com todas as pompas as bodas do príncipe com a Bela Adormecida, e eles viveram felizes até o fim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-6409191701193836390?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/6409191701193836390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=6409191701193836390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/6409191701193836390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/6409191701193836390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/01/bela-adormecida.html' title='A Bela Adormecida'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-866000389118509902</id><published>2008-01-09T16:23:00.000-08:00</published><updated>2008-01-09T16:25:58.897-08:00</updated><title type='text'>Jacinto e Rosinha</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Conto de 1807 dos Irmãos Grimm Tradução de Karin Volobuef&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Jacinto e Rosinha &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;Em épocas remotas vivia bem longe próximo ao oriente um rapaz na flor da juventude. Ele era muito correto, mas também sobremaneira estranho. Mortificava-se sem parar por coisas absolutamente insignificantes, andava sempre ensimesmado, ficava sentado à parte enquanto os demais se entretinham com folguedos e se divertiam, e entregava-se a pensamentos bizarros. Grutas e florestas eram os seus lugares prediletos, e lá ficava falando com animais e pássaros, com árvores e rochedos, naturalmente nenhuma palavra ajuizada, apenas um monte de tolices de morrer de rir. Ele continuava sempre circunspeto e rabugento embora o esquilo, o macaco, o papagaio e o pisco (2) se esforçassem ao máximo para distraí-lo e pô-lo no bom caminho&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;. O ganso narrava contos de fadas, o regato enquanto isso tamborilava uma balada, uma pedra grande e compacta dava cambalhotas ridículas, a rosa vinha de mansinho por trás dele e carinhosamente enrodilhava-se em seus cachos, e a hera acariciava-lhe a testa carregada de preocupações. Contudo&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;, a melancolia e a sisudez eram teimosas. Os pais dele estavam bastante aflitos e não sabiam o que fazer. Ele era saudável e se alimentava, eles nunca o tinham ofendido e, além disso, até há poucos anos, ele fora o menino mais alegre e feliz, à dianteira em todos os folguedos e benquisto de todas as meninas. Era realmente muito belo, parecia obra de um artista, dançava com elegância. Dentre as moças, havia uma donzela delicada e muito formosa, parecia feita de cera, tinha cabelos como seda dourada, lábios rubros como cerejas, corpo de boneca, olhos negros como corvos. Quem a via ficava a ponto de desfalecer, tão encantadora era a menina. Naquela época, Rosa - esse era o nome dela - queria bem de todo o coração ao belo Jacinto - esse era o nome dele - e ele morria de amor por ela. As outras crianças não sabiam disso. Uma violeta foi a primeira a dar-lhes a notícia, depois de os gatinhos de estimação terem percebido tudo, já que as casas dos pais de ambos ficavam perto uma da outra. Quando Jacinto ficava à noite em frente de sua janela e Rosa em frente da dela, os bichanos que por lá passavam à caça de camundongos avistavam os dois, riam e por vezes davam gargalhadas tão altas que eles ouviam e ficavam zangados. A violeta tinha confidenciado tudo ao morango, este contou à sua amiga, a groselha espinhosa, esta não pôde conter seus remoques quando Jacinto veio caminhando por ali. E assim a notícia logo correu por todo jardim e por toda floresta, e quando Jacinto saía a passeio ouvia de todos os lados: Rosinha é meu amorzinho! Jacinto então se zangava, embora por outro lado não pudesse deixar de rir prazerosamente quando a lagartixinha se esgueirava para perto, tomava assento numa pedra cálida, abanava o rabinho e entoava:&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;        &lt;p align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Toronto;"&gt;A boa menina, Rosinha,&lt;br /&gt;de repente ficou ceguinha;&lt;br /&gt;pensando ser sua mãe a chegar&lt;br /&gt;corre para Jacinto abraçar;&lt;br /&gt;quando ela o rosto percebe&lt;br /&gt;vejam só, ela não estremece,&lt;br /&gt;e, fazendo-se de desentendida,&lt;br /&gt;a beijar o rapaz continua entretida.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; Ah, quão pouco ainda haveria de durar toda essa ventura. Chegou de terras desconhecidas um homem que era muitíssimo viajado, tinha uma longa barba, olhos encovados, sobrancelhas imensas, vestes extravagantes com muitas pregas e desenhos de figuras estranhas. Ele sentou-se diante da casa que pertencia aos pais de Jacinto. Como Jacinto era muito curioso, tomou lugar ao lado dele trazendo-lhe pão e vinho. Aí sua alva barba se entreabriu e ele ficou falando até tarde da noite, e Jacinto não saiu de perto dele um instante sequer, nem se cansou de ouvi-lo. Tanto quanto se soube mais tarde, ele teria falado muito de países estrangeiros, regiões desconhecidas, de coisas prodigiosas e surpreendentes, e durante sua estadia de três dias ele arrastou-se com Jacinto até o interior de profundas furnas. Rosinha teve motivos de sobra para amaldiçoar o velho bruxo, pois Jacinto ficou fascinado por sua conversa e não pensou em mais nada, e mal provava um pouco de alimento. Finalmente o outro partiu, mas deixou para Jacinto um livrinho que pessoa alguma conseguia ler. O rapaz ainda lhe entregou frutas, pão e vinho para a viagem, e acompanhou-o por um longo trecho. Retornou, então, pensativo, e seu modo de ser passou por uma total transformação&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;. Era de dar pena o quanto Rosinha sofreu por ele, pois desde então ele pouco se importou com ela e ficava quase sempre sozinho. Mas eis que certo dia ele voltou para casa parecendo renascido. Abraçou efusivamente seus pais e chorou. Preciso partir para terras distantes, disse ele, a estranha anciã da floresta revelou-me um meio que deverá curar-me, ela jogou o livro na fogueira e instou-me a que os procurasse e lhes pedisse sua benção. Talvez eu retorne em breve, talvez nunca mais. Dêem minhas lembranças a Rosinha. Eu teria gostado de falar com ela, mas não sei o que acontece comigo, sinto-me impelido a partir; quando tento rememorar os velhos tempos, de pronto idéias mais possantes se metem de permeio, minha paz se foi, junto com ela meu coração e o amor, preciso partir para procurá-los. Gostaria de dizer-lhes para onde vou, mas nem eu mesmo o sei, irei para onde mora a mãe de todas as coisas, a virgem coberta de véus: por ela é que o meu espírito anseia. Adeus. Ele arrancou-se de seus braços e partiu. Os pais lastimaram-se e verteram lágrimas, Rosinha permaneceu em seu aposento e chorou amargamente. Jacinto andou então o mais ligeiro que pôde, atravessando vales e descampados, transpondo rios e montanhas rumo ao misterioso país. Em todos os lugares perguntava pela deusa sagrada (Ísis) interpelando homens e animais, rochedos e árvores. Uns riam, outros silenciavam, em parte alguma recebia qualquer indicação. No princípio, passou por terras incultas e bravias; nuvens e brumas lançavam-se em seu caminho; a ventania soprava incessantemente. Mais tarde encontrou imensos desertos de areias incandescentes, e, enquanto assim prosseguia, também seu espírito foi-se alterando: o tempo lhe parecia mais lento e a agitação em seu íntimo foi-se acalmando; ele tornou-se mais brando e a sua violenta comoção pouco a pouco deu lugar a um impulso suave mas marcante, no qual toda sua alma se dissolvia. Era como se muitos anos se tivessem passado. A paisagem tornou-se então novamente mais opulenta e variada, o ar tépido e azul, o caminho mais plano; verdes arbustos atraíam-no com sombras deleitosas, mas ele não entendia sua linguagem, aliás eles não pareciam estar falando, apesar disso enchiam seu coração de cores verdes e de uma disposição reservada e serena. Mais e mais crescia dentro dele aquela doce nostalgia, e mais e mais largas e suculentas foram tornando-se as folhas, mais e mais sonoros e festivos os animais e passarinhos, mais aromáticos os frutos, mais escuro o céu, mais quente o ar, e mais ardente seu amor; o tempo ia passando mais e mais célere como se soubesse estar perto do local de chegada. E um dia ele cruzou com uma fonte cristalina e uma multidão de flores que vinham descendo para um vale por entre colunas negras e altas como o céu. Elas gentilmente o saudaram com palavras familiares. Prezados compatriotas, disse ele, onde poderia eu encontrar a sagrada morada da deusa Ísis? Deve achar-se aqui por perto, e talvez vocês conheçam o lugar melhor que eu. Também estamos aqui apenas de passagem, responderam as flores; uma família de espíritos encontra-se em viagem e estamos preparando-lhes o caminho e a pousada, contudo há pouco atravessamos uma região onde ouvimos mencionarem o nome dela. Siga na direção de onde viemos e decerto obterá mais informações. As flores e a fonte disseram-lhe isso com um sorriso, ofereceram-lhe um gole refrescante e prosseguiram em sua jornada. Jacinto seguiu seu conselho, indagou e indagou e finalmente chegou àquela morada que há tanto procurava e que ficava oculta sob palmeiras e outras vegetações magníficas. Seu coração batia com uma nostalgia infinita, e a mais doce ansiedade traspassou-o nesta habitação, que aloja as estações eternas. Imerso em deliciosos aromas celestiais ele adormeceu, pois somente lhe seria permitido adentrar o recinto mais sagrado se fosse guiado pelo sonho. Apoiado apenas em sons e acordes cambiantes, ele foi misteriosamente conduzido pelo sonho através de aposentos infinitos, cheios de coisas estranhas. Tudo lhe parecia tão conhecido e, no entanto, de uma exuberância nunca antes vista; logo a última reminiscência terrena desapareceu, como se tivesse se dissipado no ar, e lá estava ele diante da virgem celestial, ele levantou então o véu leve e resplandecente e Rosinha caiu em seus braços. Uma música longínqua cingiu em mistério o reencontro apaixonado, o transbordar da saudade, e afastou deste lugar encantador tudo o que não era familiar. Jacinto depois disso ainda viveu muito tempo com Rosinha junto de seus venturosos pais e companheiros, e incontáveis netos agradeceram à estranha anciã da floresta pelo seu conselho e sua fogueira, pois naquela época as pessoas tinham tantos filhos quanto queriam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-866000389118509902?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/866000389118509902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=866000389118509902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/866000389118509902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/866000389118509902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/01/jacinto-e-rosinha.html' title='Jacinto e Rosinha'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-1840782076466064225</id><published>2008-01-09T15:47:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T16:59:22.450-08:00</updated><title type='text'>Os Três Porquinhos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4VdTqklHHI/AAAAAAAAAFw/qkuJdStWnf8/s1600-h/os3porquinhos.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4VdTqklHHI/AAAAAAAAAFw/qkuJdStWnf8/s200/os3porquinhos.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153627941022014578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez, na época em que os animais falavam, três porquinhos que viviam felizes e despreocupados na casa da mãe.&lt;br /&gt;A mãe era ótima, cozinhava, passava e fazia tudo pelos filhos. Porém, dois dos filhos não a ajudavam em nada e o terceiro sofria em ver sua mãe trabalhando sem parar.&lt;br /&gt; Certo dia, a mãe chamou os porquinhos e disse:&lt;br /&gt;__Queridos filhos, vocês já estão bem crescidos. Já é hora de terem mais responsabilidades para isso, é bom morarem sozinhos.&lt;br /&gt;A mãe então preparou um lanche reforçado para seus filhos e dividiu entre os três suas economias para que pudessem comprar material e construírem uma casa.&lt;br /&gt;  Estava um bonito dia, ensolarado e brilhante. A mãe porca despediu-se dos seus filhos:&lt;br /&gt;__Cuidem-se! Sejam sempre unidos! - desejou a mãe.&lt;br /&gt;Os três porquinhos, então, partiram pela floresta em busca de um bom lugar para construírem a casa. Porém, no caminho começaram a discordar com relação ao material que usariam para construir o novo lar.&lt;br /&gt;Cada porquinho queria usar um material diferente.&lt;br /&gt;O primeiro porquinho, um dos preguiçosos foi logo dizendo:&lt;br /&gt;__ Não quero ter muito trabalho! Dá para construir uma boa casa com um monte de palha e ainda sobra dinheiro para comprar outras coisas.&lt;br /&gt;O porquinho mais sábio advertiu:&lt;br /&gt;__ Uma casa de palha não é nada segura.&lt;br /&gt;O outro porquinho preguiçoso, o irmão do meio, também deu seu palpite:&lt;br /&gt;__ Prefiro uma casa de madeira, é mais resistente e muito prática. Quero ter muito tempo para descansar &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;e brincar.&lt;br /&gt;__ Uma casa toda de madeira também não é segura - comentou o mais velho- Como você vai se proteger do frio? E se um lobo aparecer, como vai se proteger?&lt;br /&gt;__ Eu nunca vi um lobo por essas bandas e, se fizer frio, acendo uma fogueira para me aquecer! - respondeu o irmão do meio- E você, o que pretende fazer, vai brincar conosco depois da construção da casa?&lt;br /&gt;__Já que cada um vai fazer uma casa, eu farei uma casa de tijolos, que é resistente. Só quando acabar é que poderei brincar. – Respondeu o mais velho.&lt;br /&gt;O porquinho mais velho, o trabalhador, pensava na segurança e no conforto do novo lar.&lt;br /&gt;Os irmãos mais novos preocupavam-se em não gastar tempo trabalhando.&lt;br /&gt;__Não vamos enfrentar nenhum perigo para ter a necessidade de construir uma casa  resistente. - Disse um dos preguiçosos.&lt;br /&gt;Cada porquinho escolheu um canto da floresta para construir as respectivas casas. Contudo, as casas seriam  próximas.&lt;br /&gt;O Porquinho da casa de palha, comprou a palha e em poucos minutos construiu sua morada. Já estava descansando quando o irmão do meio, que havia construído a casa de madeira chegou chamando-o para ir ver a sua casa.&lt;br /&gt;Ainda era manhã quando os dois porquinhos se dirigiram para a casa do porquinho mais velho, que construía com tijolos sua morada.&lt;br /&gt;__Nossa! Você ainda não acabou! Não está nem na metade! Nós agora vamos almoçar e depois brincar. – disse irônico, o porquinho do meio.&lt;br /&gt;O porquinho mais velho porém não ligou para os comentários, nem par a as risadinhas, continuou a trabalhar, preparava o cimento e montava as paredes de tijolos. Após três dias de trabalho intenso, a casa de tijolos estava pronta, e era linda!&lt;br /&gt;Os dias foram passando, até que um lobo percebeu que havia porquinhos morando naquela parte da floresta. O Lobo sentiu sua barriga roncar de fome, só pensava em comer os porquinhos.&lt;br /&gt;Foi então bater na porta do porquinho mais novo, o da casa de palha. O porquinho antes de abrir a porta olhou pela janela e avistando o lobo começou a tremer de medo.&lt;br /&gt;O Lobo bateu mais uma vez, o porquinho então, resolveu tentar intimidar o lobo:&lt;br /&gt;__ Vá embora! Só abrirei a porta para o meu pai, o grande leão!- mentiu o porquinho cheio de medo.&lt;br /&gt;__ Leão é? Não sabia que leão era pai de porquinho. Abra já essa porta. – Disse o lobo com um grito assustador.&lt;br /&gt;   O porquinho continuou quieto, tremendo de medo.&lt;br /&gt;__Se você não abrir por bem, abrirei à força. Eu ou soprar, vou soprar muito forte e sua casa irá voar.&lt;br /&gt;O porquinho ficou desesperado, mas continuou resistindo. Até que o lobo soprou um a vez e nada aconteceu, soprou novamente e da palha da casinha nada restou, a casa voou pelos ares. O porquinho desesperado correu em direção à casinha de madeira do seu irmão.&lt;br /&gt;O lobo correu atrás.&lt;br /&gt;Chagando lá, o irmão do meio estava sentado na varanda da casinha.&lt;br /&gt;__Corre, corre entra dentro da casa! O lobo vem vindo! – gritou desesperado, correndo o porquinho mais novo.&lt;br /&gt;Os dois porquinhos entraram bem a tempo na casa, o lobo  chegou logo atrás batendo com força na porta.&lt;br /&gt;Os porquinhos tremiam de medo. O lobo então bateu na porta dizendo:&lt;br /&gt;__Porquinhos, deixem eu entrar só um pouquinho! __ De forma alguma Seu Lobo, vá embora e nos deixe em paz.- disseram os porquinhos.&lt;br /&gt;__ Então eu vou soprar e soprar e farei a casinha voar. O lobo então furioso e esfomeado, encheu o peito de ar e soprou  forte a casinha de madeira que  não agüentou e caiu.&lt;br /&gt;Os porquinhos aproveitaram a falta de fôlego do lobo e correram para a casinha do irmão mais velho.&lt;br /&gt;Chegando lá pediram ajuda ao mesmo.&lt;br /&gt;__Entrem, deixem esse lobo comigo!- disse confiante o porquinho mais velho.&lt;br /&gt;Logo o lobo chegou e tornou a atormentá-los:&lt;br /&gt;__ Porquinhos, porquinhos, deixem-me entrar, é só um pouquinho!&lt;br /&gt; __Pode esperar sentado seu lobo mentiroso.- respondeu o porquinho mais velho.&lt;br /&gt;__ Já que é assim, preparem-se para correr. Essa casa em poucos minutos irá voar!  O lobo encheu seus pulmões de ar e soprou a casinha de tijolos que nada sofreu.&lt;br /&gt;Soprou novamente mais forte  e nada.&lt;br /&gt;Resolveu então se jogar contra a casa na tentativa de derrubá-la. Mas nada abalava a sólida casa.&lt;br /&gt;O lobo resolveu então voltar para a sua toca e descansar até o dia seguinte.&lt;br /&gt;Os porquinhos assistiram a tudo pela janela do andar superior da casa. Os dois mais novos comemoraram quando perceberam que o lobo foi embora.&lt;br /&gt;__ Calma , não comemorem ainda! Esse lobo é muito esperto, ele não desistirá antes de aprende ruma lição.- Advertiu o porquinho mais velho.&lt;br /&gt;No dia seguinte bem cedo o lobo estava de volta à casa de tijolos. Disfarçado de vendedor de frutas.&lt;br /&gt;__ Quem quer comprar frutas fresquinhas?-  gritava o lobo se aproximando da casa de tijolos.&lt;br /&gt;Os dois porquinhos mais novos ficaram com muita vontade de comer maçãs e iam abrir a porta quando o irmão mais velho entrou na frente deles e disse: -__ Nunca passou ninguém vendendo nada por aqui antes, não é suspeito que na manhã seguinte do aparecimento do lobo, surja um vendedor?&lt;br /&gt;Os irmãos acreditaram que era realmente um vendedor, mas resolveram esperar mais um pouco.&lt;br /&gt;O lobo disfarçado bateu novamente na porta e perguntou:&lt;br /&gt;__ Frutas fresquinhas, quem vai querer?&lt;br /&gt;Os porquinhos responderam:&lt;br /&gt; __ Não, obrigado.&lt;br /&gt;O lobo insistiu:&lt;br /&gt;Tome peguem três sem pagar nada, é um presente.&lt;br /&gt;__ Muito obrigado, mas não queremos, temos muitas frutas aqui.&lt;br /&gt; O lobo furioso se revelou:&lt;br /&gt;__ Abram logo, poupo um de vocês!&lt;br /&gt; Os porquinhos nada responderam e ficaram aliviados por  não terem caído na mentira do falso vendedor.&lt;br /&gt;De repente ouviram um barulho no teto. O lobo havia encostado uma escada e estava subindo no telhado.&lt;br /&gt;Imediatamente o porquinho mais velho aumentou o fogo da lareira, na qual cozinhavam uma sopa de legumes.&lt;br /&gt;O lobo se jogou dentro da chaminé, na intenção de surpreender os porquinho entrando pela lareira. Foi quando ele caiu bem dentro do caldeirão de sopa fervendo.&lt;br /&gt;___AUUUUUUU!- Uivou o lobo de dor, saiu correndo em disparada em direção à porta e nunca mais foi visto por aquelas terras.&lt;br /&gt;Os três porquinhos, pois, decidiram morar juntos daquele dia em diante. Os mais novos concordaram que precisavam trabalhar além de descansar e brincar.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, a mãe dos porquinhos não agüentando as saudades, foi morar com os filhos.&lt;br /&gt;Todos viveram felizes e em harmonia na linda casinha de tijolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vamos Cantar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quem tem medo do Lobo Mau&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Desenho do Walt Disney)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Com palha eu faço a casa&lt;br /&gt;Pra não me esforçar&lt;br /&gt;Na minha casinha&lt;br /&gt;Eu toca a flautinha&lt;br /&gt;Eu gosto é de brincar!&lt;br /&gt; De vara é minha casa&lt;br /&gt;É onde eu vou morar&lt;br /&gt;Mas eu não me amofino&lt;br /&gt;Vou tocando violino&lt;br /&gt;O que eu gosto é de dançar!&lt;br /&gt; Eu faço a minha casa&lt;br /&gt;Com pedra e com tijolo&lt;br /&gt;Pra trabalhar não sei dançar&lt;br /&gt;Pois não sou nenhum tolo&lt;br /&gt; Ele não sabe brincar, nem cantar, nem dançar&lt;br /&gt;Só o que sabe é trabalhar&lt;br /&gt; Podem rir, dançar e brincar&lt;br /&gt;Que não vou me aborrecer&lt;br /&gt;Mas não vai ser brincadeira&lt;br /&gt;Quando o lobo aparecer&lt;br /&gt; Quem tem medo do Lobo mau, Lobo mau, Lobo mau------------ Bis&lt;br /&gt; Dou um soco no nariz&lt;br /&gt;Eu dou-lhe um bofetão&lt;br /&gt;Eu dou-lhe um pontapé&lt;br /&gt;Derrubo ele no chão&lt;br /&gt; Quem tem medo do Lobo mau, Lobo mau, Lobo mau------------ Bis&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-1840782076466064225?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/1840782076466064225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=1840782076466064225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/1840782076466064225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/1840782076466064225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/01/os-trs-porquinhos.html' title='Os Três Porquinhos'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4VdTqklHHI/AAAAAAAAAFw/qkuJdStWnf8/s72-c/os3porquinhos.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-150541248455897403</id><published>2008-01-09T15:32:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T16:59:22.566-08:00</updated><title type='text'>Patinho Feio</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4VaVaklHGI/AAAAAAAAAFo/pxfyv7tQRsc/s1600-h/Patinho_Feio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4VaVaklHGI/AAAAAAAAAFo/pxfyv7tQRsc/s200/Patinho_Feio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153624672551902306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A mamãe pata tinha escolhido um lugar ideal para fazer seu ninho: um cantinho bem protegido, no meio da folhagem, perto do rio que contornava o velho castelo.&lt;br /&gt;Mais adiante estendiam-se o bosque e um lindo jardim florido.&lt;br /&gt;Naquele lugar sossegado, a pata agora aquecia pacientemente seus ovos. Por fim, após a longa espera, os ovos se abriram um após o outro, e das cascas rompidas surgiram, engraçadinhos e miúdos, os patinhas amarelos que, imediatamente, saltaram do ninho.&lt;br /&gt;Porém um dos ovos ainda não se abrira; era um ovo grande, e a pata pensou que não o chocara o suficiente.&lt;br /&gt;Impaciente, deu umas bicadas no ovão e ele começou a se romper.&lt;br /&gt;No entanto, em vez de um patinho amarelinho saiu uma ave cinzenta e desajeitada. Nem parecia um patinho.&lt;br /&gt;Para ter certeza de que o recém-nascido era um patinho, e não outra ave, a mãe-pata foi com ele até o rio e o obrigou a mergulhar junto com os outros.&lt;br /&gt;Quando viu que ele nadava com naturalidade e satisfação, suspirou aliviada. Era só um patinho muito, muito feio.&lt;br /&gt; Tranqüilizada, levou sua numerosa família para conhecer os outros animais que viviam nos jardins do castelo.&lt;br /&gt;Todos parabenizaram a pata: a sua ninhada era realmente bonita. Exceto um. O horroroso e desajeitado das penas cinzentas!&lt;br /&gt;— É grande e sem graça! — falou o peru.&lt;br /&gt;— Tem um ar abobalhado — comentaram as galinhas.&lt;br /&gt;O porquinho nada disse, mas grunhiu com ar de desaprovação.&lt;br /&gt;Nos dias que se seguiram, as coisas pioraram. Todos os bichos, inclusive os patinhos, perseguiam a criaturinha feia.&lt;br /&gt;A pata, que no princípio defendia aquela sua estranha cria, agora também sentia vergonha e não queria tê-lo em sua companhia.&lt;br /&gt;O pobre patinho crescia só, malcuidado e desprezado. Sofria. As galinhas o bicavam a todo instante, os perus o perseguiam com ar ameaçador e até a empregada, que diariamente levava comida aos bichos, só pensava em enxotá-lo.&lt;br /&gt;Um dia, desesperado, o patinho feio fugiu. Queria ficar longe de todos que o perseguiam.&lt;br /&gt;Caminhou, caminhou e chegou perto de um grande brejo, onde viviam alguns marrecos. Foi recebido com indiferença: ninguém ligou para ele. Mas não foi maltratado nem ridicularizado; para ele, que até agora só sofrera, isso já era o suficiente.&lt;br /&gt;Infelizmente, a fase tranqüila não durou muito. Numa certa madrugada, a quietude do brejo foi interrompida por um tumulto e vários disparos: tinham chegado os caçadores!&lt;br /&gt;Muitos marrequinhos perderam a vida. Por um milagre, o patinho feio conseguiu se salvar, escondendo-se no meio da mata.&lt;br /&gt;Depois disso, o brejo já não oferecia segurança; por isso, assim que cessaram os disparos, o patinho fugiu de lá.&lt;br /&gt;Novamente caminhou, caminhou, procurando um lugar onde não sofresse.&lt;br /&gt;Ao entardecer chegou a uma cabana. A porta estava entreaberta, e ele conseguiu entrar sem ser notado. Lá dentro, cansado e tremendo de frio, se encolheu num cantinho e logo dormiu.&lt;br /&gt;Na cabana morava uma velha, em companhia de um gato, especialista em caçar ratos, e de uma galinha, que todos os dias botava o seu ovinho.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, quando a dona da cabana viu o patinho dormindo no canto, ficou toda contente.&lt;br /&gt;— Talvez seja uma patinha. Se for, cedo ou tarde botará ovos, e eu poderei preparar cremes, pudins e tortas, pois terei mais ovos. Estou com muita sorte!&lt;br /&gt;Mas o tempo passava, e nenhum ovo aparecia. A velha começou a perder a paciência. A galinha e o gato, que desde o começo não viam com bons olhos recém-chegado, foram ficando agressivos e briguentos.&lt;br /&gt;Mais uma vez, o coitadinho preferiu deixar a segurança da cabana e se aventurar pelo mundo.&lt;br /&gt;Caminhou, caminhou e achou um lugar tranqüilo perto de uma lagoa, onde parou.&lt;br /&gt;Enquanto durou a boa estação, o verão, as coisas não foram muito mal. O patinho passava boa parte do tempo dentro da água e lá mesmo encontrava alimento suficiente.&lt;br /&gt;Mas chegou o outono. As folhas começaram a cair, bailando no ar e pousando no chão, formando um grande tapete amarelo. O céu se cobriu de nuvens ameaçadoras e o vento esfriava cada vez mais.&lt;br /&gt;Sozinho, triste e esfomeado, o patinho pensava, preocupado, no inverno que se aproximava.&lt;br /&gt;Num final de tarde, viu surgir entre os arbustos um bando de grandes e lindíssimas aves. Tinham as plumas alvas, as asas grandes e um longo pescoço, delicado e sinuoso: eram cisnes, emigrando na direção de regiões quentes. Lançando estranhos sons, bateram as asas e levantaram vôo, bem alto.&lt;br /&gt;O patinho ficou encantado, olhando a revoada, até que ela desaparecesse no horizonte. Sentiu uma grande tristeza, como se tivesse perdido amigos muito queridos.&lt;br /&gt;Com o coração apertado, lançou-se na lagoa e nadou durante longo tempo. Não conseguia tirar o pensamento daquelas maravilhosas criaturas, graciosas e elegantes.&lt;br /&gt;Foi se sentindo mais feio, mais sozinho e mais infeliz do que nunca.&lt;br /&gt;Naquele ano, o inverno chegou cedo e foi muito rigoroso.&lt;br /&gt;O patinho feio precisava nadar ininterruptamente, para que a água não congelasse em volta de seu corpo, criando uma armadilha mortal. Mas era uma luta contínua e sem esperança.&lt;br /&gt;Um dia, exausto, permaneceu imóvel por tempo suficiente para ficar com as patas presas no gelo.&lt;br /&gt;— Agora morrerei — pensou. — Assim, terá fim todo meu sofrimento.&lt;br /&gt;Fechou os olhos, e o último pensamento que teve antes de cair num sono parecido com a morte foi para as grandes aves brancas.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, bem cedo, um camponês que passava por aqueles lados viu o pobre patinho, já meio morto de frio.&lt;br /&gt;Quebrou o gelo com um pedaço de pau, libertou o pobrezinho e levou-o para sua  casa.&lt;br /&gt;Lá o patinho foi alimentado e aquecido, recuperando um pouco de suas forças. Logo que deu sinais de vida, os filhos do camponês se animaram:&lt;br /&gt;— Vamos fazê-lo voar!&lt;br /&gt;— Vamos escondê-lo em algum lugar!&lt;br /&gt;E seguravam o patinho, apertavam-no, esfregavam-no. Os meninos não tinham más intenções; mas o patinho, acostumado a ser maltratado, atormentado e ofendido, se assustou e tentou fugir. Fuga atrapalhada!&lt;br /&gt;Caiu de cabeça num balde cheio de leite e, esperneando para sair, derrubou tudo. A mulher do camponês começou a gritar, e o pobre patinho se assustou ainda mais.&lt;br /&gt;Acabou se enfiando no balde da manteiga, engordurando-se até os olhos e, finalmente se enfiou num saco de farinha, levantando uma poeira sem fim. br&gt; A cozinha parecia um campo de batalha. Fora de si, a mulher do camponês pegara a vassoura e procurava golpear o patinho. As crianças corriam atrás do coitadinho, divertindo-se muito.&lt;br /&gt;Meio cego pela farinha, molhado de leite e engordurado de manteiga, esbarrando aqui e ali, o pobrezinho por sorte conseguiu afinal encontrar a porta e fugir, escapando da curiosidade das crianças e da fúria da mulher.&lt;br /&gt;Ora esvoaçando, ora se arrastando na neve, ele se afastou da casa do camponês e somente parou quando lhe faltaram as forças.&lt;br /&gt;Nos meses seguintes, o patinho viveu num lago, se abrigando do gelo onde encontrava relva seca.&lt;br /&gt;Finalmente, a primavera derrotou o inverno. Lá no alto, voavam muitas aves. Um dia, observando-as, o patinho sentiu um inexplicável e incontrolável desejo de voar.&lt;br /&gt;Abriu as asas, que tinham ficado grandes e robustas, e pairou no ar. Voou. Voou. Voou longamente, até que avistou um imenso jardim repleto de flores e de árvores; do meio das árvores saíram três aves brancas.&lt;br /&gt;O patinho reconheceu as lindas aves que já vira antes, e se sentiu invadir por uma emoção estranha, como se fosse um grande amor por elas.&lt;br /&gt;— Quero me aproximar dessas esplêndidas criaturas — murmurou. — Talvez me humilhem e me matem a bicadas, mas não importa. É melhor morrer perto delas do que continuar vivendo atormentado por todos.&lt;br /&gt;Com um leve toque das asas, abaixou-se até o pequeno lago e pousou tranqüilamente na água.&lt;br /&gt;— Podem matar-me, se quiserem — disse, resignado, o infeliz.&lt;br /&gt;E abaixou a cabeça, aguardando a morte. Ao fazer isso, viu a própria imagem refletida na água, e seu coração entristecido deu um pulo. O que via não era a criatura desengonçada, cinzenta e sem graça de outrora. Enxergava as penas brancas, as grandes asas e um pescoço longo e sinuoso.&lt;br /&gt;Ele era um cisne! Um cisne, como as aves que tanto admirava.&lt;br /&gt;— Bem-vindo entre nós! — disseram-lhe os três cisnes, curvando os pescoços, em sinal de saudação.&lt;br /&gt;Aquele que num tempo distante tinha sido um patinho feio, humilhado, desprezado e atormentado se sentia agora tão feliz que se perguntava se não era um sonho!&lt;br /&gt; Mas, não! Não estava sonhando. Nadava em companhia de outros, com o coração cheio de felicidade.&lt;br /&gt;Mais tarde, chegaram ao jardim três meninos, para dar comida aos cisnes.&lt;br /&gt;O menorzinho disse, surpreso:&lt;br /&gt;— Tem um cisne novo! E é o mais belo de todos! E correu para chamar os pais.&lt;br /&gt;— É mesmo uma esplêndida criatura! — disseram os pais.&lt;br /&gt;E jogaram pedacinhos de biscoito e de bolo. Tímido diante de tantos elogios, o cisne escondeu a cabeça embaixo da asa.&lt;br /&gt;Talvez um outro, em seu lugar, tivesse ficado envaidecido. Mas não ele. Seu coração era muito bom, e ele sofrera muito, antes de alcançar a sonhada felicidade.&lt;br /&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMINI%7E1/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-150541248455897403?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/150541248455897403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=150541248455897403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/150541248455897403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/150541248455897403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/01/patinho-feio.html' title='Patinho Feio'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4VaVaklHGI/AAAAAAAAAFo/pxfyv7tQRsc/s72-c/Patinho_Feio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-8140525177478443214</id><published>2008-01-09T15:24:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T16:59:22.849-08:00</updated><title type='text'>Rapunzel</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 204, 255);" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4VYZ6klHFI/AAAAAAAAAFg/j40j1kZ6BaQ/s1600-h/rapunzel_02.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4VYZ6klHFI/AAAAAAAAAFg/j40j1kZ6BaQ/s200/rapunzel_02.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153622550838058066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;ersão Irmãos Grimm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Era                      uma vez um lenhador que vivia feliz com&lt;br /&gt;                   sua esposa. Os dois estavam muito contentes porque a mulher                      estava&lt;br /&gt;                   grávida do primeiro filho do casal.&lt;br /&gt;                   Ao lado da casa do lenhador morava um bruxa muito egoísta.&lt;br /&gt;                   Ela nunca dava nada para ninguém. O quintal de sua                      casa era enorme&lt;br /&gt;                   e tinha um pomar e uma horta cheios de frutas e legumes saborosos,&lt;br /&gt;                   mas a bruxa construiu um muro bem alto cercando seu quintal,                      para&lt;br /&gt;                   ninguém ver o que tinha lá dentro!&lt;br /&gt;                   Na casa do lenhador havia uma janela que se abria para o&lt;br /&gt;                   lado da casa da bruxa, e sua esposa ficava horas ali olhando                      para&lt;br /&gt;                   os rabanetes da horta, cheia de vontade...&lt;br /&gt;                   Um dia a mulher ficou doente. Não conseguia comer nada                      que&lt;br /&gt;                   seu marido lhe preparava. Só pensava nos rabanetes...&lt;br /&gt;                   O lenhador ficou preocupado com a doença de sua mulher                      e&lt;br /&gt;                   resolveu ir buscar os rabanetes para a esposa. Esperou anoitecer,&lt;br /&gt;                   pulou o muro do quintal da bruxa e pegou um punhado deles.&lt;br /&gt;                   Os rabanetes estavam tão apetitosos que a mulher quis                      comer&lt;br /&gt;                   mais. O homem teve que voltar várias noites ao quintal                      da bruxa&lt;br /&gt;                   pois, graças aos rabanetes, a mulher estava quase curada.&lt;br /&gt;                   Uma noite, enquanto o lenhador colhia os rabanetes, a velha&lt;br /&gt;                   bruxa surgiu diante dele cercada por seus corvos.&lt;br /&gt;                   — Olhem só! — disse a velhota — Agora                      sabemos quem está roubando meus rabanetes!&lt;br /&gt;                   O homem tentou se explicar, mas a bruxa já sabia de                      tudo e&lt;br /&gt;                   exigiu em troca dos rabanetes a criança que ia nascer.&lt;br /&gt;                   O pobre lenhador ficou tão apavorado que não                      conseguiu dizer não&lt;br /&gt;                   para a bruxa.&lt;br /&gt;                   Pouco tempo depois, nasceu uma linda menina. O lenhador e&lt;br /&gt;                   sua mulher estavam muito felizes e cuidavam da criança                      com todo o&lt;br /&gt;                   carinho.&lt;br /&gt;                   Mas a bruxa veio buscar a menina. Os pais choraram e&lt;br /&gt;                   imploraram para ficar com a criança, mas não                      adiantou. A malvada a&lt;br /&gt;                   levou e lhe deu o nome de Rapunzel.&lt;br /&gt;                   Passaram-se os anos. Rapunzel cresceu e ficou muito linda.                      A&lt;br /&gt;                   bruxa penteava seus longos cabelos em duas traças,                      e pensava:&lt;br /&gt;                   “Rapunzel está cada vez mais bonita! Vou prendê-la                      numa&lt;br /&gt;                   torre da floresta, sem porta e com apenas uma janela, bem                      alta,&lt;br /&gt;                   para que ninguém a roube de mim, e usarei suas tranças                      como&lt;br /&gt;                   escada.”&lt;br /&gt;                   E                      assim aconteceu. Rapunzel, presa na torre, passava os dias&lt;br /&gt;                   trançando o cabelo e cantando com seus amigos passarinhos.&lt;br /&gt;                   Todas as vezes que a bruxa queria visitá-la ia até                      a torre e&lt;br /&gt;                   gritava:&lt;br /&gt;                   — Rapunzel! Jogue-me suas tranças!&lt;br /&gt;                   &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;A                      menina jogava as tranças e a bruxa as usava para escalar                      a&lt;br /&gt;                   torre.&lt;br /&gt;                   Um dia passou por ali um príncipe que ouviu Rapunzel&lt;br /&gt;                   cantarolando algumas canções. Ele ficou muito                      curioso para saber&lt;br /&gt;                   de quem era aquela linda voz. Caminhou as redor da torre e&lt;br /&gt;                   percebeu que não tinha nenhuma entrada, e que a pessoa                      que cantava&lt;br /&gt;                   estava presa.&lt;br /&gt;                   O príncipe ouviu um barulho e se escondeu, mas pôde                      ver a&lt;br /&gt;                   velha bruxa gritando sob a janela:&lt;br /&gt;                   — Rapunzel! Jogue-me suas tranças!&lt;br /&gt;                   O príncipe, então, descobriu o segredo. Na noite                      seguinte&lt;br /&gt;                   foi até a torre e imitou a voz da bruxa:&lt;br /&gt;                   — Rapunzel! Jogue-me suas tranças!&lt;br /&gt;                   Rapunzel obedeceu o chamado, mas assustou-se ao ver o&lt;br /&gt;                   príncipe entrar pela janela.&lt;br /&gt;                   — Oh! Quem é você? — perguntou Rapunzel.&lt;br /&gt;                   O príncipe contou o que acontecera e declarou seu amor                      por&lt;br /&gt;                   Rapunzel. Ela aceitou se encontrar com ele, mas pediu que                      os&lt;br /&gt;                   encontros fossem às escondidas, pois a bruxa era muito                      ciumenta.&lt;br /&gt;                   Os dois passaram a se ver todos os dias, até que Rapunzel,&lt;br /&gt;                   muito distraída, disse um dia para a bruxa:&lt;br /&gt;                   — Puxa, a senhora é bem mais pesada que o príncipe!&lt;br /&gt;                   A bruxa descobriu os encontros da menina com o príncipe                      e&lt;br /&gt;                   cortou suas tranças. Chamou seus corvos e ordenou que                      levassem&lt;br /&gt;                   Rapunzel para o deserto para que ela vivesse sozinha.&lt;br /&gt;                   O príncipe, que não sabia de nada, foi visitar                      Rapunzel. A&lt;br /&gt;                   bruxa segurou as tranças da menina e as jogou para                      baixo. Quando&lt;br /&gt;                   ele chegou na janela, a bruxa o recebeu com uma risada macabra                      e&lt;br /&gt;                   largou as tranças. Ele despencou, caindo sobre uma                      roseira. Os&lt;br /&gt;                   espinhos furaram seus olhos, e ele ficou cego.&lt;br /&gt;                   Mesmo assim, o príncipe foi procurar sua amada Rapunzel,&lt;br /&gt;                   tateando e gritando seu nome.&lt;br /&gt;                   Andou por dias, até chegar ao deserto. Rapunzel ouviu                      o&lt;br /&gt;                   príncipe chamar por ela e correu ao seu encontro. Quando                      descobriu&lt;br /&gt;                   que o príncipe estava cego começou a chorar.                      Duas lágrimas caíram&lt;br /&gt;                   dentro dos olhos do rapaz e ele voltou a enxergar!&lt;br /&gt;                   Assim, os dois jovens foram para o palácio do príncipe,                      se&lt;br /&gt;                   casaram e viveram felizes. Os pais de Rapunzel foram morar                      no&lt;br /&gt;                   palácio e a bruxa egoísta ficou com tanta raiva                      que se trancou na&lt;br /&gt;                   torre e nunca mais saiu de lá.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-8140525177478443214?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/8140525177478443214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=8140525177478443214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/8140525177478443214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/8140525177478443214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/01/rapunzel.html' title='Rapunzel'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4VYZ6klHFI/AAAAAAAAAFg/j40j1kZ6BaQ/s72-c/rapunzel_02.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-3217823286709780769</id><published>2008-01-09T15:18:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T16:59:23.069-08:00</updated><title type='text'>A Protegida de Maria</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4VXNqklHEI/AAAAAAAAAFY/jc3Zp-vXsFQ/s1600-h/casa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4VXNqklHEI/AAAAAAAAAFY/jc3Zp-vXsFQ/s200/casa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153621240873032770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na orla de uma extensa floresta morava um lenhador e sua esposa. Eles tinham apenas uma filha, que era uma menina de três anos. Mas eles eram tão pobres que não tinham mais o pão de cada dia e já não sabiam o que haveriam de dar-lhe para comer. Certa manhã o lenhador foi com grande preocupação até a floresta para cuidar de seu trabalho e, quando estava cortando lenha, lá apareceu de repente uma mulher alta e bela que trazia na cabeça uma coroa de estrelas cintilantes e lhe disse "Sou a Virgem Maria, mãe do Menino Jesus, e tu és pobre e necessitado: traga-me tua filha, vou levá-la comigo, ser sua mãe e cuidar dela." O lenhador obedeceu, foi buscar a filha e entregou-a à Virgem Maria, que a levou consigo para o Céu. Lá a menina passava muito bem, comia pão doce e bebia leite açucarado, e seus vestidos eram de ouro, e os anjinhos brincavam com ela. Quando completou quatorze anos, a Virgem Maria a chamou e disse "Querida menina, partirei em uma longa viagem; tome sob tua guarda as chaves das treze portas do reino celestial; tu poderás abrir doze delas e contemplar os esplendores que há lá dentro, mas a décima terceira, cuja chave é esta pequena aqui, está proibida para ti: cuidado para não abri-la, pois seria a tua infelicidade." A menina prometeu ser obediente e, quando a Virgem Maria havia partido, começou a olhar os cômodos do reino celestial: a cada dia abria um deles, até que todos os doze tinham sido vistos. Em cada um dos cômodos estava sentado um apóstolo cercado de grande esplendor, e toda aquela suntuosidade e magnificência dava grande alegria a ela, e os anjinhos, que sempre a acompanhavam, alegravam-se também. Até que, então, faltava apenas a porta proibida, e ela sentiu um grande desejo de saber o que estava escondido atrás dela. Por isso disse aos anjinhos "Não abrirei a porta por inteiro e também não entrarei, mas vou entreabri-la para olharmos um pouquinho pela fresta". "Oh, não," disseram os anjinhos, "seria um pecado: a Virgem Maria proibiu fazer isso, além do mais, isso poderia facilmente trazer-te a desgraça." Então ela se calou, mas o desejo não silenciou em seu coração, mas, ao contrário, continuou roendo e corroendo-a com força, não lhe permitindo ficar em paz. E certa vez, quando os anjinhos haviam todos saído, pensou "Agora estou totalmente sozinha e poderia olhar lá dentro, afinal, ninguém ficará sabendo o que fiz". Procurou a chave e, tão logo a apanhou, enfiou-a na fechadura e, uma vez ela estando lá, sem pensar duas vezes, girou-a. A porta abriu de um salto e ela viu a Trindade sentada em meio ao fogo e à luz. Ficou parada um momento, observando tudo com assombro, depois tocou de leve com o dedo aquela luz, e o dedo ficou totalmente dourado. No mesmo instante foi tomada de intenso pavor, bateu a porta com força e correu dali. Mas o pavor não diminuía, ela podia fazer o que fosse mas o coração continuava batendo acelerado e não havia como acalmá-lo: assim também o ouro continuou no dedo e não saía de jeito algum, não importa o quanto lavasse e esfregasse.&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não passou muito tempo e a Virgem Maria retornou de sua viagem. Ela chamou a menina e solicitou as chaves de volta. Quando ela apresentou o molho, a Virgem olhou em seus olhos e perguntou: "E não abriste mesmo a décima terceira porta?" "Não", respondeu. Então ela pousou a mão sobre o coração da menina e sentiu como ele estava batendo sobressaltado, de modo que percebeu que sua ordem tinha sido desobedecida e a porta fora aberta. Então perguntou mais uma vez: "Realmente não a abriste?" "Não", respondeu a menina pela segunda vez. Aí a Virgem avistou o dedo que ficara dourado pelo toque do fogo celestial e teve certeza de que ela pecara, e perguntou pela terceira vez: "Não a abriste?" "Não", respondeu a menina pela terceira vez. Então a Virgem Maria disse: "Tu não me obedeceste e além disso ainda mentiste, portanto não és mais digna de permanecer no Céu."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nesse momento a menina caiu em profundo sono e quando despertou jazia lá embaixo sobre a terra em meio a um lugar agreste. Quis gritar, mas não conseguiu emitir qualquer som. Levantou-se de um salto e quis fugir, mas para onde quer que se dirigisse sempre era detida por sebes espinhosas que não conseguia atravessar. Nesse ermo em que estava encerrada havia uma velha árvore oca que agora teria de ser sua morada. Era lá para dentro que rastejava quando caía a noite, e era lá que dormia, e, quando vinham chuvas e tempestades, era lá que buscava abrigo. Levava uma vida lastimável, e quando recordava como tudo havia sido tão bom no Céu, e como os anjinhos costumavam brincar com ela, chorava amargamente. Raízes e frutas silvestres eram seus únicos alimentos, e ela os procurava ao redor até onde podia ir. No outono juntava as nozes e folhas que haviam caído no chão e levava-as para o oco da árvore; comia as nozes no inverno e, quando chegavam a neve e o gelo, arrastava-se como um animalzinho para debaixo das folhas para não sentir frio. Não demorou muito e suas vestimentas começaram a se rasgar e um pedaço após outro foi caindo do corpo. Tão logo o Sol voltava a brilhar trazendo o calor, ela saía e sentava-se diante da árvore e seus longos cabelos encobriam-na de todos os lados como um manto. Assim foi passando ano após ano e ela ia experimentando a miséria e sofrimento do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma vez, quando as árvores tinham acabado de cobrir-se outra vez de verde, o rei que lá reinava estava caçando na floresta e perseguia uma corça, e como esta havia se refugiado nos arbustos que rodeavam a clareira da floresta, ele desceu do cavalo e com sua espada foi arrancando o mato e abrindo caminho para poder passar. Quando finalmente chegou do outro lado, avistou sob a árvore uma donzela de maravilhosa beleza que lá estava sentada totalmente coberta até os dedos dos pés pelos seus cabelos dourados. Ficou parado admirando-a com assombro até que finalmente dirigiu-lhe a palavra e disse: "Quem és tu? Por que estás aqui no ermo?" Mas ela não respondeu, pois sua boca estava selada. O rei falou novamente: "Queres vir comigo até meu castelo?" Ela apenas assentiu levemente com a cabeça. Então o rei a tomou nos braços, carregou-a até seu corcel e cavalgou com ela para casa, e, quando chegou ao castelo real, ordenou que a vestissem com belos trajes e tudo lhe foi dado em abundância. Embora não pudesse falar, ela era afável e bela, e assim ele começou a amá-la do fundo de seu coração e, não demorou muito, casou-se com ela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando se havia passado cerca de um ano, a rainha deu à luz um filho. Nessa mesma noite, quando estava deitada sozinha em seu leito, apareceu-lhe a Virgem Maria, que disse "Se quiseres dizer a verdade e confessar que abriste a porta proibida, destravarei tua boca e devolverei tua fala, mas se insistires no pecado e teimares em negar, levarei comigo teu filho recém-nascido." Nesse momento foi dado à rainha responder, porém ela manteve-se obstinada e disse: "Não, não abri a porta proibida", e a Virgem Maria tomou-lhe o filho recém-nascido dos braços e desapareceu com ele. Na manhã seguinte, quando não foi possível encontrar a criança, começou a correr um murmúrio no meio do povo de que a rainha comia carne humana e teria matado seu próprio filho. Ela ouvia tudo isso e não podia dizer nada em contrário, mas o rei recusou-se a acreditar naquilo porque a amava muito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de um ano nasceu mais um filho da rainha. Naquela noite voltou a parecer a Virgem Maria junto dela dizendo: "Se quiseres confessar que abriste a porta proibida, devolverei teu filho e soltarei tua língua; mas se insistires no pecado e negares, levarei também este recém-nascido comigo." Então a rainha disse novamente: "Não, não abri a porta proibida", e a Virgem tomou-lhe a criança dos braços e levou-a consigo para o Céu. De manhã, quando mais uma vez uma criança havia desaparecido, o povo afirmou em voz bem alta que a rainha a tinha devorado, e os conselheiros do rei exigiram que ela fosse levada a julgamento. Mas o rei a amava tanto que não quis acreditar em nada, e ordenou aos conselheiros que, se não estivessem dispostos a sofrer castigos corporais ou mesmo a pena de morte, que deixassem de insistir no assunto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No ano seguinte a rainha deu à luz uma linda filhinha e, pela terceira vez, apareceu à noite a Virgem Maria e disse: "Acompanha-me". Tomou-a pela mão e conduziu-a até o Céu, mostrando-lhe então os dois meninos mais velhos, que riam e brincavam com o globo terrestre. A rainha alegrou-se com aquilo e a Virgem Maria disse: "Teu coração ainda não se abrandou? Se confessares que abriste a porta proibida, devolverei teus dois filhinhos." Mas a rainha respondeu pela terceira vez "Não, não abri a porta proibida". Então a Virgem Maria a fez descer novamente à terra, tomando-lhe também a terceira criança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na manhã seguinte, quando a notícia correu, todo o povo gritava "a rainha come gente, ela tem que ser condenada", e o rei não conseguiu mais conter seus conselheiros. Ela foi submetida a julgamento e, como não podia responder e se defender, foi condenada a morrer na fogueira. Quando haviam juntado a lenha e ela estava amarrada a um pilar e o fogo começava a arder a sua volta, então derreteu-se o duro gelo do orgulho e seu coração encheu-se de arrependimento e ela pensou: "Ah, se antes de morrer eu ao menos pudesse confessar que abri a porta". Nesse momento voltou-lhe a voz e ela gritou com força "Sim, Maria, eu a abri!" No mesmo instante uma chuva começou a cair do céu apagando as chamas do fogo, e sobre sua cabeça irradiou uma luz, e a Virgem Maria desceu tendo os dois meninos, um de cada lado, e carregando a menina recém-nascida no colo. Ela falou-lhe com bondade: "Quem confessa e se arrepende de seu pecado, sempre é perdoado", e entregou-lhe as três crianças, soltou-lhe a língua e deu-lhe de presente a felicidade para a vida inteira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Agradecemos a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Karin Volobuef pela tradução desse conto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-3217823286709780769?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/3217823286709780769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=3217823286709780769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/3217823286709780769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/3217823286709780769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/01/protegida-de-maria.html' title='A Protegida de Maria'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4VXNqklHEI/AAAAAAAAAFY/jc3Zp-vXsFQ/s72-c/casa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-6111974198093237659</id><published>2008-01-09T07:39:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T16:59:23.238-08:00</updated><title type='text'>A mãee d'água</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4TsLqklHDI/AAAAAAAAAFQ/prPvt_g4-sc/s1600-h/out33.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4TsLqklHDI/AAAAAAAAAFQ/prPvt_g4-sc/s200/out33.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153503558769122354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Era um homem muito pobre, que tinha sua plantação de favas na beira do rio; quando, porém,elas estavam boas de colher, não apanhava uma só, porque, da noite para o dia, desapareciam.&lt;br /&gt;Afinal, cansado de trabalhar para os outros comerem, tomou a resolução de ir espiar quem era&lt;br /&gt;que lhe furtava as favas.&lt;br /&gt;Um dia, estava de espreita, quando viu uma moça, bonita como os amores, no meio do faval,&lt;br /&gt;abaixo e acima, colhendo as favas todas. Foi, bem sutil, bem devagarinho e agarrou-a, dizendo:&lt;br /&gt;– Ah! é você que vem aqui apanhar as minhas favas? Você agora vai é para a minha casa, para&lt;br /&gt;se casar comigo.&lt;br /&gt;Gritava a moça, forcejando por se libertar das unhas do homem:&lt;br /&gt;– Me solte! Me solte, que eu não apanho mais as suas favas, não.&lt;br /&gt;Porém o homem, sem querer largá-la. Finalmente, disse a moça:&lt;br /&gt;– Está bem. Eu me caso com você, mas nunca arrenegue de gente de debaixo d’água.&lt;br /&gt;O homem disse que sim. Levou-a e casou-se com ela. Tudo quanto possuía aumentou como&lt;br /&gt;milagre, num instante. Fez logo um sobrado muito bom, comprou escravos, teve muitas criações,&lt;br /&gt;muitas roças, muito dinheiro, enfim.&lt;br /&gt;Depois de passado bastante tempo, a mulher foi ficando desmazelada, que uma coisa era ver e&lt;br /&gt;a outra contar. Parecia de propósito. Não dava comida aos filhos, que viviam rotos e sujos. A casa&lt;br /&gt;estava sempre desarrumada, cheia de cisco. Os escravos, sem ter quem os mandasse, não cuidavam&lt;br /&gt;do serviço e só andavam brigando uns com os outros. Ela, descalça, com o vestido esfarrapado, os&lt;br /&gt;cabelos alvoroçados, levava o dia inteiro dormindo.&lt;br /&gt;Enquanto o pobre do homem estava na rua, nos seus negócios, estava sossegado; mas, assim que&lt;br /&gt;punha o pé dentro de casa, era uma azucrinação em cima dele, que só lhe faltava endoidecer. Choravam&lt;br /&gt;os meninos, com fome:&lt;br /&gt;– Papai, eu quero comer... Papai, eu quero comer...&lt;br /&gt;Os escravos:&lt;br /&gt;– Meu senhor, fulano me fez isto. Beltrano me fez aquilo.&lt;br /&gt;Um inferno! Vivia zonzo de tal forma, que pouco parava em casa. Um dia, muito aporrinhado da vida,&lt;br /&gt;disse baixinho:&lt;br /&gt;– Arrenego de gente de debaixo d’água...&lt;br /&gt;Aí a moça, que só vivia esperando por aquilo mesmo para ir-se embora, porque ela era a "mãe-d’água"&lt;br /&gt;e andava doida por voltar para o seu rio, levantou-se mais que depressa e foi saindo pela porta a fora,&lt;br /&gt;cantando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Zão, zão, zão, zão,&lt;br /&gt;       Calunga,&lt;br /&gt;Olha o munguelendô,&lt;br /&gt;       Calunga,&lt;br /&gt;Minha gente toda,&lt;br /&gt;      Calunga,&lt;br /&gt;Vamo-nos embora.&lt;br /&gt;      Calunga,&lt;br /&gt;Para a minha casa,&lt;br /&gt;      Calunga,&lt;br /&gt;De debaixo d’água,&lt;br /&gt;     Calunga,&lt;br /&gt;Eu bem te dizia,&lt;br /&gt;     Calunga,&lt;br /&gt;Que não arrenegasses,&lt;br /&gt;     Calunga,&lt;br /&gt;De gente de debaixo d’água,&lt;br /&gt;     Calunga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, espantado, gritou:&lt;br /&gt;– Não vá lá não, minha mulher!&lt;br /&gt;Mas, qual! Em seguida à moça, foram saindo os filhos, os escravos e criações: bois, cavalos, carneiros,&lt;br /&gt;porcos, patos, galinhas, perus, tudo, tudo. E o pobre do homem, com as mãos na cabeça, gritando :&lt;br /&gt;– Não vá lá não, minha mulher!&lt;br /&gt;Ela, continuando o seu caminho, nem ao menos olhava para trás, cantando sempre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Zão, zão, zão, zão,&lt;br /&gt;      Calunga ", etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da gente e dos bichos, foram saindo pela porta a fora a mobília, a louça, as roupas, os baús e&lt;br /&gt;tudo o que estava em cima deles, comprado com o dinheiro dela. O homem correu atrás, vestido já na&lt;br /&gt;sua roupa do tempo em que era pobre, gritando:&lt;br /&gt;– Não vá lá não, minha mulher!&lt;br /&gt;Foi o mesmo que nada. Por fim acompanharam-na a casa, telheiros, galinheiros, cercados, currais,&lt;br /&gt;plantações, árvores e o mais. Chegando à beira do rio, a moça e todo o seu acompanhamento foram&lt;br /&gt;caindo na água e desaparecendo.&lt;br /&gt;O homem foi viver pobremente, como dantes, do seu faval. Também nunca mais a "mãe-d’água" buliu&lt;br /&gt;na sua roça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://uv.terra.com.br/UV?c=planeta" alt="" align="left" border="0" height="1" width="1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-6111974198093237659?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/6111974198093237659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=6111974198093237659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/6111974198093237659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/6111974198093237659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/01/mee-dgua.html' title='A mãee d&apos;água'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4TsLqklHDI/AAAAAAAAAFQ/prPvt_g4-sc/s72-c/out33.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-98519312522678909</id><published>2008-01-09T07:35:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T16:59:23.581-08:00</updated><title type='text'>Dom Marujá</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4TqXqklHCI/AAAAAAAAAFI/84KFxTFAQDE/s1600-h/dom.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4TqXqklHCI/AAAAAAAAAFI/84KFxTFAQDE/s200/dom.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153501565904296994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Era um dia um sujeito muito sovina. Tendo comprado um boi para abater e não querendo&lt;br /&gt;repartir-lhe o fato com os vizinhos, disse que ia matá-lo num lugar&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;onde não houvesse&lt;br /&gt;moscas nem mosquito&lt;/i&gt;. Pegou o cavalo, botou os meninos dentro dos caçuás, amarrou&lt;br /&gt;o boi e saíram puxando-o, ele mais a mulher. Andaram o dia inteirinho. Quando já ia escurecendo,&lt;br /&gt;deram naquele campo muito grande. Olhou ao redor e não viu casa nem nada. Assim, não tinha&lt;br /&gt;onde mandar pedir lume para fazer o seu fogo, que era para preparar o de-comer. Afinal,&lt;br /&gt;enxergou duas luzinhas muito longe. Disse ao filho mais velho:&lt;br /&gt; – Menino, vai ali pedir um tição de fogo.&lt;br /&gt; A criança saiu correndo. Quando estremeceu, estava em cima daquele bichão, com os olhos que&lt;br /&gt;eram duas tochas. Tremendo de medo, foi dizendo:&lt;br /&gt; – Abença! Papai mandou dizer pra vosmencê ir tomar o fato do boi.&lt;br /&gt; O bicho levantou-se, sacudiu as orelhas –&lt;i&gt;paco, paco, paco&lt;/i&gt; – e gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;i&gt;– Matei tigre, matei onça,&lt;br /&gt;   Matei leão, matei serpente.&lt;br /&gt;   Eu sou Dom Maracujá!&lt;br /&gt;   Eu sou Dom Maracujá!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O menino voltou voando. Foi chegando perto do pai e foi gritando:&lt;br /&gt; – Meu pai, meu pai! Vamos embora. Ai vem um bicho botando fogo pelos olhos, que vem&lt;br /&gt;desesperado. Si ele nos pegar aqui, nos come a nós todos.&lt;br /&gt; O homem largou boi, largou cavalo, caçuás, comida, tudo, metendo o pé no mundo, com a mulher&lt;br /&gt;e os filhos. Toca a correrem. Toca a correrem, ouvindo a voz do bicho atrás deles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;i&gt;– Matei tigre, matei onça, etc.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Correram a noite inteira. Já era de madrugada e eles não podiam mais dar um passo, de cansados,&lt;br /&gt;quando passaram pela tenda de um sapateiro, que estava fazendo serão. Vendo-os naquela&lt;br /&gt;carreira doida, em termo de morrerem sem fôlego, o sapateiro gritou:&lt;br /&gt; – O que é isto, senhor? Aonde vai a esta hora, com essa mulher e esses meninos, correndo de&lt;br /&gt;semelhante jeito?&lt;br /&gt; – Ai, meu senhor, é um bicho que vem aí atrás para nos pegar.&lt;br /&gt; – Entre aqui &lt;i&gt;p'ra dentro&lt;/i&gt; e esconda-se com o seu povo.&lt;br /&gt; O sapateiro, que morava naqueles desertos, vivia sempre prevenido. Botou uma carga de chumbo&lt;br /&gt;bem grande na espingarda e disse:&lt;br /&gt; – Deixe o bicho vir p'ra cá.&lt;br /&gt; Quando viu aquele monstro de bicho, botando fogo pelos olhos, chegou a espingarda bem para&lt;br /&gt;junto de si. Depois passou a mão na faquinha e começou a cortar sua sola assoviando. Lá vem o&lt;br /&gt;bicho com a sua &lt;i&gt;lacantina&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;i&gt;– "Matei tigre, matei onça ", etc.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Foi chegando perto da tenda e foi gritando:&lt;br /&gt; – Oh! seu sapateiro! Você não viu passar por aqui um homem, uma mulher e uns meninos correndo?&lt;br /&gt; O sapateiro assoviando. O bicho chegou-se mais e repetiu a pergunta. O sapateiro bem de seu.&lt;br /&gt;Quando o bicho foi querendo entrar na tenda, ele &lt;i&gt;bateu mão na taboca&lt;/i&gt;, e – &lt;i&gt;pou!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;O bicho revirou de pernas para o ar, dando um urro, que estrondou. Gritou o sapateiro:&lt;br /&gt; – &lt;i&gt;Me&lt;/i&gt; ajude aqui, senhor...&lt;br /&gt; Saiu o homem de lá de dentro, com a mulher e os filhos, fazendo a festa ao bicho, de pau e de&lt;br /&gt;pedras. Quando acabaram de matá-lo, arrastaram-no para longe, a fim dos urubus darem cabo dele...&lt;br /&gt;O homem, então, contou ao sapateiro tudo quanto se tinha passado. Disse-lhe o sapateiro:&lt;br /&gt; – Pois bem, meu amigo, siga descansado para sua casa e nunca mais vá matar boi em lugar onde&lt;br /&gt;não haja mosca nem mosquitos. O homem deixou de ser cauíla. Matava os seus bois em sua casa&lt;br /&gt;mesmo, repartindo o fato com todos os vizinhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-98519312522678909?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/98519312522678909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=98519312522678909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/98519312522678909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/98519312522678909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/01/dom-maruj.html' title='Dom Marujá'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4TqXqklHCI/AAAAAAAAAFI/84KFxTFAQDE/s72-c/dom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-4001634904083497167</id><published>2008-01-09T07:30:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T16:59:23.773-08:00</updated><title type='text'>A Menina e o Quibungo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4Tpn6klHBI/AAAAAAAAAFA/BaNC61Cpwnk/s1600-h/quibungo.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4Tpn6klHBI/AAAAAAAAAFA/BaNC61Cpwnk/s200/quibungo.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153500745565543442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;No tempo do quibungo, menino não podia sair à noite sozinho. O quibungo andava ao redor&lt;br /&gt;das casas, gemendo: – hum! hum! hum! Quando encontrava algum menino, pegava para comer.&lt;br /&gt; Havia uma mulher que tinha uma filha. A menina gostava muito de sair todas as noites para&lt;br /&gt;andar abaixo e acima, pela casa dos parentes e dos vizinhos. A mãe dela sempre dizia:&lt;br /&gt; – Minha filha, não saia de casa de noite, que o quibungo &lt;i&gt;lhe&lt;/i&gt; pega e &lt;i&gt;lhe&lt;/i&gt; come!...&lt;br /&gt; A pequena, porém, que era muito teimosa e mal-ouvida, não se importava. Até que, uma noite,&lt;br /&gt;o quibungo agarrou-a, botou-a as costas, levando-a para comer. A menina pegou a cantar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;i&gt;– Minha mãezinha,&lt;br /&gt;   Quibungo tererê,&lt;br /&gt;   Do meu coração,&lt;br /&gt;   Quibungo tererê,&lt;br /&gt;   Acudi-me depressa,&lt;br /&gt;   Quibungo tererê,&lt;br /&gt;   Quibungo quer me comê.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A mãe da menina respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;i&gt;– Eu bem te dizia,&lt;br /&gt;   Quibungo tererê,&lt;br /&gt;   Que não andasses de noite,&lt;br /&gt;   Quibungo tererê.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ouvindo isso, ela chamou pelos demais de casa; mas ninguém quis acudir-lhe, respondendo todos&lt;br /&gt;da mesma maneira. Lá se foi a pobrezinha chorando, nas costas do quibungo. Passou pela casa dos&lt;br /&gt;outros parentes, e nenhum veio tomá-la das mãos do quibungo. Foi quando a avó ouviu aquela alaúza&lt;br /&gt;do povo, correndo e gritando:&lt;br /&gt;– O quibungo carregou fulana... É vem ele com fulana nas costas...&lt;br /&gt;Aí, a velha correu mais que depressa, botou um tacho d'água no fogo para ferver e meteu um espeto&lt;br /&gt;nas brasas. Quando foi chegando perto da casa da avó, a menina foi cantando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;i&gt;– Minha avozinha, etc...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Respondeu a avó como os demais parentes haviam respondido. O quibungo, então, foi passando&lt;br /&gt;muito satisfeito. A velha agarrou o tacho d'água fervendo, saiu atrás dele e – zás – sacudiu-lho nas&lt;br /&gt;canelas. O quibungo deu um pinote muito grande, atirando a menina no chão. Foi quando a velha deu&lt;br /&gt;de mão no espeto, que estava vermelho em brasa e fincou-lhe no pescoço, matando-o. Tomou a neta&lt;br /&gt;para si e nunca mais deixou que ela fosse em casa dos pais. Também a menina não quis mais sair de&lt;br /&gt;noite, para andar abaixo e acima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-4001634904083497167?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/4001634904083497167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=4001634904083497167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/4001634904083497167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/4001634904083497167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/01/menina-e-o-quibungo.html' title='A Menina e o Quibungo'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4Tpn6klHBI/AAAAAAAAAFA/BaNC61Cpwnk/s72-c/quibungo.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-1608410110120589611</id><published>2008-01-09T07:21:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T16:59:23.983-08:00</updated><title type='text'>A Lenda da Formiga</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Descubra neste conto o porquê que as formiga corta folhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4ToRKklHAI/AAAAAAAAAE4/Ys2odj4brlk/s1600-h/formiga12lo7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4ToRKklHAI/AAAAAAAAAE4/Ys2odj4brlk/s200/formiga12lo7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153499255211891714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Lenda da Formiga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A formiga cosia muitas costuras de ganho e ensinava também a filha a coser. Quando saía, deixava&lt;br /&gt;tarefa de costura para ela; mas a bichinha arriava o trabalho, ia para o mato, ajuntava aquela porção&lt;br /&gt;de folhas e trazia para casa, começando então a cortá-las com a tesoura.&lt;br /&gt; Quando a mãe chegava, que achava aquele montão de folhas cortadas, agarrava-a e dava-lhe muita&lt;br /&gt;pancada. Isso era todos os dias. A formiga já não sabia o que fizesse para corrigir a filha. Até que um&lt;br /&gt;dia, muito zangada, pegou numa corda e amarrou-a pela cintura ao pé, de uma mesa. Em seguida, foi&lt;br /&gt;para a rua, trancando a porta.&lt;br /&gt; Tanto fez a formiguinha, tanto sungou, tanto espinoteou, que o nó da corda foi-se apertando,&lt;br /&gt;arrochando-lhe a cintura, de modo que quase a tora em dois pedaços. Quando a formiga chegou, que&lt;br /&gt;viu a filha naquele estado, com a cintura tão fina devida ao arrocho da corda, teve pena dela e soltou-a.&lt;br /&gt; Mal se apanhou solta, a formiguinha não teve mais conversa. Correu para o mato, e toca a carregar&lt;br /&gt;folhas para cortar em casa com a tesoura. Vendo que não podia mais corrigi-la daquele mau costume,&lt;br /&gt;a mãe botou-a de casa para fora, dizendo:&lt;br /&gt; – Árre! Vai-te! Tua sina há de ser cortar folhas, até o mundo se acabar.&lt;br /&gt; Por isso é que a formiga saúva só vive cortando folhas para carregar para o formigueiro, tem a cintura&lt;br /&gt;tão fina e uma tesoura na cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-1608410110120589611?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/1608410110120589611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=1608410110120589611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/1608410110120589611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/1608410110120589611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/01/lenda-da-formiga.html' title='A Lenda da Formiga'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4ToRKklHAI/AAAAAAAAAE4/Ys2odj4brlk/s72-c/formiga12lo7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-83571494475300738</id><published>2008-01-09T07:02:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T16:59:25.408-08:00</updated><title type='text'>O Pequeno Principe</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4TifqklG_I/AAAAAAAAAEw/iL2s5k7D71A/s1600-h/g_o_pequeno_principe_7408.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4TifqklG_I/AAAAAAAAAEw/iL2s5k7D71A/s200/g_o_pequeno_principe_7408.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153492907250228210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Um&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, quando tinha seis anos, vi num livro sobre a Floresta Virgem, "Histórias Vividas", uma imponente gravura. Representava ela uma jibóia que engolia uma fera. Eis a cópia do desenho.&lt;br /&gt;Dizia o livro: "As jibóias engolem, sem mastigar, a presa inteira. Em seguida, não podem mover-se e dormem os seis meses da digestão."&lt;br /&gt;Refleti muito então sobre as aventuras da selva, e fiz, com lápis de cor, o meu primeiro desenho. Meu desenho número 1 era assim:&lt;br /&gt;Mostrei minha obra prima às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho lhes fazia medo.&lt;br /&gt;Respondera-me: "Por que é que um chapéu faria medo?"&lt;br /&gt;Meu desenho não representava um chapéu. Representava uma jibóia digerindo um elefante. Desenhei então o interior da jibóia, a fim de que as pessoas grandes pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações. Meu desenho número 2 era assim:&lt;br /&gt;As pessoas grandes aconselharam-me deixar de lado os desenhos de jibóias abertas ou fechadas, e dedicar-me de preferência à geografia, à história, ao cálculo, à gramática. Foi assim que abandonei, aos seis anos, uma esplêndida carreira de pintor. Eu fora desencorajado pelo insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando.&lt;br /&gt;Tive pois de escolher uma outra profissão e aprendi a pilotar aviões. Voei, por assim dizer, por todo o mundo. E a geografia, é claro, me serviu muito. Sabia distinguir, num relance, a China e o Arizona. É muito útil, quando se está perdido na noite.&lt;br /&gt;Tive assim, no decorrer da vida, muitos contatos com muita gente séria. Vivi muito no meio das pessoas grandes. Vi-as muito de perto. Isso não melhorou, de modo algum, a minha antiga opinião.&lt;br /&gt;Quando encontrava uma que me parecia um pouco lúcida, fazia com ela a experiência do meu desenho número 1, que sempre conservei comigo. Eu queria saber se ela era verdadeiramente compreensiva. Mas respondia sempre: "É um chapéu". Então eu não lhe falava nem de jibóias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. Punha-me ao seu alcance. Falava-lhe de bridge, de golfe, de política, de gravatas. E a pessoa grande ficava encantada de conhecer um homem tão razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi portanto só, sem amigo com quem pudesse realmente conversar, até o dia, cerca de seis anos atrás, em que tive uma pane no deserto do Saara. Alguma coisa se quebrara no motor. E como não tinha comigo mecânico ou passageiro, preparei-me para empreender sozinho o difícil conserto. Era, para mim, questão de vida ou de morte. Só dava para oito dias a água que eu tinha.&lt;br /&gt;Na primeira noite adormeci pois sobre a areia, a milhas e milhas de qualquer terra habitada. Estava mais isolado que o náufrago numa tábua, perdido no meio do mar. Imaginem então a minha surpresa, quando, ao despertar do dia, uma vozinha estranha me acordou. Dizia:&lt;br /&gt;- Por favor... desenha-me um carneiro!&lt;br /&gt;- Hem!&lt;br /&gt;- Desenha-me um carneiro...&lt;br /&gt;Pus-me de pé, como atingido por um raio. Esfreguei os olhos. Olhei bem. E vi um pedacinho de gente inteiramente extraordinário, que me considerava com gravidade. Eis o melhor retrato que, mais tarde, consegui fazer dele.&lt;br /&gt;Meu desenho é, seguramente, muito menos sedutor que o modelo. Não tenho culpa. Fora desencorajado, aos seis anos, da minha carreira de pintor, e só aprendera a desenhar jibóias abertas e fechadas.&lt;br /&gt;Olhava pois essa aparição com olhos redondos de espanto. Não esqueçam que eu me achava a mil milhas de qualquer terra habitada. Ora, o meu homenzinho não me parecia nem perdido, nem morto de fadiga, nem morto de fome, de sede ou de medo. Não tinha absolutamente a aparência de uma criança perdida no deserto, a mil milhas da região habitada. Quando pude enfim articular palavra, perguntei-lhe:&lt;br /&gt;- Mas ... que fazes aqui?&lt;br /&gt;E ele repetiu-me então, brandamente, como uma coisa muito séria:&lt;br /&gt;- Por favor ... desenha-me um carneiro ...&lt;br /&gt;Quando o mistério é muito impressionante, a gente não ousa desobedecer. Por mais absurdo que aquilo me parecesse a mil milhas de todos os lugares habitados e em perigo de morte, tirei do bolso uma folha de papel e uma caneta. Mas lembrei-me, então, que eu havia estudado de preferência geografia, história, cálculo e gramática, e disse ao garoto (com um pouco de mau humor) que eu não sabia desenhar. Respondeu-me:&lt;br /&gt;- Não tem importância. Desenha-me um carneiro.&lt;br /&gt;Como jamais houvesse desenhado um carneiro, refiz para ele um dos dois únicos desenhos que sabia. O da jibóia fechada. E fiquei estupefato de ouvir o garoto replicar:&lt;br /&gt;- Não! Não! Eu não quero um elefante numa jibóia. A jibóia é perigosa e o elefante toma muito espaço. Tudo é pequeno onde eu moro. Preciso é dum carneiro. Desenha-me um carneiro.&lt;br /&gt;Então eu desenhei.&lt;br /&gt;Olhou atentamente, e disse:&lt;br /&gt;- Não! Esse já está muito doente. Desenha outro.&lt;br /&gt;Desenhei de novo.&lt;br /&gt;Meu amigo sorriu com indulgência:&lt;br /&gt;- Bem vês que isto não é um carneiro. É um bode... Olha os chifres...&lt;br /&gt;Fiz mais uma vez o desenho.&lt;br /&gt;Mas ele foi recusado como os precedentes:&lt;br /&gt;- Este aí é muito velho. Quero um carneiro que viva muito.&lt;br /&gt;Então, perdendo a paciência, como tinha pressa de desmontar o motor, rabisquei o desenho ao lado.&lt;br /&gt;E arrisquei:&lt;br /&gt;- Esta é a caixa. O carneiro está dentro.&lt;br /&gt;Mas fiquei surpreso de ver iluminar-se a face do meu pequeno juiz:&lt;br /&gt;- Era assim mesmo que eu queria! Será preciso muito capim para esse carneiro?&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Porque é muito pequeno onde eu moro...&lt;br /&gt;- Qualquer coisa chega. Eu te dei um carneirinho de nada!&lt;br /&gt;Inclinou a cabeça sobre o desenho:&lt;br /&gt;- Não é tão pequeno assim... Olha! Adormeceu...&lt;br /&gt;E foi desse modo que eu travei conhecimento, um dia, com o pequeno príncipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Três&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei muito tempo para compreender de onde viera. O principezinho, que me fazia milhares de perguntas, não parecia sequer escutar as minhas. Palavras pronunciadas ao acaso é que foram, pouco a pouco, revelando tudo. Assim, quando viu pela primeira vez meu avião (não vou desenhá-lo aqui, é muito complicado para mim), perguntou-me bruscamente:&lt;br /&gt;- Que coisa é aquela?&lt;br /&gt;- Não é uma coisa. Aquilo voa. É um avião. O meu avião.&lt;br /&gt;Eu estava orgulhoso de lhe comunicar que eu voava. Então ele exclamou:&lt;br /&gt;- Como? Tu caíste do céu?&lt;br /&gt;- Sim, disse eu modestamente.&lt;br /&gt;- Ah! como é engraçado...&lt;br /&gt;E o principezinho deu uma bela risada, que me irritou profundamente. Gosto que levem a sério as minhas desgraças. Em seguida acrescentou:&lt;br /&gt;- Então, tu também vens do céu! De que planeta és tu?&lt;br /&gt;Vislumbrei um clarão no mistério da sua presença, e interroguei bruscamente:&lt;br /&gt;- Tu vens então de outro planeta?&lt;br /&gt;Mas ele não me respondeu. Balançava lentamente a cabeça considerando o avião:&lt;br /&gt;-É verdade que, nisto aí, não podes ter vindo de longe...&lt;br /&gt;Mergulhou então num pensamento que durou muito tempo. Depois, tirando do bolso o meu carneiro, ficou contemplando o seu tesouro.&lt;br /&gt;Poderão imaginar que eu ficara intrigado com aquela semiconfidência sobre "os outros planetas". Esforcei-me, então, por saber mais um pouco.&lt;br /&gt;- De onde vens, meu bem? Onde é tua casa? Para onde queres levar meu carneiro?&lt;br /&gt;Ficou meditando em silêncio, e respondeu depois:&lt;br /&gt;- O bom é que a caixa que me deste poderá, de noite, servir de casa.&lt;br /&gt;- Sem dúvida. E se tu fores bonzinho, darei também uma corda para amarrá-lo durante o dia. E uma estaca.&lt;br /&gt;A proposta pareceu chocá-lo:&lt;br /&gt;- Amarrar? Que idéia esquisita!&lt;br /&gt;- Mas se tu não o amarras, ele vai-se embora e se perde...&lt;br /&gt;E meu amigo deu uma nova risada:&lt;br /&gt;- Mas onde queres que ele vá?&lt;br /&gt;- Não sei... Por aí... Andando sempre para frente.&lt;br /&gt;Então o principezinho observou, muito sério:&lt;br /&gt;- Não faz mal, é tão pequeno onde moro!&lt;br /&gt;E depois, talvez com um pouco de melancolia, acrescentou ainda:&lt;br /&gt;- Quando a gene anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Quatro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aprendera, pois, uma segunda coisa, importantíssima: o seu planeta de origem era pouco maior que uma casa!&lt;br /&gt;Não era surpresa para mim. Sabia que além dos grandes planetas - Terra, Júpiter, Marte ou Vênus, aos quais se deram nome - há centenas e centenas de outros, por vezes tão pequenos que mal se vêem no telescópio. Quando o astrônomo descobre um deles, dá-lhe por nome um número. Chama-o, por exemplo: "asteróide 3251".&lt;br /&gt;Tenho sérias razões para supor que o planeta de onde vinha o príncipe era o asteróide B 612. Esse asteróide só foi visto uma vez ao telescópio, em 1909, por um astrônomo turco.&lt;br /&gt;Ele fizera na época uma grande demonstração da sua descoberta num Congresso Internacional de Astronomia. Mas ninguém lhe dera crédito, por causa das roupas que usava. As pessoas grandes são assim.&lt;br /&gt;Felizmente para a reputação do asteróide B 612, um ditador turco obrigou o povo, sob pena de morte, a vestir-se à moda européia. O astrônomo repetiu sua demonstração em 1920, numa elegante casaca. Então, dessa vez, todo o mundo se convenceu.&lt;br /&gt;Se lhes dou esses detalhes sobre o asteróide B 612 e lhes confio o seu número, é por causa das pessoas grandes. As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que coleciona borboletas?" Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!"&lt;br /&gt;Assim, se a gente lhes disser: "A prova de que o principezinho existia é que ele era encantador, que ele ria, e que ele queria um carneiro. Quando alguém quer um carneiro, é porque existe" elas darão de ombros e nos chamarão de criança! Mas se dissermos: "O planeta de onde ele vinha é o asteróide B 612" ficarão inteiramente convencidas, e não amolarão com perguntas. Elas são assim mesmo. É preciso não lhes querer mal por isso. As crianças devem ser muito indulgentes com as pessoas grandes.&lt;br /&gt;Mas nós, nós que compreendemos a vida, nós não ligamos aos números! Gostaria de ter começado esta história à moda dos contos de fada. Teria gostado de dizer:&lt;br /&gt;"Era uma vez um pequeno príncipe que habitava um planeta pouco maior que ele, e que tinha necessidade de um amigo..." Para aqueles que compreendem a vida, isto pareceria sem dúvida muito mais verdadeiro.&lt;br /&gt;Porque eu não gosto que leiam meu livro levianamente. Dá-me tristeza narrar essas lembranças! Faz já seis anos que meu amigo se foi com seu carneiro. Se tento descrevê-lo aqui, é justamente porque não o quero esquecer. É triste esquecer um amigo. Nem todo o mundo tem amigo. E eu corro o risco de ficar como as pessoas grandes, que só se interessam por números. Foi por causa disso que comprei uma caixa de tintas e alguns lápis também. É duro pôr-se a desenhar na minha idade, quando nunca se fez outra tentativa além das jibóias fechadas e abertas dos longínquos seis anos! Experimentarei, é claro, fazer os retratos mais parecidos que puder. Mas não tenho muita esperança de conseguir. Um desenho parece passável; outro, já é inteiramente diverso. Engano-me também no tamanho. Ora o principezinho está muito grande, ora pequeno demais. Hesito também quanto à cor do seu traje. Vou arriscando então, aqui e ali. Enganar-me-ei provavelmente em detalhes dos mais importantes. Mas é preciso desculpar. Meu amigo nunca dava explicações. Julgava-me talvez semelhante a ele. Mas, infelizmente, não sei ver carneiro através de caixa. Sou um pouco como as pessoas grandes. Acho que envelheci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Cinco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia a dia eu ficava sabendo mais alguma coisa do planeta, da partida, da viagem. Mas isso devagarinho, ao acaso das reflexões. Foi assim que vim a conhecer, no terceiro dia, o drama dos baobás.&lt;br /&gt;Dessa vez ainda, foi graças ao carneiro. Pois bruscamente o principezinho me interrogou, tomado de grave dúvida:&lt;br /&gt;- É verdade que os carneiros comem arbustos?&lt;br /&gt;- Sim. É verdade.&lt;br /&gt;- Ah! Que bom!&lt;br /&gt;Não compreendi logo porque era tão importante que os carneiros comessem arbustos. Mas o principezinho acrescentou:&lt;br /&gt;- Por conseguinte eles comem também os baobás?&lt;br /&gt;Fiz notar ao principezinho que os baobás não são arbustos, mas árvores grandes como igrejas. E que mesmo que ele levasse consigo todo um rebanho de elefantes, eles não chegariam a dar cabo de um único baobá.&lt;br /&gt;A idéia de um rebanho de elefantes fez rir ao principezinho:&lt;br /&gt;- Seria preciso botar um por cima do outro...&lt;br /&gt;Mas notou, em seguida, sabiamente:&lt;br /&gt;- Os baobás, antes de crescer, são pequenos.&lt;br /&gt;- É fato! Mas por que desejas tu que os carneiros comam os baobás pequenos?&lt;br /&gt;- Por que haveria de ser? respondeu-me, como se se tratasse de uma evidência. E foi-me preciso um grande esforço de inteligência para compreender sozinho esse problema.&lt;br /&gt;Com efeito, no planeta do principezinho havia, como em todos os outros planetas, ervas boas e más. Por conseguinte, sementes boas, de ervas boas; sementes más, de ervas más. Mas as sementes são invisíveis. Elas dormem no segredo da terra até que uma cisme de despertar. Então ela espreguiça, e lança timidamente para o sol um inofensivo galhinho. Se é de roseira ou rabanete, podemos deixar que cresça à vontade. Mas quando se trata de uma planta ruim, é preciso arrancar logo, mal a tenhamos conhecido.&lt;br /&gt;Ora, havia sementes terríveis no planeta do principezinho: as sementes de baobá... O solo do planeta estava enfestado. E um baobá, se a gente custa a descobri-lo, nunca mais se livra dele. Atravanca todo o planeta. Perfura-o com suas raízes. E se o planeta é pequeno e os baobás numerosos, o planeta acaba rachando.&lt;br /&gt;"É uma questão de disciplina, me disse mais tarde o principezinho. Quando a gente acaba a toalete da manhã, começa a fazer com cuidado a toalete do planeta. É preciso que a gente se conforme em arrancar regularmente os baobás logo que se distingam das roseiras, com as quais muito se parecem quando pequenos. É um trabalho sem graça, mas de fácil execução."&lt;br /&gt;Em um dia aconselhou-me a tentar um belo desenho que fizesse essas coisas entrarem de uma vez na cabeça das crianças. "Se algum dia tiverem de viajar, explicou-me, poderá ser útil para elas. Às vezes não há inconveniente em deixar um trabalho para mais tarde. Mas, quando se trata de baobá, é sempre uma catástrofe. Conheci um planeta habitado por um preguiçoso. Havia deixado três arbustos..."&lt;br /&gt;E, de acordo com as indicações do principezinho, desenhei o tal planeta.&lt;br /&gt;Não gosto de tomar o tom de moralista. Mas o perigo dos baobás é tão pouco conhecido, e tão grandes os riscos daquele que se perdesse num asteróide, que, ao menos uma vez, faço exceção à minha reserva. E digo portanto: "Meninos! Cuidado com os baobás!" Foi para advertir meus amigos de um perigo que há tanto tempo os ameaçava, como a mim, sem que pudéssemos suspeitar, que tanto caprichei naquele desenho. A lição que eu dava valia a pena. Perguntarão, talvez: Por que não há nesse livro outros desenhos tão grandiosos como o desenho dos baobás? A resposta é simples: tentei, mas não consegui. Quando desenhei os baobás, estava inteiramente possuído pelo sentimento de urgência.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Seis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim eu comecei a compreender, pouco a pouco, meu pequeno principezinho, a tua vidinha melancólica. Muito tempo não tiveste outra distração que a doçura do pôr-do-sol. Aprendi esse novo detalhe quando me disseste, na manhã do quarto dia:&lt;br /&gt;- Gosto muito de pôr-do-sol. Vamos ver um...&lt;br /&gt;- Mas é preciso esperar...&lt;br /&gt;- Esperar o quê?&lt;br /&gt;- Que o sol se ponha.&lt;br /&gt;Tu fizeste um ar de surpresa, e, logo depois, riste de ti mesmo. Disseste-me:&lt;br /&gt;- Eu imagino sempre estar em casa!&lt;br /&gt;De fato. Quando é meio dia nos Estados Unidos, o sol, todo mundo sabe, está se deitando na França. Bastaria ir à França num minuto para assistir ao pôr-do-sol. Infelizmente, a França é longe demais. Mas no teu pequeno planeta, bastava apenas recuar um pouco a cadeira. E contemplavas o crepúsculo todas as vezes que desejavas...&lt;br /&gt;- Um dia eu vi o sol se pôr quarenta e três vezes!&lt;br /&gt;E um pouco mais tarde acrescentaste:&lt;br /&gt;- Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol...&lt;br /&gt;- Estavas tão triste assim no dia dos quarenta e três?&lt;br /&gt;Mas o principezinho não respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Sete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quinto dia, sempre graças ao carneiro, este segredo da vida do pequeno príncipe me foi de súbito revelado. Pergunto-me, sem preâmbulo, como se fora o fruto de um problema muito tempo meditado em silêncio:&lt;br /&gt;- Um carneiro, se come arbusto, come também as flores?&lt;br /&gt;- Um carneiro come tudo que encontra.&lt;br /&gt;- Mesmo as flores que tenham espinho?&lt;br /&gt;- Sim. Mesmo as que têm.&lt;br /&gt;- Então... para que servem os espinhos?&lt;br /&gt;Eu não sabia. Estava ocupadíssimo naquele instante, tentando desatarraxar do motor um parafuso muito apertado. Minha pane começava parecer demasiado grave, e em, breve já não teria água para beber...&lt;br /&gt;- Para que servem os espinhos?&lt;br /&gt;O principezinho jamais renunciava a uma pergunta, depois que a tivesse feito. Mas eu estava irritado com o parafuso e respondi qualquer coisa:&lt;br /&gt;- Espinho não serve para nada. São pura maldade das flores.&lt;br /&gt;- Oh!&lt;br /&gt;Mas após um silêncio, ele me disse com uma espécie de rancor:&lt;br /&gt;- Não acredito! As flores são fracas. Ingênuas. Defendem-se como podem. Elas se julgam terríveis com os seus espinhos...&lt;br /&gt;Não respondi. Naquele instante eu pensava: "Se esse parafuso ainda resiste, vou fazê-lo saltar a martelo". O principezinho perturbou-me de novo as reflexões:&lt;br /&gt;- E tu pensas então que as flores...&lt;br /&gt;- Ora! Eu não penso nada. Eu respondi qualquer coisa. Eu só me ocupo com coisas sérias!&lt;br /&gt;Ele olhou-me estupefato:&lt;br /&gt;- Coisas sérias!&lt;br /&gt;Via-me, martelo em punho, dedos sujos de graxa, curvado sobre um feio objeto.&lt;br /&gt;- Tu falas como as pessoas grandes!&lt;br /&gt;Senti um pouco de vergonha. Mas ele acrescentou, implacável:&lt;br /&gt;- Tu confundes todas as coisas... Misturas tudo!&lt;br /&gt;Estava realmente muito irritado. Sacudia ao vento cabelos de ouro:&lt;br /&gt;- Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: "Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!" e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!&lt;br /&gt;- Um o quê?&lt;br /&gt;- Um cogumelo!&lt;br /&gt;O principezinho estava agora pálido de cólera.&lt;br /&gt;- Há milhões e milhões de anos que as flores fabricam espinhos. Há milhões e milhões de anos que os carneiros as comem, apesar de tudo. E não será sério procurar compreender por que perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e das flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avaliar o que faz, - isto não tem importância?!&lt;br /&gt;Corou um pouco, e continuou em seguida:&lt;br /&gt;- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importância!&lt;br /&gt;Não pôde dizer mais nada. Pôs-se bruscamente a soluçar. A noite caíra. Larguei as ferramentas. Ria-me do martelo, do parafuso, da sede e da morte. Havia numa estrela, num planeta, o meu, a Terra, um principezinho a consolar! Tomei-o nos braços. Embalei-o. E lhe dizia: "A flor que tu amas não está em perigo... Vou desenhar uma pequena mordaça para o carneiro... Uma armadura para a flor... Eu...". Eu não sabia o que dizer. Sentia-me desajeitado. Não sabia como atingi-lo, onde encontrá-lo... É tão misterioso, o país das lágrimas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Oito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pude bem cedo conhecer melhor aquela flor. Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas, e que não ocupavam lugar nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e já à tarde se extinguiam. Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde, e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto, tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá. Mas o arbusto logo parou de crescer, e começou então a preparar uma flor. O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de preparar-se, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma sua pétalas. Não queria sair, como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor da sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias. E eis que uma bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal, mostrado.&lt;br /&gt;E ela, que se preparava com tanto esmero, disse, bocejando:&lt;br /&gt;- Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa... Estou ainda toda despenteada...&lt;br /&gt;O principezinho, então, não pôde conter o seu espanto:&lt;br /&gt;- Como és bonita!&lt;br /&gt;- Não é? Respondeu a flor docemente. Nasci ao mesmo tempo que o sol...&lt;br /&gt;O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta. Mas era tão comovente!&lt;br /&gt;- Creio que é hora do almoço, acrescentou ela. Tu poderias cuidar de mim...&lt;br /&gt;E o principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca, e servira à flor.&lt;br /&gt;Assim, ela o afligira logo com sua mórbida vaidade. Um dia por exemplo, falando dos seus quatro espinhos, dissera ao pequeno príncipe:&lt;br /&gt;- É que eles podem vir, os tigres, com suas garras!&lt;br /&gt;- Não há tigres no meu planeta, objetara o principezinho. E depois, os tigres não comem erva.&lt;br /&gt;- Não sou uma erva, respondera a flor suavemente.&lt;br /&gt;- Perdoa-me...&lt;br /&gt;- Não tenho receio dos tigres, mas tenho horror das correntes de ar. Não terias acaso um pára-vento?&lt;br /&gt;"Horror das correntes de ar... Não é muito bom para uma planta, notara o principezinho. É bem complicada essa flor..."&lt;br /&gt;- À noite me colocarás sob a redoma. Faz muito frio no teu planeta. Está mal instalado. De onde eu venho...&lt;br /&gt;Mas interrompeu-se de súbito. Viera em forma de semente. Não pudera conhecer nada dos outros mundos. Humilhada por se ter deixado apanhar numa mentira tão tola, tossiu duas ou três vezes, para pôr a culpa no príncipe:&lt;br /&gt;- E o pára-vento?&lt;br /&gt;- Ia buscá-lo. Mas tu me falavas...&lt;br /&gt;Então ela redobrara a tosse para infligir-lhe remorso.&lt;br /&gt;Assim o principezinho, apesar da boa vontade do seu amor, logo duvidara dela. Tomara a sério palavras sem importância, e se tornara infeliz.&lt;br /&gt;"Não a devia ter escutado - confessou-me um dia - não se deve nunca escutar as flores. Basta olhá-las, aspirar o perfume. A minha embalsamava o planeta, mas eu não me contentava com isso. A tal história das garras, que tanto me agastara, me devia ter enternecido..."&lt;br /&gt;Confessou-me ainda:&lt;br /&gt;"Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Nove&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que ele aproveitou, para evadir-se, pássaros selvagens que imigravam. Na manhã da partida, pôs o planeta em ordem. Revolveu cuidadosamente seus dois vulcões em atividade. Pois possuía dois vulcões. E era muito cômodo para esquentar o almoço. Possuía também um vulcão extinto. Mas, como ele dizia: "Quem é que pode garantir?", revolveu também o extinto. Se eles são bem revolvidos, os vulcões queimam lentamente, regularmente, sem erupções. As erupções vulcânicas são como fagulhas de lareira. Na terra, nós somos muito pequenos para revolver os vulcões. Por isso é que nos causam tanto dano.&lt;br /&gt;O principezinho arrancou também, não sem um pouco de melancolia, os últimos rebentos de baobá. Ele julgava nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos familiares lhe pareceram, aquela manhã, extremamente doces. E, quando regou pela última vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma, percebeu que estava com vontade de chorar.&lt;br /&gt;- Adeus, disse ele à flor.&lt;br /&gt;Mas a flor não respondeu.&lt;br /&gt;- Adeus, repetiu ele.&lt;br /&gt;A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.&lt;br /&gt;- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.&lt;br /&gt;A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.&lt;br /&gt;- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.&lt;br /&gt;- Mas o vento...&lt;br /&gt;- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.&lt;br /&gt;- Mas os bichos...&lt;br /&gt;- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.&lt;br /&gt;E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:&lt;br /&gt;- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!&lt;br /&gt;Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Dez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se achava na região dos asteróides 325, 326, 327, 328, 329, 330. Começou, pois, a visitá-los, para procurar uma ocupação e se instruir.&lt;br /&gt;O primeiro era habitado por um rei. O rei sentava-se, vestido de púrpura e arminho, num trono muito simples, posto que majestoso.&lt;br /&gt;- Ah! Eis um súdito, exclamou o rei ao dar com o principezinho.&lt;br /&gt;E o principezinho perguntou a si mesmo:&lt;br /&gt;- Como pode ele reconhecer-me, se jamais me viu?&lt;br /&gt;Ele não sabia que, para os reis, o mundo é muito simplificado. Todos os homens são súditos.&lt;br /&gt;- Aproxima-te, para que eu te veja melhor, disse o rei, todo orgulhoso de poder ser rei para alguém.&lt;br /&gt;O principezinho procurou com olhos onde sentar-se, mas o planeta estava todo atravancado pelo magnífico manto de arminho. Ficou, então, de pé. Mas, como estava cansado, bocejou.&lt;br /&gt;- É contra a etiqueta bocejar na frente do rei, disse o monarca, Eu o proíbo.&lt;br /&gt;- Não posso evitá-lo, disse o principezinho confuso. Fiz uma longa viagem e não dormi ainda...&lt;br /&gt;- Então, disse o rei, eu te ordeno que bocejes. Há anos que não vejo ninguém bocejar! Os bocejos são uma raridade para mim. Vamos, boceja! É uma ordem!&lt;br /&gt;- Isso me intimida... eu não posso mais... disse o principezinho todo vermelho.&lt;br /&gt;- Hum! Hum! respondeu o rei. Então... então eu te ordeno ora bocejares e ora...&lt;br /&gt;Ele gaguejava um pouco e parecia vexado.&lt;br /&gt;Porque o rei fazia questão fechada que sua autoridade fosse respeitada. Não tolerava desobediência. Era um monarca absoluto. Mas, como era muito bom, dava ordens razoáveis.&lt;br /&gt;"Se eu ordenasse, costumava dizer, que um general se transformasse em gaivota, e o general não me obedecesse, a culpa não seria do general, seria minha".&lt;br /&gt;- Posso sentar-me? interrogou timidamente o principezinho.&lt;br /&gt;- Eu te ordeno que te sentes, respondeu-lhe o rei, que puxou majestosamente um pedaço do manto de arminho.&lt;br /&gt;Mas o principezinho se espantava. O planeta era minúsculo. Sobre quem reinaria o rei?&lt;br /&gt;- Majestade... eu vos peço perdão de ousar interrogar-vos...&lt;br /&gt;- Eu te ordeno que me interrogues, apressou-se o rei a declarar.&lt;br /&gt;- Majestade... sobre quem é que reinas?&lt;br /&gt;- Sobre tudo, respondeu o rei, com uma grande simplicidade.&lt;br /&gt;- Sobre tudo?&lt;br /&gt;O rei, com um gesto discreto, designou seu planeta, os outros, e também as estrelas.&lt;br /&gt;- Sobre tudo isso?&lt;br /&gt;- Sobre tudo isso... respondeu o rei.&lt;br /&gt;Pois ele não era apenas um monarca absoluto, era também um monarca universal.&lt;br /&gt;- E as estrelas vos obedecem?&lt;br /&gt;- Sem dúvida, disse o rei. Obedecem prontamente. Eu não tolero indisciplina.&lt;br /&gt;Um tal poder maravilhou o principezinho. Se ele fosse detentor do mesmo, teria podido assistir, não a quarenta e quatro, mas a setenta e dois, ou mesmo a cem, ou mesmo a duzentos pores-do-sol no mesmo dia, sem precisar sequer afastar a cadeira! E como se sentisse um pouco triste à lembrança do seu pequeno planeta abandonado, ousou solicitar do rei uma graça:&lt;br /&gt;- Eu desejava ver um pôr-do-sol... Fazei-me esse favor. Ordenai ao sol que se ponha...&lt;br /&gt;- Se eu ordenasse a meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma tragédia, ou transformar-se em gaivota, e o general não executasse a ordem recebida, quem - ele ou eu - estaria errado?&lt;br /&gt;- Vós, respondeu com firmeza o principezinho.&lt;br /&gt;- Exato. É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar, replicou o rei. A autoridade repousa sobre a razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, farão todos revolução. Eu tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são razoáveis.&lt;br /&gt;- E meu pôr-do-sol? lembrou o principezinho, que nunca esquecia a pergunta que houvesse formulado.&lt;br /&gt;- Teu pôr-do-sol, tu o terás. Eu o exigirei. Mas eu esperarei, na minha ciência de governo, que as condições sejam favoráveis.&lt;br /&gt;- Quando serão? indagou o principezinho.&lt;br /&gt;- Hem? respondeu o rei, que consultou inicialmente um grosso calendário. Será lá por volta de... por volta de sete horas e quarenta, esta noite. E tu verás como sou bem obedecido.&lt;br /&gt;O principezinho bocejou. Lamentava o pôr-do-sol que perdera. E depois, já estava se aborrecendo um pouco!&lt;br /&gt;- Não tenho mais nada que fazer aqui, disse ao rei. Vou prosseguir minha viagem.&lt;br /&gt;- Não partas, respondeu o rei, que estava orgulhoso de ter um súdito. Não partas: eu te faço ministro!&lt;br /&gt;- Ministro de quê?&lt;br /&gt;- Da... da justiça!&lt;br /&gt;- Mas não há ninguém a julgar!&lt;br /&gt;- Quem sabe? disse o rei. Ainda não dei a volta no meu reino. Estou muito velho, não tenho lugar para carruagem, e andar cansa-me muito.&lt;br /&gt;- Oh! Mas eu já vi, disse o príncipe que se inclinou para dar ainda uma olhadela do outro lado do planeta. Não consigo ver ninguém...&lt;br /&gt;- Tu julgarás a ti mesmo, respondeu-lhe o rei. É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio.&lt;br /&gt;- Mas eu posso julgar-me a mim próprio em qualquer lugar, replicou o principezinho. Não preciso, para isso, ficar morando aqui.&lt;br /&gt;- Ah! disse o rei, eu tenho quase certeza de que há um velho rato no meu planeta. Eu o escuto de noite. Tu poderás julgar esse rato. Tu o condenarás à morte d vez em quando: assim a sua vida dependerá da tua justiça. Mas tu o perdoarás cada vez, para economizá-lo. Pois só temos um.&lt;br /&gt;- Eu, respondeu o principezinho, eu não gosto de condenar à morte, e acho que vou mesmo embora.&lt;br /&gt;- Não, disse o rei.&lt;br /&gt;Mas o principezinho, tendo acabado os preparativos, não quis afligir o velho monarca:&lt;br /&gt;- Se Vossa Majestade deseja ser prontamente obedecido, poderá dar-me uma ordem razoável. Poderia ordenar-me, por exemplo, que partisse em menos de um minuto. Parece-me que as condições são favoráveis.&lt;br /&gt;Como o rei não disse nada, o principezinho hesitou um pouco; depois suspirou e partiu.&lt;br /&gt;- Eu te faço meu embaixador, apressou-se o rei em gritar.&lt;br /&gt;Tinha um ar de grande autoridade.&lt;br /&gt;As pessoas grandes são muito esquisitas, pensava, durante a viagem, o principezinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Onze&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo planeta, um vaidoso o habitava.&lt;br /&gt;- Ah! Ah! Um admirador vem visitar-me! exclamou de longe o vaidoso, mal vira o príncipe.&lt;br /&gt;Porque, para os vaidosos, os outros homens são sempre admiradores.&lt;br /&gt;- Bom dia, disse o principezinho. Você tem um chapéu engraçado.&lt;br /&gt;- É para agradecer, exclamou o vaidoso. Para agradecer quando me aclamam. Infelizmente não passa ninguém por aqui.&lt;br /&gt;- Sim? disse o principezinho sem compreender.&lt;br /&gt;- Bate as mãos uma na outra, aconselhou o vaidoso.&lt;br /&gt;O principezinho bateu as mãos uma na outra. O vaidoso agradeceu modestamente, erguendo o chapéu.&lt;br /&gt;- Ah, isso é mais divertido que a visita ao rei, disse consigo mesmo o principezinho. E recomeçou a bater as mãos uma na outra. O vaidoso recomeçou a agradecer, tirando o chapéu.&lt;br /&gt;Após cinco minutos de exercício, o principezinho cansou-se com a monotonia do brinquedo:&lt;br /&gt;- E para o chapéu cair, perguntou ele, que é preciso fazer?&lt;br /&gt;Mas o vaidoso não ouviu. Os vaidosos só ouvem os elogios.&lt;br /&gt;- Não é verdade que tu me admiras muito? perguntou ele ao principezinho.&lt;br /&gt;- Que quer dizer admirar?&lt;br /&gt;- Admirar significa reconhecer que eu sou o homem mais belo, mais rico, mais inteligente e mais bem vestido de todo o planeta.&lt;br /&gt;- Mas só há você no seu planeta!&lt;br /&gt;- Dá-me esse gosto. Admira-me mesmo assim!&lt;br /&gt;- Eu te admiro, disse o principezinho, dando de ombros. Mas como pode isso interessar-te?&lt;br /&gt;E o principezinho foi-se embora.&lt;br /&gt;As pessoas grandes são decididamente muito bizarras, ia pensando ele pela viagem afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Doze&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O planeta seguinte era habitado por um bêbado. Esta visita foi muito curta, mas mergulhou o principezinho numa profunda melancolia.&lt;br /&gt;- Que fazes aí? perguntou ao bêbado, silenciosamente instalado diante de uma coleção de garrafas vazias e uma coleção de garrafas cheias.&lt;br /&gt;- Eu bebo, respondeu o bêbado, com ar lúgubre.&lt;br /&gt;- Por que é que bebes? perguntou-lhe o principezinho.&lt;br /&gt;- Para esquecer, respondeu o beberrão.&lt;br /&gt;- Esquecer o quê? indagou o principezinho, que já começava a sentir pena.&lt;br /&gt;- Esquecer que eu tenho vergonha, confessou o bêbado, baixando a cabeça.&lt;br /&gt;- Vergonha de quê? investigou o principezinho, que desejava socorrê-lo.&lt;br /&gt;- Vergonha de beber! concluiu o beberrão, encerrando-se definitivamente no seu silêncio.&lt;br /&gt;E o principezinho foi-se embora, perplexo.&lt;br /&gt;As pessoas grandes são decididamente muito bizarras, dizia de si para si, durante a viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Treze&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto planeta era o do homem de negócios. Estava tão ocupado que não levantou sequer a cabeça à chegada do príncipe.&lt;br /&gt;- Bom dia, disse-lhe este. O seu cigarro está apagado.&lt;br /&gt;- Três e dois são cinco. Cinco e sete, doze. Doze e três, quinze. Bom dia. Quinze e sete, vinte e dois. Vinte e dois e seis, vinte e oito. Não há tempo para acender de novo. Vinte e seis e cindo, trinta e um. Uf! São pois quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.&lt;br /&gt;- Quinhentos milhões de quê?&lt;br /&gt;- Hem? Ainda estás aqui? Quinhentos e um milhões de... eu não sei mais... Tenho tanto trabalho. Sou um sujeito sério, não me preocupo com ninharias! Dois e cinco, sete...&lt;br /&gt;- Quinhentos milhões de quê? repetiu o principezinho, que nunca na sua vida renunciara a uma pergunta, uma vez que a tivesse feito.&lt;br /&gt;O homem de negócios levantou a cabeça:&lt;br /&gt;- Há cinqüenta e quatro anos que habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez foi há vinte e dois anos, por um besouro caído não sei de onde. Fazia um barulho terrível, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há onze anos, por uma crise de reumatismo. Falta de exercício. Não tenho tempo para passeio. Sou um sujeito sério. A terceira... é esta! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões...&lt;br /&gt;- Milhões de quê?&lt;br /&gt;O homem de negócios compreendeu que não havia esperança de paz:&lt;br /&gt;- Milhões dessas coisinhas que se vêem às vezes no céu.&lt;br /&gt;- Moscas?&lt;br /&gt;- Não, não. Essas coisinhas que brilham.&lt;br /&gt;- Abelhas?&lt;br /&gt;- Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar os ociosos. Eu cá sou um sujeito sério. Não tenho tempo para divagações.&lt;br /&gt;- Ah! estrelas?&lt;br /&gt;- Isso mesmo. Estrelas.&lt;br /&gt;- E que fazes tu de quinhentos milhões de estrelas?&lt;br /&gt;- Quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e duas mil, setecentos e trinta e uma. Eu sou um sujeito sério. Gosto de exatidão.&lt;br /&gt;- O que fazes tu dessas estrelas?&lt;br /&gt;- Que faço delas?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Nada. Eu as possuo.&lt;br /&gt;- Tu possuis as estrelas?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Mas eu já vi um rei que...&lt;br /&gt;- Os reis não possuem. Eles "reinam" sobre. É muito diferente.&lt;br /&gt;- E de que te serve possuir as estrelas?&lt;br /&gt;- Servem-me para ser rico.&lt;br /&gt;- E para que te serve ser rico?&lt;br /&gt;- Para comprar outras estrelas, se alguém achar.&lt;br /&gt;Esse aí, disse o principezinho para si mesmo, raciocina um pouco como o bêbado.&lt;br /&gt;No entanto, fez ainda algumas perguntas.&lt;br /&gt;- Como pode a gente possuir as estrelas?&lt;br /&gt;- De quem são elas? respondeu, ameaçador, o homem de negócios.&lt;br /&gt;- Eu não sei. De ninguém.&lt;br /&gt;- Logo são minhas, porque pensei primeiro.&lt;br /&gt;- Basta isso?&lt;br /&gt;- Sem dúvida. Quando achas um diamante que não é de ninguém, ele é teu. Quando achas uma ilha que não é de ninguém, ela é tua. Quando tens uma idéia primeiro, tua a fazes registrar: ela é tua. E quanto a mim, eu possuo as estrelas, pois ninguém antes de mim teve a idéia de as possuir.&lt;br /&gt;- Isso é verdade, disse o principezinho. E que fazes tu com elas?&lt;br /&gt;- Eu as administro. Eu as conto e reconto, disse o homem de negócios. É difícil. Mas eu sou um homem sério!&lt;br /&gt;O principezinho ainda não estava satisfeito.&lt;br /&gt;- Eu, se possuo um lenço, posso colocá-lo em torno do pescoço e levá-lo comigo. Se possuo uma flor, posso colher a flor e levá-la comigo. Mas tu não podes colher as estrelas.&lt;br /&gt;- Não. Mas eu posso colocá-las no banco.&lt;br /&gt;- Que quer dizer isto?&lt;br /&gt;- Isso quer dizer que eu escrevo num papelzinho o número das minhas estrelas. Depois tranco o papel à chave numa gaveta.&lt;br /&gt;- Só isto?&lt;br /&gt;- E basta...&lt;br /&gt;É divertido, pensou o principezinho. É bastante poético. Mas não é muito sério.&lt;br /&gt;O principezinho tinha, sobre as coisas sérias, idéias muito diversas das idéias das pessoas grandes.&lt;br /&gt;- Eu, disse ele ainda, possuo uma flor que rego todos os dias. Possuo três vulcões que revolvo toda semana. Porque revolvo também o que está extinto. A gente nunca sabe. É útil para os meus vulcões, é útil para a minha flor que eu os possua. Mas tu não és útil às estrelas...&lt;br /&gt;O homem de negócios abriu a boca, mas não achou nada a responder, e o principezinho se foi...&lt;br /&gt;As pessoas grandes são mesmo extraordinárias, repetia simplesmente no percurso da viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Quatorze&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quinto planeta era muito curioso. Era o menor de todos. Mal dava para um lampião e o acendedor de lampiões...&lt;br /&gt;O principezinho não podia atinar para que pudessem servir, no céu, num planeta sem casa e sem gente, um lampião e o acendedor de lampiões. No entanto, disse consigo mesmo:&lt;br /&gt;- Talvez esse homem seja mesmo absurdo. No entanto, é menos absurdo que o rei, que o vaidoso, que o homem de negócios, que o beberrão. Seu trabalho ao menos tem um sentido. Quando acende o lampião, é como se fizesse nascer mais uma estrela, mais uma flor. Quando o apaga, porém, é estrela ou flor que adormecem. É uma ocupação bonita. E é útil, porque é bonita.&lt;br /&gt;Quando abordou o planeta, saudou respeitosamente o acendedor:&lt;br /&gt;- Bom dia. Por que acabas de apagar teu lampião?&lt;br /&gt;- É o regulamento, respondeu o acendedor. Bom dia.&lt;br /&gt;- Que é o regulamento?&lt;br /&gt;- É apagar meu lampião. Boa noite.&lt;br /&gt;E tornou a acender.&lt;br /&gt;- Mas por que acabas de o acender de novo?&lt;br /&gt;- É o regulamento, respondeu o acendedor.&lt;br /&gt;- Eu não compreendo, disse o principezinho.&lt;br /&gt;- Não é para compreender, disse o acendedor. Regulamento é regulamento. Bom dia.&lt;br /&gt;E apagou o lampião.&lt;br /&gt;Em seguida enxugou a fronte num lenço de quadrinhos vermelhos.&lt;br /&gt;- Eu executo uma tarefa terrível. Antigamente era razoável. Apagava de manhã e acendia à noite. Tinha o resto do dia para descansar e o resto da noite para dormir...&lt;br /&gt;- E depois disso, mudou o regulamento?&lt;br /&gt;- O regulamento não mudou, disse o acendedor. Aí é que está o drama! O planeta de ano em ano gira mais depressa, e o regulamento não muda!&lt;br /&gt;- E então? disse o principezinho.&lt;br /&gt;- Agora, que ele dá uma volta por minuto, não tenho mais um segundo de repouso. Acendo e apago uma vez por minuto!&lt;br /&gt;- Ah! que engraçado! Os dias aqui duram um minuto!&lt;br /&gt;- Não é nada engraçado, disse o acendedor. Já faz um mês que estamos conversando.&lt;br /&gt;- Um mês?&lt;br /&gt;- Sim. Trinta minutos. Trinta dias. Boa noite.&lt;br /&gt;E ascendeu o lampião.&lt;br /&gt;O principezinho considerou-o, e amou aquele acendedor tão fiel ao regulamento. Lembrou-se dos pores-do-sol que ele mesmo produzia, recuando um pouco a cadeira. Quis ajudar o amigo.&lt;br /&gt;- Sabes? Eu sei de um modo de descansar quando quiseres...&lt;br /&gt;- Eu sempre quero, disse o acendedor.&lt;br /&gt;Pois a gente pode ser, ao mesmo tempo, fiel e preguiçoso.&lt;br /&gt;E o principezinho prosseguiu:&lt;br /&gt;- Teu planeta é tão pequeno, que podes, com três passos, dar-lhe a volta. Basta andares lentamente, bem lentamente, de modo a ficares sempre ao sol. Quando quiseres descansar, caminharás... e o dia durará quanto queiras.&lt;br /&gt;- Isso não adianta muito, disse o acendedor. O que eu gosto mais na vida é de dormir.&lt;br /&gt;- Então não há remédio, disse o principezinho.&lt;br /&gt;- Não há remédio, disse o acendedor. Bom dia.&lt;br /&gt;E apagou seu lampião.&lt;br /&gt;Esse aí, disse para si o principezinho, ao prosseguir a viagem para mais longe, esse aí seria desprezado por todos os outros, o rei, o vaidoso, o beberrão, o homem de negócios. No entanto, é o único que não me parece ridículo. Talvez porque é o único que se ocupa de outra coisa que não seja ele próprio.&lt;br /&gt;Suspirou de pesar e disse ainda:&lt;br /&gt;- Era o único que eu podia ter feito meu amigo. Mas seu planeta é mesmo pequeno demais. Não há lugar para dois...&lt;br /&gt;O que o principezinho não ousava confessar é que os mil quatrocentos e quarenta pores-do-sol em vinte e quatro horas davam-lhe certa saudade do abençoado planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Quinze&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sexto planeta era dez vezes maior. Era habitado por um velho que escrevia livros enormes.&lt;br /&gt;- Bravo! eis um explorador! exclamou ele, logo que viu o principezinho.&lt;br /&gt;O principezinho assentou-se na mesa, ofegante. Já viajara tanto!&lt;br /&gt;- De onde vens? perguntou-lhe o velho.&lt;br /&gt;- Que livro é esse? perguntou-lhe o principezinho. Que faz o senhor aqui?&lt;br /&gt;- Sou geógrafo, respondeu o velho.&lt;br /&gt;- Que é um geógrafo? perguntou o principezinho.&lt;br /&gt;- É um sábio que sabe onde se encontram os mares, os rios, as cidades, as montanhas, os desertos.&lt;br /&gt;É bem interessante, disse o principezinho. Eis, afinal, uma verdadeira profissão! E lançou um olhar em torno de si, no planeta do geógrafo. Nunca havia visto planeta tão majestoso.&lt;br /&gt;- O seu planeta é muito bonito. Haverá oceanos nele?&lt;br /&gt;- Como hei de saber? disse o geógrafo.&lt;br /&gt;- Ah! (O principezinho estava decepcionado.) E montanhas?&lt;br /&gt;- Como hei de saber? disse o geógrafo.&lt;br /&gt;- E cidades, e rios, e desertos?&lt;br /&gt;- Como hei de saber? disse o geógrafo pela terceira vez.&lt;br /&gt;- Mas o senhor é geógrafo!&lt;br /&gt;- É claro, disse o geógrafo; mas não sou explorador. Há uma falta absoluta de exploradores. Não é o geógrafo que vai contar as cidades, os rios, as montanhas, os mares, os oceanos, os desertos. O geógrafo é muito importante para estar passeando. Não deixa um instante a escrivaninha. Mas recebe os exploradores, interroga-os, anota as suas lembranças. E se as lembranças de alguns lhe parecem interessantes, o geógrafo estabelece um inquérito sobre a moralidade do explorador.&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Porque um explorador que mentisse produziria catástrofes nos livros de geografia. Como o explorador que bebesse demais.&lt;br /&gt;- Por que? perguntou o principezinho.&lt;br /&gt;- Porque os bêbados vêem dobrado. Então o geógrafo anotaria duas montanhas onde há uma só.&lt;br /&gt;- Conheço alguém, disse o principezinho, que seria um mau explorador.&lt;br /&gt;- É possível. Pois bem, quando a moralidade do explorador parece boa, faz-se uma investigação sobre a sua descoberta.&lt;br /&gt;- Vai-se ver?&lt;br /&gt;- Não. Seria muito complicado. mas exige-se do explorador que ele forneça provas. Tratando-se, por exemplo, de uma grande montanha, ele trará grandes pedras.&lt;br /&gt;O geógrafo, de súbito, se entusiasmou:&lt;br /&gt;- Mas tu vens de longe. Tu és explorador! Tu me vais descrever o teu planeta!&lt;br /&gt;E o geógrafo, tendo aberto o seu caderno, apontou o seu lápis. Anotam-se primeiro a lápis as narrações dos exploradores. Espera-se, para cobrir à tinta, que o explorador tenha fornecido provas.&lt;br /&gt;- Então? interrogou o geógrafo.&lt;br /&gt;- Oh! onde eu moro, disse o principezinho, não é interessante: é muito pequeno. Eu tenho três vulcões. Dois vulcões em atividade e um vulcão extinto. A gente nunca sabe...&lt;br /&gt;- A gente nunca sabe, repetiu o geógrafo.&lt;br /&gt;- Tenho também uma flor.&lt;br /&gt;- Mas nós não anotamos as flores, disse o geógrafo.&lt;br /&gt;- Por que não? É o mais bonito!&lt;br /&gt;- Porque as flores são efêmeras.&lt;br /&gt;- Que quer dizer "efêmera"?&lt;br /&gt;- As geografias, disse o geógrafo, são os livros de mais valor. Nunca ficam fora de moda. É muito raro que um monte troque de lugar. É muito raro um oceano esvaziar-se. Nós escrevemos coisas eternas.&lt;br /&gt;- Mas os vulcões extintos podem se reanimar, interrompeu o principezinho. Que quer dizer "efêmera"?&lt;br /&gt;- Que os vulcões estejam extintos ou não, isso dá no mesmo para nós, disse o geógrafo. O que nos interessa é a montanha. Ela não muda.&lt;br /&gt;- Mas que quer dizer "efêmera"? repetiu o principezinho, que nunca, na sua vida, renunciara a uma pergunta que tivesse feito.&lt;br /&gt;- Quer dizer "ameaçada de próxima desaparição".&lt;br /&gt;- Minha flor estará ameaçada de próxima desaparição?&lt;br /&gt;- Sem dúvida.&lt;br /&gt;Minha flor é efêmera, disse o principezinho, e não tem mais que quatro espinhos para defender-se do mundo! E eu a deixei sozinha!&lt;br /&gt;Foi seu primeiro movimento de remorso. Mas retomou coragem:&lt;br /&gt;- Que me aconselha a visitar? perguntou ele.&lt;br /&gt;- O planeta Terra, respondeu-lhe o geógrafo. Goza de grande reputação...&lt;br /&gt;E o principezinho se foi, pensando na flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Dezesseis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sétimo planeta foi pois a Terra.&lt;br /&gt;A Terra não é um planeta qualquer! Contam-se lá cento e onze reis (não esquecendo, é claro, os reis negros), sete mil geógrafos, novecentos mil negociantes, sete milhões e meio de beberrões, trezentos e onze milhões de vaidosos - isto é, cerca de dois bilhões de pessoas grandes.&lt;br /&gt;Para dar-lhes uma idéia das dimensões da Terra, eu lhes direi que, antes da invenção da eletricidade, era necessário manter, para o conjunto dos seis continentes, um verdadeiro exército de quatrocentos e sessenta e dois mil, quinhentos e onze acendedores de lampiões.&lt;br /&gt;Isto fazia, visto um pouco de longe, um magnífico efeito. Os movimentos desse exército eram ritmados como os de um balé de ópera. Primeiro vinha a vez dos acendedores de lampiões da Nova Zelândia e da Austrália. Esses, em seguida, acesos os lampiões, iam dormir. Entrava por sua vez a dança dos acendedores de lampiões da China e da Sibéria. E também desapareciam nos bastidores. Vinha a vez dos acendedores de lampiões da Rússia e das Índias. Depois os da África e da Europa. Depois os da América do Sul. Os da América do Norte. E jamais se enganavam na ordem de entrada, quando apareciam em cena. Era um espetáculo grandioso.&lt;br /&gt;Apenas dois, o acendedor do único lampião do Pólo Norte e o seu colega do único lampião do Pólo Sul, levavam vida ociosa e descuidada: trabalhavam duas vezes por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Dezessete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente quer fazer graça, mente às vezes um pouco. Não fui lá muito honesto ao lhes falar dos acendedores de lampiões. Corro o risco de dar, àqueles que não conhecem o nosso planeta, uma falsa idéia dele. Os homens ocupam, na verdade, muito pouco lugar na superfície da Terra. Se os dois bilhões de habitantes que povoam a Terra se mantivessem de pé, colados um ao outro, como para um comício, acomodar-se-iam facilmente numa praça pública de vinte milhas de comprimento por vinte de largura. Poder-se-ia ajuntar a humanidade toda na menor das ilhas do Pacífico.&lt;br /&gt;As pessoas grandes não acreditarão, é claro. Elas julgam ocupar muito espaço. Imaginam-se tão importantes como os baobás. Digam-lhes pois que façam o cálculo. Elas adoram os números; ficarão contentes com isso. Mas vocês não percam tempo com esse problema de aritmética. É inútil. Vocês acreditam em mim.&lt;br /&gt;O principezinho, uma vez na Terra, ficou, pois, muito surpreso de não ver ninguém. Já receara ter se enganado de planeta, quando um anel cor de lua remexeu na areia.&lt;br /&gt;- Boa noite, disse o principezinho, inteiramente ao acaso.&lt;br /&gt;- Boa noite, disse a serpente.&lt;br /&gt;- Em que planeta me encontro? perguntou o principezinho.&lt;br /&gt;- Na Terra, na África, respondeu a serpente.&lt;br /&gt;- Ah!... E não há ninguém na Terra?&lt;br /&gt;- Aqui é o deserto. Não há ninguém nos desertos. A Terra é grande, disse a serpente.&lt;br /&gt;O principezinho sentou-se numa pedra e ergueu os olhos para o céu:&lt;br /&gt;- As estrelas são todas iluminadas... Não será para que cada um possa um dia encontrar a sua? Olha o meu planeta: está justamente em cima de nós... Mas como está longe!&lt;br /&gt;- Teu planeta é belo, disse a serpente. Que vens fazer aqui?&lt;br /&gt;- Tive dificuldades com uma flor, disse o príncipe.&lt;br /&gt;- Ah! exclamou a serpente.&lt;br /&gt;E se calaram.&lt;br /&gt;- Onde estão os homens? repetiu enfim o principezinho. A gente está um pouco só no deserto.&lt;br /&gt;- Entre os homens também, disse a serpente.&lt;br /&gt;O principezinho olhou-a longamente.&lt;br /&gt;- Tu és um bichinho engraçado, disse ele, fino como um dedo...&lt;br /&gt;- Mas sou mais poderosa do que o dedo de um rei, disse a serpente.&lt;br /&gt;O principezinho sorriu.&lt;br /&gt;- Tu não és tão poderosa assim... não tens sequer umas patas... não podes sequer viajar...&lt;br /&gt;- Eu posso levar-te mais longe que um navio, disse a serpente.&lt;br /&gt;Ela enrolou-se na perninha do príncipe, como um bracelete de ouro:&lt;br /&gt;- Aquele que eu toco, eu o devolvo à terra de onde veio, continuou a serpente. Mas tu és puro. Tu vens de uma estrela...&lt;br /&gt;O principezinho não respondeu.&lt;br /&gt;- Tenho pena de ti, tão fraco, nessa Terra de granito. Posso ajudar-te um dia, se tiveres muita saudade do teu planeta. Posso...&lt;br /&gt;- Oh! Eu compreendi muito bem, disse o principezinho. Mas por que falas sempre por enigmas?&lt;br /&gt;- Eu os resolvo todos, disse a serpente.&lt;br /&gt;E calaram-se os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Dezoito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O príncipe cruzou o deserto, em que apenas três pétalas encontrada uma flor, uma flor de nada.&lt;br /&gt;-- " Bom dia! ", Disse o príncipe.&lt;br /&gt;--  "Bom dia! ", Disse a flor.&lt;br /&gt;-- De onde são os homens? -- Politely perguntou o príncipe.&lt;br /&gt;A flor, um dia, ele tinha visto uma caravana.&lt;br /&gt;-- Os homens? Não há mais do que seis ou sete, creio eu. Eu vi todos os anos e não sabem onde encontrá-los. O vento divagar. Eles têm falta de raízes. Isso incomoda-los.&lt;br /&gt;-- Adeus ", disse o príncipe.&lt;br /&gt;-- Adeus ", disse a flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Dezenove&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principezinho escalou uma grande montanha. As únicas montanhas que conhecera eram os três vulcões que lhe davam pelo joelho. O vulcão extinto servia-lhe de tamborete. "De montanha tão alta, pensava ele, verei todo o planeta e todos os homens..." Mas só viu agulhas de pedra, pontudas.&lt;br /&gt;- Bom dia, disse ele inteiramente ao léu.&lt;br /&gt;- Bom dia... Bom dia... Bom dia... respondeu o eco.&lt;br /&gt;- Quem és tu? perguntou o principezinho.&lt;br /&gt;- Quem és tu... quem és tu... quem és tu... respondeu o eco.&lt;br /&gt;- Sede meus amigos, eu estou só, disse ele.&lt;br /&gt;- Estou só... estou só... estou só, respondeu o eco.&lt;br /&gt;"Que planeta engraçado! pensou então. É todo seco, pontudo e salgado. E os homens não tem imaginação. Repetem o que a gente diz... No meu planeta eu tinha uma flor: e era sempre ela que falava primeiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Vinte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aconteceu que o principezinho, tendo andado muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, descobriu, enfim, uma estrada. E as estradas vão todas na direção dos homens.&lt;br /&gt;- Bom dia, disse ele.&lt;br /&gt;Era um jardim cheio de rosas.&lt;br /&gt;- Bom dia, disseram as rosas.&lt;br /&gt;O principezinho contemplou-as. Eram todas iguais à sua flor.&lt;br /&gt;- Quem sois? perguntou ele estupefato.&lt;br /&gt;- Somos rosas, disseram as rosas.&lt;br /&gt;- Ah! exclamou o principezinho...&lt;br /&gt;E ele sentiu-se extremamente infeliz. Sua flor lhe havia contado que ela era a única de sua espécie em todo o universo. E eis que havia cinco mil, iguaizinhas, num só jardim!&lt;br /&gt;"Ela haveria de ficar bem vermelha, pensou ele, se visse isto... Começaria a tossir, fingiria morrer, para escapar do ridículo. E eu então teria que fingir que cuidava dela; porque senão, só para me humilhar, ela era bem capaz de morrer de verdade..."&lt;br /&gt;Depois, refletiu ainda: "Eu me julgava rico de uma flor sem igual, e é apenas uma rosa comum que eu possuo. Uma rosa e três vulcões que me dão pelo joelho, um dos quais extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito grande..." E, deitado na relva, ele chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Vinte e Um&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi então que apareceu a raposa:&lt;br /&gt;- Boa dia, disse a raposa.&lt;br /&gt;- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.&lt;br /&gt;- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...&lt;br /&gt;- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...&lt;br /&gt;- Sou uma raposa, disse a raposa.&lt;br /&gt;- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...&lt;br /&gt;- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.&lt;br /&gt;- Ah! desculpa, disse o principezinho.&lt;br /&gt;Após uma reflexão, acrescentou:&lt;br /&gt;- Que quer dizer "cativar"?&lt;br /&gt;- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?&lt;br /&gt;- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?&lt;br /&gt;- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?&lt;br /&gt;- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?&lt;br /&gt;- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."&lt;br /&gt;- Criar laços?&lt;br /&gt;- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...&lt;br /&gt;- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...&lt;br /&gt;- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...&lt;br /&gt;- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.&lt;br /&gt;A raposa pareceu intrigada:&lt;br /&gt;- Num outro planeta?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Há caçadores nesse planeta?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Que bom! E galinhas?&lt;br /&gt;- Também não.&lt;br /&gt;- Nada é perfeito, suspirou a raposa.&lt;br /&gt;Mas a raposa voltou à sua idéia.&lt;br /&gt;- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.&lt;br /&gt;O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...&lt;br /&gt;A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:&lt;br /&gt;- Por favor... cativa-me! disse ela.&lt;br /&gt;- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.&lt;br /&gt;- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!&lt;br /&gt;- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.&lt;br /&gt;- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...&lt;br /&gt;No dia seguinte o principezinho voltou.&lt;br /&gt;- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.&lt;br /&gt;- Que é um rito? perguntou o principezinho.&lt;br /&gt;- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!&lt;br /&gt;Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:&lt;br /&gt;- Ah! Eu vou chorar.&lt;br /&gt;- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...&lt;br /&gt;- Quis, disse a raposa.&lt;br /&gt;- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.&lt;br /&gt;- Vou, disse a raposa.&lt;br /&gt;- Então, não sais lucrando nada!&lt;br /&gt;- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.&lt;br /&gt;Depois ela acrescentou:&lt;br /&gt;- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.&lt;br /&gt;Foi o principezinho rever as rosas:&lt;br /&gt;- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.&lt;br /&gt;E as rosas estavam desapontadas.&lt;br /&gt;- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.&lt;br /&gt;E voltou, então, à raposa:&lt;br /&gt;- Adeus, disse ele...&lt;br /&gt;- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.&lt;br /&gt;- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.&lt;br /&gt;- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.&lt;br /&gt;- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.&lt;br /&gt;- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...&lt;br /&gt;- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Vinte e Dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, disse o principezinho.&lt;br /&gt;- Bom dia, respondeu o guarda-chaves.&lt;br /&gt;- Que fazes aqui! perguntou-lhe o principezinho.&lt;br /&gt;- Eu divido os passageiros em blocos de mil, disse o guarda-chaves. Despacho os trens que os carregam, ora para a direita, ora para a esquerda.&lt;br /&gt;E um rápido iluminado, roncando como um trovão, fez tremer a cabine do guarda-chaves.&lt;br /&gt;- Eles estão com muita pressa, disse o principezinho. O que é que estão procurando?&lt;br /&gt;- Nem o homem da locomotiva sabe, disse o guarda-chaves.&lt;br /&gt;E trovejou, em sentido inverso, um outro rápido iluminado.&lt;br /&gt;- Já estão de volta? perguntou o principezinho...&lt;br /&gt;- Não são os mesmos, disse o guarda-chaves. É uma troca.&lt;br /&gt;- Não estavam contentes onde estavam?&lt;br /&gt;- Nunca estamos contentes onde estamos, disse o guarda-chaves.&lt;br /&gt;- E um terceiro rápido, iluminado, trovejou.&lt;br /&gt;- Estão perseguindo os primeiros viajantes? perguntou o principezinho.&lt;br /&gt;- Não perseguem nada, disse o guarda-chaves. Estão dormindo lá dentro, ou bocejando. Só as crianças esmagam o nariz nas vidraças.&lt;br /&gt;- Só as crianças sabem o que procuram, disse o principezinho. Perdem tempo com uma boneca de pano, e a boneca se torna muito importante, e choram quando a gente toma...&lt;br /&gt;- Elas são felizes... disse o guarda-chaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Vinte e Três&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, disse o principezinho.&lt;br /&gt;- Bom dia, disse o vendedor.&lt;br /&gt;Era um vendedor de pílulas aperfeiçoadas eu aplacavam a sede. Toma-se uma por semana e não é mais preciso beber.&lt;br /&gt;- Por que vendes isso? perguntou o principezinho.&lt;br /&gt;- É uma grande economia de tempo, disse o vendedor. Os peritos calcularam. A gente ganha cinqüenta e três minutos por semana.&lt;br /&gt;- E o que se faz, então, com os cinqüenta e três minutos?&lt;br /&gt;- O que a gente quiser...&lt;br /&gt;"Eu, pensou o principezinho, se tivesse cinqüenta e três minutos para gastar, iria caminhando passo a passo, mãos no bolso, na direção de uma fonte..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Vinte e Quatro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos no oitavo dia de minha pane. Justamente quando bebia a última gota de minha provisão de água, foi que ouvi a história do vendedor.&lt;br /&gt;- Ah! disse eu ao principezinho, são bem bonitas as tuas lembranças, mas eu não consertei ainda meu avião, não tenho mais nada para beber, e eu seria feliz, eu também, se pudesse ir caminhando passo a passo, mãos no bolso, na direção de uma fonte!&lt;br /&gt;- Minha amiga raposa me disse...&lt;br /&gt;- Meu caro, não se trata mais de raposa!&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Porque vamos morrer de sede...&lt;br /&gt;Ele não compreendeu o meu raciocínio, e respondeu:&lt;br /&gt;- É bom ter tido um amigo, mesmo se a gente vai morrer. Eu estou muito contente de ter tido a raposa por amiga...&lt;br /&gt;- Não avalia o perigo, disse eu. Não tem nunca fome ou sede. Um raio de sol lhe basta...&lt;br /&gt;Mas ele me olhou e respondeu ao que eu pensava:&lt;br /&gt;- Tenho sede também... procuremos um poço...&lt;br /&gt;- Eu fiz um gesto de desânimo: é absurdo procurar um poço ao acaso, na imensidão do deserto. No entanto, pusemo-nos a caminho.&lt;br /&gt;Já tínhamos andado horas em silêncio quando a noite caiu e as estrelas começaram a brilhar. Eu as via como em sonho, porque tinha um pouco de febre, por causa da sede. As palavras do principezinho dançavam-me na memória:&lt;br /&gt;- Tu tens sede também? perguntei-lhe.&lt;br /&gt;Mas não respondeu à minha pergunta. Disse apenas:&lt;br /&gt;- A água pode ser boa para o coração...&lt;br /&gt;Não compreendi sua resposta e calei-me... Eu bem sabia que não adiantava interrogá-lo.&lt;br /&gt;Ele estava cansado. Sentou-se. Sentei-me junto dele. E, após um silêncio, disse ainda:&lt;br /&gt;- As estrelas são belas por causa de uma flor que não se vê...&lt;br /&gt;Eu respondi "é mesmo" e fitei, sem falar, a ondulação da areia enluarada.&lt;br /&gt;- O deserto é belo, acrescentou...&lt;br /&gt;E era verdade. Eu sempre amei o deserto. A gente se senta numa duna de areia. Não se vê nada. Não se escuta nada. E no entanto, no silêncio, alguma coisa irradia...&lt;br /&gt;O que torna belo o deserto, disse o principezinho, é que ele esconde um poço nalgum lugar.&lt;br /&gt;Fiquei surpreso por compreender de súbito essa misteriosa irradiação da areia. Quando eu era pequeno, habitava uma casa antiga, e diziam as lendas que ali fora enterrado um tesouro. Ninguém, é claro, o conseguira descobrir, nem talvez mesmo o procurou. Mas ele encantava a casa toda. Minha casa escondia um tesouro no fundo do coração...&lt;br /&gt;- Quer se trate de casa, das estrelas ou do deserto, disse eu ao principezinho, o que faz sua beleza é invisível!&lt;br /&gt;- Estou contente, disse ele, que estejas de acordo com a raposa.&lt;br /&gt;Como o principezinho adormecesse, tomei-o nos braços e prossegui a caminhada. Eu estava comovido. Tinha a impressão de carregar um frágil tesouro. Parecia-me mesmo não haver na Terra nada mais frágil. Considerava, à luz da lua, a fronte pálida, os olhos fechados, as mechas de cabelo que tremiam ao vento. E eu pensava: o que eu vejo não é mais que uma casca. O mais importante é invisível...&lt;br /&gt;Como seus lábios entreabertos esboçassem um sorriso, pensei ainda: "O que tanto me comove nesse príncipe adormecido é sua fidelidade a uma flor; é a imagem de uma rosa que brilha nele como a chama de uma lâmpada, mesmo quando dorme..." Eu o pressentia então mais frágil ainda. É preciso proteger as lâmpadas com cuidado: um sopro as pode apagar...&lt;br /&gt;E, caminhando assim, eu descobri o poço. O dia estava raiando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Vinte e Cinco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os homens, disse o principezinho, se enfurnam nos rápidos, mas não sabem o que procuram. Então eles se agitam, ficam rodando à toa...&lt;br /&gt;E acrescentou:&lt;br /&gt;- E isso não adianta...&lt;br /&gt;O poço a que tínhamos chegado não se parecia de forma alguma com os poços do Saara. Os poços do Saara são simples buracos na areia. Aquele, parecia um poço de aldeia. Mas não havia ali aldeia alguma, e eu julgava sonhar.&lt;br /&gt;- É estranho, disse eu ao principezinho, tudo está preparado: a roldana, o balde e a corda.&lt;br /&gt;Ele riu, pegou a corda, fez girar a roldana. E a roldana gemeu como gemem os velhos cata-ventos quando o vento dormiu por muito tempo.&lt;br /&gt;- Tu escutas? disse o príncipe. Estamos acordando o poço, ele canta...&lt;br /&gt;Eu não queria que ele fizesse esforço:&lt;br /&gt;- Deixa que eu puxe, disse eu, é muito pesado para o teu tamanho.&lt;br /&gt;Lentamente, icei o balde até em cima, e o instalei com cuidado na borda do poço. Nos meus ouvidos permanecia ainda o canto da roldana, e na água, que ainda brilhava, via tremer o sol.&lt;br /&gt;- Tenho sede dessa água, disse o principezinho. Dá-me de beber...&lt;br /&gt;E eu compreendi o que ele havia buscado!&lt;br /&gt;Levantei-lhe o balde até a boca. Ele bebeu, de olhos fechados. Era doce como uma festa. Essa água era muito mais que alimento. Nascera da caminhada sob as estrelas, do canto da roldana, do esforço do meu braço. Era boa para o coração, como um presente. Quando eu era pequeno, todo o esplendor do presente de Natal estava também na luz da árvore, na música da missa de meia-noite, na doçura dos risos...&lt;br /&gt;- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...&lt;br /&gt;- Não encontram, respondi...&lt;br /&gt;- E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água...&lt;br /&gt;- É verdade.&lt;br /&gt;E o principezinho acrescentou:&lt;br /&gt;- Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração...&lt;br /&gt;Eu havia bebido. Respirava facilmente. A areia é cor de mel quando amanhece. E a cor de mel me fazia feliz. Por que haveria eu de estar triste?...&lt;br /&gt;- É preciso, disse baixinho o príncipe, que cumpras a tua promessa. Ele estava, de novo, sentado junto de mim.&lt;br /&gt;- Que promessa?&lt;br /&gt;- Tu sabes... a mordaça do meu carneiro... eu sou responsável pela flor!&lt;br /&gt;Tirei do bolso as minhas tentativas de desenho. O principezinho os viu e disse rindo:&lt;br /&gt;- Teus baobás parecem um pouco repolhos...&lt;br /&gt;- Oh!&lt;br /&gt;Eu estava tão orgulhoso de meus baobás!&lt;br /&gt;- Tua raposa... as orelhas dela... parecem chifres... são compridas demais!&lt;br /&gt;Ele riu outra vez.&lt;br /&gt;- Tu és injusto, meu bem, eu só sabia desenhar jibóias abertas e fechadas...&lt;br /&gt;- Não faz mal, disse ele, as crianças entendem.&lt;br /&gt;Rabisquei, portanto, uma pequena mordaça. Mas sentia, ao entregá-la, um aperto no coração:&lt;br /&gt;- Tu tens projeto que eu ignoro...&lt;br /&gt;Ele não me respondeu. Mas disse:&lt;br /&gt;- Lembras-te da minha queda na Terra? Amanhã será o aniversário...&lt;br /&gt;Depois, após um silêncio, acrescentou:&lt;br /&gt;- Caí pertinho daqui...&lt;br /&gt;E ficou vermelho ao dizê-lo.&lt;br /&gt;E de novo, sem compreender porque, eu sentia um estranho pesar. No entanto, ocorreu-me a pergunta:&lt;br /&gt;- Então não foi por acaso que vagavas sozinho, quando te encontrei, há oito dias, a milhas e milhas de qualquer região habitada! Não estarias voltando ao ponto da queda?&lt;br /&gt;O principezinho ficou vermelho de novo.&lt;br /&gt;E eu acrescentei, hesitando:&lt;br /&gt;- Terá sido por causa do aniversário?...&lt;br /&gt;O principezinho ficou mais vermelho. Não respondia nunca às perguntas. Mas quando a gente fica vermelho, não é o mesmo que dizer "sim"?&lt;br /&gt;- Ah! disse-lhe eu, eu tenho medo...&lt;br /&gt;Mas ele respondeu:&lt;br /&gt;- Tu deves agora trabalhar. Ir em busca do teu aparelho. Espero-te aqui. Volta amanhã de tarde...&lt;br /&gt;Mas eu não estava tranqüilo. Lembrava-me da raposa. A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Vinte e Seis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia, ao lado do poço, a ruína de um velho muro de pedra. Quando voltei do trabalho, no dia seguinte, vi, de longe, o principezinho sentado no alto, com as pernas balançando. E eu o escutei dizer:&lt;br /&gt;- Tu não te lembras então? Não foi bem aqui o lugar!&lt;br /&gt;Uma outra voz devia responder-lhe, porque replicou em seguida:&lt;br /&gt;- Não; não estou enganado. O dia é este, mas não o lugar...&lt;br /&gt;Prossegui o caminho para o muro. Continuava a não ver ninguém. No entanto o principezinho replicou novamente:&lt;br /&gt;- ... Está bem. Tu verás onde começa, na areia, o sinal dos meus passos. Basta esperar-me. Estarei ali esta noite.&lt;br /&gt;Eu me achava a vinte metros do muro e continuava a não ver nada. O principezinho disse ainda, após um silêncio:&lt;br /&gt;- O teu veneno é do bom? Estás certa de que não vou sofrer muito tempo?&lt;br /&gt;Parei, o coração apertado, sem compreender ainda.&lt;br /&gt;- Agora, vai-te embora, disse ele... eu quero descer!&lt;br /&gt;Então baixei os olhos para o pé do muro, e dei um salto! Lá estava, erguida para o principezinho, uma dessas serpentes amarelas que nos liquidam num minuto. Enquanto procurava o revólver no bolso, dei uma rápida corrida.&lt;br /&gt;Mas, percebendo o barulho, a serpente se foi encolhendo lentamente, como um repuxo que morre. E, sem se apressar demais, enfiou-se entre as pedras, num leve tinir de metal.&lt;br /&gt;Cheguei ao muro a tempo de receber nos braços o meu caro principezinho, pálido como a neve.&lt;br /&gt;- Que história é essa? Tu conversas agora com as serpentes?&lt;br /&gt;Desatei o nó do seu eterno lenço dourado. Umedeci-lhe as têmporas. Dei-lhe água. E agora, não ousava perguntar-lhe coisa alguma. Olhou-me gravemente e passou-me os bracinhos no pescoço. Sentia-lhe o coração bater de encontro ao meu, como o de um pássaro que morre, atingido pela carabina. Ele me disse:&lt;br /&gt;- Estou contente de teres descoberto o defeito do maquinismo. Vais poder voltar para casa...&lt;br /&gt;- Como soubeste disso?&lt;br /&gt;- Eu vinha justamente anunciar-lhe que, contra toda expectativa, havia realizado o conserto!&lt;br /&gt;Nada respondeu à minha pergunta, mas acrescentou:&lt;br /&gt;- Eu também volto hoje para casa...&lt;br /&gt;Depois, com melancolia, ele disse:&lt;br /&gt;- É bem mais longe... bem mais difícil...&lt;br /&gt;Eu percebia claramente que algo de extraordinário se passava. Apertava-o nos braços como se fosse uma criancinha; mas tinha a impressão de que ele ia deslizando verticalmente no abismo, sem que eu nada pudesse fazer para detê-lo...&lt;br /&gt;Seu olhar estava sério, perdido ao longe:&lt;br /&gt;- Tenho o teu carneiro. E a caixa para o carneiro. E a mordaça...&lt;br /&gt;Ele sorriu com tristeza.&lt;br /&gt;Esperei muito tempo. Pareceu-me que ele ia se aquecendo de novo, pouco a pouco:&lt;br /&gt;- Meu querido, tu tiveste medo...&lt;br /&gt;É claro que tivera. Mas ele sorriu docemente.&lt;br /&gt;- Terei mais medo ainda esta noite...&lt;br /&gt;O sentimento do irreparável gelou-me de novo. E eu compreendi que não podia suportar a idéia de nunca mais escutar esse riso. Ele era para mim como uma fonte no deserto.&lt;br /&gt;- Meu bem, eu quero ainda escutar o teu riso...&lt;br /&gt;Mas ele me disse:&lt;br /&gt;- Faz um ano esta noite. Minha estrela se achará justamente em cima do lugar onde eu caí o ano passado...&lt;br /&gt;- Meu bem, não será um sonho mau essa história d serpente, de encontro marcado, de estrela?&lt;br /&gt;Mas não respondeu à minha pergunta. E disse:&lt;br /&gt;- O que é importante, a gente não vê...&lt;br /&gt;- A gente não vê...&lt;br /&gt;- Será como a flor. Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas.&lt;br /&gt;- Todas as estrelas estão floridas.&lt;br /&gt;- Será como a água. Aquela que me deste parecia música, por causa da roldana e da corda... Lembras-te como era boa?&lt;br /&gt;- Lembro-me...&lt;br /&gt;- Tu olharás, de noite, as estrelas. Onde eu moro é muito pequeno, para que eu possa te mostrar onde se encontra a minha. É melhor assim, Minha estrela será então qualquer das estrelas. Gostarás de olhar todas elas... Serão, todas, tuas amigas. E depois, eu vou fazer-te um presente...&lt;br /&gt;Ele riu outra vez.&lt;br /&gt;- Ah! meu pedacinho de gente, meu amor, como eu gosto de ouvir esse riso!&lt;br /&gt;- Pois é ele o meu presente... será como a água...&lt;br /&gt;- Que queres dizer?&lt;br /&gt;- As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém...&lt;br /&gt;- Que queres dizer?&lt;br /&gt;- Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem rir!&lt;br /&gt;E ele riu mais uma vez.&lt;br /&gt;- E quando te houveres consolado (a gente sempre se consola), tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo. E abrirás às vezes a janela à toa, por gosto... E teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Tu explicarás então: "Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!" E eles te julgarão maluco. Será uma peça que te prego...&lt;br /&gt;E riu de novo.&lt;br /&gt;- Será como se eu te houvesse dado, em vez de estrelas, montões de guizos que riem...&lt;br /&gt;E riu de novo, mais uma vez. Depois, ficou sério:&lt;br /&gt;- Esta noite... tu sabes... não venhas.&lt;br /&gt;- Eu não te deixarei.&lt;br /&gt;- Eu parecerei sofrer... eu parecerei morrer. É assim. Não venhas ver. Não vale a pena...&lt;br /&gt;- Eu não te deixarei.&lt;br /&gt;Mas ele estava preocupado.&lt;br /&gt;- Eu digo isto... também por causa da serpente. É preciso que não te morda. As serpentes são más. Podem morder por gosto...&lt;br /&gt;- Eu não te deixarei.&lt;br /&gt;Mas uma coisa o tranqüilizou:&lt;br /&gt;- Elas não têm veneno, é verdade, para uma segunda mordida...&lt;br /&gt;Essa noite, não o vi pôr-se a caminho. Evadiu-se sem rumor. Quando consegui apanhá-lo, caminhava decidido, a passo rápido. Disse-me apenas:&lt;br /&gt;- Ah! estás aqui...&lt;br /&gt;E ele me tomou pela mão. Mas afligiu-se ainda:&lt;br /&gt;- Fizeste mal. Tu sofrerás. Eu parecerei morto e não será verdade...&lt;br /&gt;Eu me calava.&lt;br /&gt;- Tu compreendes. É longe demais. Eu não posso carregar este corpo. É muito pesado.&lt;br /&gt;Eu me calava.&lt;br /&gt;- Mas será como uma velha casca abandonada. Uma casca de árvore não é triste...&lt;br /&gt;Eu me calava.&lt;br /&gt;Perdeu um pouco de coragem. Mas fez ainda um esforço:&lt;br /&gt;- Será bonito, sabes? Eu também olharei as estrelas. Todas as estrelas serão poços com uma roldana enferrujada. Todas as estrelas me darão de beber...&lt;br /&gt;Eu me calava.&lt;br /&gt;- Será tão divertido! Tu terás quinhentos milhões de guizos, eu terei quinhentos milhões de fontes...&lt;br /&gt;E ele se calou também, porque estava chorando...&lt;br /&gt;- É aqui. Deixa-me dar um passo sozinho.&lt;br /&gt;E sentou-se, porque tinha medo.&lt;br /&gt;Disse ainda:&lt;br /&gt;- Tu sabes... minha flor... eu sou responsável por ela! Ela é tão frágil! Tão ingênua! Tem quatro espinhos de nada para defendê-la do mundo...&lt;br /&gt;Eu sentei-me também, pois não podia mais ficar de pé.&lt;br /&gt;Ele disse:&lt;br /&gt;- Pronto... Acabou-se...&lt;br /&gt;Hesitou ainda um pouco, depois ergueu-se. Deu um passo. Eu... eu não podia mover-me.&lt;br /&gt;Houve apenas um clarão amarelo perto da sua perna. Permaneceu, por um instante, imóvel. Não gritou. Tombou devagarinho como uma árvore tomba.&lt;br /&gt;Nem fez sequer barulho, por causa da areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo Vinte e Sete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, certamente, já se vão seis anos... Jamais contara essa história. Os camaradas ficaram contentes de ver-me são e salvo. Eu estava triste, mas dizia: É o cansaço...&lt;br /&gt;Agora já me consolei um pouco. Mas não de todo. Sei que ele voltou ao seu planeta; pois, ao raiar do dia, não lhe encontrei o corpo. Não era um corpo tão pesado assim... E gosto, à noite, de escutar as estrelas. Quinhentos milhões de guizos...&lt;br /&gt;Mas eis que sucede uma coisa extraordinária. Na mordaça que desenhei para o principezinho, esqueci de juntar a correia! Não poderá jamais prendê-la ao carneiro. E eu pergunto então: "Que se terá passado no planeta? Pode bem ser que o carneiro tenha comido a flor..."&lt;br /&gt;Ora eu penso: "Certamente que não! O principezinho encerra a flor todas as noites na redoma de vidro e vigia bem o carneiro..." Então, eu me sinto feliz. E todas as estrelas riem docemente.&lt;br /&gt;Ora eu digo: "Uma vez ou outra a gente se distrai e basta isto! Esqueceu uma noite a redoma de vidro ou o carneiro saiu de mansinho, sem que fosse notado..." Então os guizos se transformam todos em lágrimas!...&lt;br /&gt;Eis aí um mistério bem grande. Para vocês, que amam também o principezinho, como para mim, todo o universo muda de sentido, se num lugar, que não sabemos onde, um carneiro, que não conhecemos, comeu ou não uma rosa...&lt;br /&gt;Olhem o céu. Perguntem: Terá ou não terá o carneiro comido a flor? E verão como tudo fica diferente...&lt;br /&gt;E nenhuma pessoa grande jamais compreenderá que isso tenha tanta importância.&lt;br /&gt;Esta é, para mim, a mais bela paisagem do mundo, e também a mais triste. É a mesma da página precedente. Mas desenhei-a de novo para mostrá-la bem. Foi aqui que o principezinho apareceu na terra, e desapareceu depois.&lt;br /&gt;Olhem atentamente esta paisagem para que estejam certos de reconhecê-la, se viajarem um dia na África, através do deserto. E se acontecer passarem por ali, eu lhes suplico que não tenham pressa e que esperem um pouco bem debaixo da estrela! Se então um menino vem ao encontro de vocês, se ele ri, se tem cabelos de ouro, se não responde quando interrogam, adivinharão quem é. Então, por favor, não me deixem tão triste: escrevam-me depressa que ele voltou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-83571494475300738?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/83571494475300738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=83571494475300738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/83571494475300738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/83571494475300738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2008/01/o-pequeno-principe.html' title='O Pequeno Principe'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/R4TifqklG_I/AAAAAAAAAEw/iL2s5k7D71A/s72-c/g_o_pequeno_principe_7408.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-4505315237471058797</id><published>2007-08-29T20:37:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T16:59:25.739-08:00</updated><title type='text'>A Festa no céu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RtY8WFXdLXI/AAAAAAAAAEA/lAPHvqsxtxg/s1600-h/28976.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RtY8WFXdLXI/AAAAAAAAAEA/lAPHvqsxtxg/s200/28976.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104333577766382962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A FESTA NO CÉU&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Entre todas as aves espalhou-se a notícia de uma festa no Céu. Todas as aves compareceriam e começaram a fazer inveja aos animais e outros bichos da terra incapazes de vôo.&lt;br /&gt;Imaginem quem foi dizer que ia também à festa... O sapo! Logo ele, pesadão e nem sabendo dar uma carreira, seria capaz de aparecer naquelas alturas. Pois o sapo disse que tinha sido convidado e que ia sem dúvida nenhuma. Os bichos só faltaram morrer de rir. Os pássaros, então, nem se fala. O sapo tinha seu plano. Na véspera, procurou o urubu e deu uma prosa boa, divertindo muito o dono da casa. Depois disse:&lt;br /&gt;- Bem, camarada urubu, quem é coxo parte cedo e eu vou indo porque o caminho é comprido.&lt;br /&gt;O urubu respondeu:&lt;br /&gt;- Você vai mesmo?&lt;br /&gt;- Se vou? Até lá, sem falta!&lt;br /&gt;Em vez de sair, o sapo deu uma volta, entrou na camarinha do urubu e vendo a viola em cima da cama, meteu-se dentro, encolhendo-se todo.&lt;br /&gt;O urubu, mais tarde, pegou na viola, amarrou-a a tiracolo e bateu asas para o céu, rru-rru-rru...&lt;br /&gt;Chegando ao céu o urubu arriou a viola num canto e foi procurar as outras aves. O sapo botou um olho de fora e vendo que estava sozinho, deu um pulo e ganhou a rua, todo satisfeito. Nem queiram saber o espanto que as aves tiveram vendo o sapo pulando no céu!&lt;br /&gt;Perguntaram, perguntaram, mas o sapo só fazia conversa mole. A festa começou e o sapo tomou parte de grande. Pela madrugada, sabendo que só podia voltar do mesmo jeito da vinda, mestre sapo foi se esgueirando e correu para onde o urubu havia se hospedado. Procurou a viola e acomodou-se como da outra feita.&lt;br /&gt;O sol saindo, acabou-se a festa e os convidados foram voando, cada um no seu destino. O urubu agarrou a viola e tocou-se para a terra, rru-rru-rru...&lt;br /&gt;Ia pelo meio do caminho quando, numa curva, o sapo mexeu-se e o urubu espiando para dentro do instrumento viu o bicho lá no escuro, todo curvado, feito uma bola.&lt;br /&gt;- Ah! Camarada sapo! É assim que você vai a festa no céu? Deixe de ser confiado...&lt;br /&gt;E naquelas lonjuras emborcou a viola. O sapo despencou-se para baixo que vinha zunindo. E dizia, na queda:&lt;br /&gt;Béu-Béu!&lt;br /&gt;Se eu desta escapar&lt;br /&gt;Nunca mais bodas ao céu!...&lt;br /&gt;E vendo as serras lá em baixo:&lt;br /&gt;- Arreda pedras, senão eu te rebento!B Bateu em cima das pedras como um genipapo, espapaçando-se todo. Ficou em pedaços. Nossa Senhora, com pena do sapo, juntou todos os pedaços e o sapo enviveceu de novo.&lt;br /&gt;Por isso o sapo tem o couro todo cheio de remendos. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-4505315237471058797?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/4505315237471058797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=4505315237471058797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/4505315237471058797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/4505315237471058797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2007/08/festa-no-cu.html' title='A Festa no céu'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RtY8WFXdLXI/AAAAAAAAAEA/lAPHvqsxtxg/s72-c/28976.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-5314078213126504451</id><published>2007-08-29T20:30:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T16:59:25.935-08:00</updated><title type='text'>A Moura torta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RtY6fFXdLWI/AAAAAAAAAD4/QCaw-Zz-EWw/s1600-h/moura1.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RtY6fFXdLWI/AAAAAAAAAD4/QCaw-Zz-EWw/s200/moura1.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104331533361950050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A MOURA TORTA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Era uma vez um rei que tinha um filho único, e este, chegando a ser rapaz, pediu para correr mundo. Não houve outro remédio senão deixar o príncipe seguir viagem como desejava. Nos primeiros tempos nada aconteceu de novidades. O príncipe andou, andou, dormindo aqui e acolá, passando fome e frio. Numa tarde ia ele chegando a uma cidade quando uma velhinha, muito corcunda, carregando um feixe de gravetos, pediu uma esmola. O príncipe, com pena da velhinha, deu dinheiro bastante e colocou nos ombros o feixe de gravetos, levando a carga até pertinho das ruas. A velha agradeceu muito, abençoou e disse:- Meu netinho, não tenho nada para lhe dar: leve essas frutas para regado mas só abra perto das águas correntes. Tirou da sacola suja três laranja e entregou ao príncipe, que as guardou e continuou sua jornada.Dias depois, na hora do meio-dia, estava morto de sede e lembrou-se das laranjas. Tirou uma, abriu o canivete e cortou. Imediatamente a casca abriu para um lado e outro e pulou de dentro uma moça bonita como os anjos, dizendo:- Quero água! Quero água!Não havia água por ali e a moça desapareceu. O príncipe ficou triste com o caso. Dias passados sucedeu o mesmo. Estava com sede e cortou a Segunda laranja. Outra moça, ainda mais bonita, apareceu, pedindo água pelo amor de Deus.O príncipe não pôde arranjar nem uma gota. A moça sumiu-se como uma fumaça, deixando-o muito contrariado.&lt;br /&gt;Noutra ocasião o príncipe tornou a Ter muita sede. Estava já voltando para o palácio de seu pai. Lembrou-se do sucedido com as duas moças e andou até um rio corrente. Parou e descascou a última laranja que a velha lhe dera. A terceira moça era bonita de fazer raiva. Muito e muito mais bonita que as duas outras. Foi logo pedindo água e o príncipe mais que depressa lhe deu. A moça bebeu e desencantou, começando a conversar com o rapaz e contando sua história. Ficaram namorados um do outro. A moça estava quase nua e o príncipe viajava a pé, não podendo levar sua noiva naqueles trajes. Mandou subir para uma árvore, na beira do rio, despediu-se dela e correu para casa. Nesse momento chegou uma escrava negra, cega de um olho, a quem chamavam a Moura Torta. A negra baixou-se para encher o pote com água do rio mas avistou o rosto da moça que se retratava nas águas e pensou que fosse o dela. Ficou assombrada de tanta formosura. Meu Deus! Eu tão bonita e carregando água? Não é possível... Atirou o pote nas pedras, quebrando-o e voltou para o palácio, cantando de alegria. Quando a viram voltar sem água e toda importante, deram muita vaia na Moura Torta, brigaram com ela e mandaram que fosse buscar água, com outro pote. Lá voltou a negra, com o pote na cabeça, sucumbida. Meteu o pote no rio e viu o rosto da moça que estava na árvore, mesmo convencida da própria beleza. Sacudiu o pote bem longe e regressou para o palácio, toda cheia de si. Quase a matam de vaias e de puxões. Deram o terceiro pote e ameaçaram a negra de uma surra de chibata se ela chegasse sem o pote cheio d'água. Lá veio a Moura Torta no destino. Mergulhou o pote no rio e tornou a ver a face da moça. Esta, não podendo conter-se com a vaidade da negra, desatou uma boa gargalhada. A escrava levantou a cabeça e viu a causadora de toda sua complicação.- Ah! É você, minha moça branca? Que está fazendo aí, feito passarinho? Desça para conversar comigo. A moça, de boba, desceu, e a Moura Torta pediu para pentear o cabelo dela, um cabelão louro e muito comprido que era um primor. A moça deixou. A Moura Torta deitou a cabeça no seu colo e começou a catar, dando cafuné e desembaraçando as tranças. Assim que a viu muito entretida, fechando os olhos, tirou um alfinete encantado e fincou-o na cabeça . esta deu um grito e virou-se numa rolinha, saindo a voar. A negra trepou-se na mesma árvore e ficou esperando o príncipe, como a moça lhe tinha dito, de boba. Finalmente o príncipe chegou, numa carruagem dourada, com os criados e criadas trazendo roupa para vestir a noiva. Encontrou a Moura Torta, feia como a miséria. O príncipe assim que a viu, ficou admirado e perguntou a razão de tanta mudança. A Moura Torta disse:- O sol queimou minha pele e os espinhos furaram meu olho. Vamos esperar que o tempo melhore e eu fique como era antes.O príncipe acreditou e lá se foi a Moura Torta de carruagem dourada, feito gente. O rei e a rainha ficaram de caldo vendo uma nora tão horrenda como a negra. Mas, palavra de rei não volta atrás e o prometido seria cumprido. O príncipe anunciou seu casamento e mandou convite aos amigos A Moura Torta não acreditava nos olhos. Vivia toda coberta de seda e perfumada, dando ordens e ainda mais feia do que carregando o pote d'água. Todos antipatizavam com a futura princesa.Todas as tardes o príncipe vinha descansar no jardim e notava que uma rolinha voava sempre ao redor dele, piando triste e fazer fpena. Aquilo sucedeu tantas vezes que o príncipe acabou ficando impressionado. Mandou um criado armar um laço num galho e a rolinha ficou presa. O criado levou a rolinha ao príncipe e este a segurou com delicadeza, alisando as peninhas. Depois coçou a cabecinha da avezinha e encontrou um caroço duro.&lt;br /&gt;Puxou e saiu um alfinete fino. Imediatamente a moça desencantou-se e apareceu bonita como os amores. O príncipe ficou sabendo da malvadeza da negra escrava. Mandou prender a Moura Torta e contou a todo o mundo a perversidade dela, condenando-a a morrer queimada e as cinzas serem atiradas ao vento. Fizeram uma fogueira bem grande e sacudiram a Moura Torta dentro, até que ficou reduzida a poeira. A moça casou com o príncipe e viveram como Deus com seus anjos, querida por todos. Entrou por uma perna de pinto e saiu por uma de pato, mandou dizer El-Rei Meu Senhor que me contassem quatro... &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-5314078213126504451?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/5314078213126504451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=5314078213126504451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/5314078213126504451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/5314078213126504451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2007/08/moura-torta.html' title='A Moura torta'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RtY6fFXdLWI/AAAAAAAAAD4/QCaw-Zz-EWw/s72-c/moura1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-3913701755025089517</id><published>2007-08-29T20:26:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T16:59:26.070-08:00</updated><title type='text'>Felicidade é sorte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RtY5YlXdLVI/AAAAAAAAADw/REcCXZnbPFw/s1600-h/kanji_felicidade_gd.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RtY5YlXdLVI/AAAAAAAAADw/REcCXZnbPFw/s200/kanji_felicidade_gd.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104330322181172562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Felicidade é sorte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Era um dia um sapateiro muito pobre e carregado de filhos, que apesar de trabalhar como um condenado vivia na miséria. De uma feita estava ele batendo sola quando passaram dois amigos, muito ricos, que vinham discutindo sobre a fortuna. Um dizia que a fortuna era dada pela felicidade e o outro pelos auxílios. Viram o sapateiro e tiveram piedade dele ao mesmo tempo que resolveram experimentar a opinião de cada um. O que sustentava a fortuna pelos auxílios, foi ao sapateiro e lhe deu cinqüenta moedas de ouro. O sapateiro quase morre de alegria. Acabou depressa o serviço e voltou para sua choupana. Aí enterrou o dinheiro num vaso que tinha um pé de manjericão, deixando para depois estudar como empregava aquele ouro. No outro dia acordou mais tarde e foi ver o pé de manjericão. Não o encontrou. Perguntou, já assustado, à mulher, onde pusera o vaso e soube que ela vendera a um homem que passava, apurando com que almoçar. O sapateiro botou as mãos na cabeça e contou sua desgraça, chorando os dois a falta de sorte que os perseguia. Tempos depois estava o sapateiro na sua ocupação quando os dois amigos ricos cruzaram a rua e vieram saber notícias das cinqüenta moedas de ouro. O sapateiro contou sua desventura.&lt;br /&gt;- É minha vez de provar o que penso. Tome este pedaço de chumbo que encontrei no chão. Pode ser que seja mais feliz com o chumbo do que foi com o ouro. Foram embora e o sapateiro trouxe o pedaço de chumbo para casa, cada vez mais triste. Lá para as tantas da noite acordou com a voz da mulher de um pescador seu vizinho. Abriu a porta e perguntou o que desejava. A mulher vinha pedir um pedaço de chumbo para completar a chumbada da tarrafa do marido que ia pescar. O sapateiro entregou o que recebera e a mulher do pescador agradeceu muito, retirando-se.&lt;br /&gt;Ao anoitecer, o sapateiro estava em casa quando veio a mulher do pescador com um grande peixe na mão. Era um presente pelo chumbo. O sapateiro agradeceu e mandou sua mulher preparar o peixe para a ceia. Quando a mulher abriu a barriga do peixe encontrou um enorme diamante. Como não conhecia diamantes, julgou-o um pedaço de vidro. Depois da ceia, como a mulher levasse a lamparina de uma sala para a cozinha, o tal vidro ficou iluminando todo o aposento, divertindo os meninos e assombrando o sapateiro.&lt;br /&gt;No dia seguinte a mulher do sapateiro, não se contendo, contou a história do vidro luminoso e essa notícia foi-se espalhando pelo bairro. Muita gente veio ver e admirar. Um homem, depois de olhar muito o tal vidro, ofereceu cem moedas de ouro por ele. O sapateiro, espantado por uma quantia dessas achou que o vidro devia valer muitíssimo mais. Fez-se de rogado e o homem foi oferecendo mais e mais dinheiro, até que ficou em mil moedas de ouro. O sapateiro não quis e foi mostrar a pedra ao rei que ficou estatelado quando viu o tamanho do diamante. Comprou-o por uma riqueza. O sapateiro mandou construir casa confortável para morar, colocou os filhos nas melhores escolas, e começou a viver como uma pessoa rica.&lt;br /&gt;Estava uma tarde na janela de sua casa quando os dois amigos passaram. O antigo sapateiro chamou-os, abraçando-os, agradecendo o que fizeram por ele e contando tudo. O amigo que pensava nos auxílios reconheceu que estava errado e disse:&lt;br /&gt;- Tens razão, amigo. Felicidade é fortuna. Mais vale quem Deus ajuda do quem cedo madruga...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-3913701755025089517?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/3913701755025089517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=3913701755025089517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/3913701755025089517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/3913701755025089517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2007/08/felicidade-sorte.html' title='Felicidade é sorte'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RtY5YlXdLVI/AAAAAAAAADw/REcCXZnbPFw/s72-c/kanji_felicidade_gd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-1026032644679224371</id><published>2007-08-07T17:28:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T16:59:26.352-08:00</updated><title type='text'>O Pequeno Polegar</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Esta ai mais um conto do grande escritor Charles Perrault!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RrkOc_yMNEI/AAAAAAAAADo/pvsfS6318gc/s1600-h/pequenopolegar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RrkOc_yMNEI/AAAAAAAAADo/pvsfS6318gc/s200/pequenopolegar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096120344667501634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p style="text-align: left;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O PEQUENO POLEGAR&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Era uma vez um casal de lenhadores muito, muito pobres, com sete filhos pequenos. Um deles, o caçula, era magro e fraco, mas esperto e inteligente; era conhecido como Polegar, por ser muito pequeno ao nascer. Naquele ano difícil, faltava tudo, praticamente não havia o que comer. Os dois lenhadores, desesperados com tanta miséria e tantas bocas para alimentar, encontraram uma triste solução: iriam se livrar dos sete filhos esfomeados. Enquanto os filhos dormiam, pai e mãe planejaram como agiriam para abandonar as crianças. — Vamos levar as crianças para a floresta — disse o lenhador. — Lá, enquanto juntam lenha, nós as abandonaremos e fugiremos sem que percebam. Quando o pai pronunciou a última palavra, seus olhos e os de sua esposa estavam cheios de lágrimas. — Coitadinhos dos meus filhos — disse a mãe, soluçando. — Ficarão sozinhos, sentindo frio, fome e medo das feras do mato… — Prefere, então, que morram de fome aqui mesmo conosco, sob nossas vistas? — perguntou o pai, também chorando. Não havia solução. As crianças morreriam, em casa ou na floresta. Então, era melhor que fosse longe, para os pais sofrerem menos. Combinaram o que fariam no dia seguinte e foram dormir. Pela manhã, o casal chamou os filhos e foram todos para a floresta. Enquanto as crianças estavam ocupadas em apanhar bastante lenha, os pais foram se afastando, afastando, até ficarem bem longe. Quando os sete irmãos perceberam que estavam sozinhos, os seis maiores começaram a chorar. Mas Polegar não desanimou. Encorajou os irmãos propondo que, juntos, procurassem o caminho de casa. Começaram a caminhar pela floresta mas, infelizmente, quanto mais caminhavam, parecia que estavam mais perdidos e não sabiam que rumo seguir. Chegou a noite, começou a chover e a fazer muito frio; ao longe, os lobos uivavam. Os seis pequenos estavam desesperados, amedrontados e desanimados. Mas Polegar, sempre muito ativo, subiu em uma grande árvore e, lá do alto, viu uma luz brilhar ao longe. Imaginou que seria a luz de uma casa. Sem hesitar, o garoto desceu da árvore e, guiando os irmãos, começou a andar na direção daquela luzinha distante. Andaram e andaram, até chegar a uma casa imensa e assustadora. Polegarzinho bateu à porta e uma mulher veio abrir. — Quem são vocês, crianças, e o que querem? — Estamos perdidos na mata. Tenha pena de nós, minha senhora. Estamos com fome e precisamos de um lugar para dormir. Poderia nos abrigar? — Coitados! Vocês estão sem sorte. Esta é a casa de meu marido, o Gigante, verdadeiro devorador de criancinhas. Polegar logo respondeu, sem demonstrar medo: — Se ficarmos na mata, com certeza seremos devorados pelos lobos. Então, já que estamos aqui, preferimos ser devorados pelo Gigante. Aliás, quem sabe ele não se comoverá e nos deixará viver? Já com os lobos, não haverá conversa alguma. A mulher do Gigante tinha coração mole e se deixou convencer: permitiu que os sete irmãos entrassem. Mal tinham acabado de entrar, ouviram fortes golpes na porta: era o Gigante que regressava! A mulher escondeu as crianças embaixo do armário e correu para abrir a porta. O Gigante entrou. Era um ser enorme, de aspecto horrível. Logo que passou pela porta, começou a farejar de um lado e de outro, desconfiado, cheirando com prazer e apetite: — Cozida ou ensopada. Aqui tem cheiro de deliciosa criançada! Dizia isso e lambia os beiços. — Imagine, nada disso! É o cheiro da janta — disse a esposa, tremendo de pavor. Mas o Gigante não se deixava enganar, pois conhecia bem demais o cheiro da carne humana. — Assadinhas ou fritinhas. Aqui tem o cheiro de criancinhas! E lambia os beiços. Guiando-se pelo faro, foi em direção ao armário e, com as enormes mãos, arrancou de lá os sete irmãos, um por um, mais mortos do que vivos pelo medo. — Muito bem! Aqui tem uma ótima refeição para amanhã. E começou a afiar o facão. Já tinha agarrado o pescoço do irmão mais velho quando a mulher falou: — Por que você quer matá-los nesta noite? A janta já está pronta! — Tem razão, minha velha — resmungou o Gigante. É melhor economizar, portanto deixá-los-ei para amanhã, é melhor que descansem um pouco. A mulher do Gigante suspirou aliviada. Levou as crianças para dormir no quarto em que estavam suas sete filhas, sete meninas muito feias e cruéis, como o pai. Assim, dormiriam em uma larga cama as sete garotinhas. E em uma cama igual, ao lado, os sete irmãozinhos. Polegar reparou que as filhas do Gigante usavam suas coroas de ouro mesmo enquanto dormiam. Receando que o malvado mudasse de idéia e decidisse matá-los naquela mesma noite, o pequeno pegou seu gorrinho e os de seus irmãos e os colocou com cuidado na cabeça das garotas adormecidas, após tirar as coroazinhas de ouro, que colocou na sua cabeça e na dos queridos irmãos. Estava feita a troca. A certa altura o Gigante acordou, arrependido por ter adiado a matança. Agarrou o facão e foi ao quarto das filhas, no escuro. Tateando, aproximou-se da cama em que dormiam os sete irmãos. Polegar sentiu a enorme mão do Gigante tocar em seus cabelos e na coroazinha e, em seguida, o horroroso exclamou: — Meu Deus! O que estava para fazer? Por pouco quase degolei minhas próprias filhotas! Aproximou-se da outra cama, estendeu a mão, sentiu os gorrinhos de lã rústica e riu. E, sem dó, cortou de uma vez só as sete gargantas. Depois voltou para a cama, para continuando o sono interrompido. Bastaram alguns minutos, e já estava roncando forte. Com muito cuidado, o pequeno Polegar acordou os irmãos e contou-lhes o que acontecera. Falou da troca dos gorros com as coroas para enganar o Gigante, e concluiu: — Devemos fugir imediatamente, antes que seja tarde! Silenciosamente, os coitadinhos saíram daquela casa e foram para a floresta. Andaram a noite toda, sem saber bem para onde ir. Caminhavam rapidamente, para escapar da fúria do terrível Gigante. Na manhã seguinte o Gigante acordou e, antes de mais nada, foi pegar suas vítimas para cozinhá-las. Imaginem só como ficou, ao perceber que havia degolado suas amadas filhinhas e que os sete guris tinham desaparecido! Cego de raiva, calçou suas botas mágicas, que a cada passo alcançavam sete léguas, e partiu para a perseguição. Dali a pouco já estava bem próximo dos fugitivos. Polegarzinho, sempre alerta, viu que ele estava chegando e, sem perder a calma, mandou os irmãos se esconderem em uma caverna ali pertinho. E lá vinha o Gigante, cada vez mais perto dos indefesos meninos. Andara muito, e já começava a se cansar. Precisou, então, parar e resolveu dar uma cochiladinha. E sabem onde? Bem na frente da caverna em que estavam escondidos os irmãos. Polegar pensou rápido e, aproveitando o sono do inimigo, mandou os outros seis fugirem. Depois, aproximou-se do Gigante e, com muito cuidado para não acordar o guloso, descalçou-lhe as botas mágicas. Eram imensos, aqueles calçados do Gigante, mas por serem mágicos logo se ajustaram aos pés pequenininhos do novo dono. — Agora sim! — disse decidido.— Andarei pelo mundo até encontrar um modo de melhorar nossas vidas. Partiu, calçado com as botas que, a cada passo, percorriam sete léguas. Andou muito, muito mesmo, mais que o próprio Gigante. Após algumas horas, chegou a um reino distante, que estava em guerra. Logo soube que o rei dali recompensaria com uma fortuna a pessoa que lhe trouxesse qualquer informação sobre as tropas e as batalhas. Esperto como era, Polegar foi para a região do combate, auxiliado pelas botas velozes. Quando retornou, levou excelentes informações para o rei que, muito satisfeito, pagou-lhe o combinado. E ainda lhe deu mais algumas centenas de moedas. No dia seguinte, Polegarzinho, calçou de novo as botas mágicas e, em um piscar de olhos, alcançou a cabana dos pais, onde foi acolhido com enorme alegria por todos, inclusive pelos seus irmãos, que tinham conseguido voltar. Assim, graças ao pequeno e inteligente Polegar, todos viveram felizes desde aquele dia, com muita fartura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-1026032644679224371?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/1026032644679224371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=1026032644679224371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/1026032644679224371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/1026032644679224371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2007/08/o-pequeno-polegar.html' title='O Pequeno Polegar'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RrkOc_yMNEI/AAAAAAAAADo/pvsfS6318gc/s72-c/pequenopolegar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-2416182323784047885</id><published>2007-08-07T17:16:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T16:59:26.666-08:00</updated><title type='text'>Barba Azul</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;É com muito orgulho que trago esse conto do grande escritor Charles Perrault para vocês:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RrkMC_yMNDI/AAAAAAAAADg/b-EuXyY1Sa4/s1600-h/barbaazul.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RrkMC_yMNDI/AAAAAAAAADg/b-EuXyY1Sa4/s200/barbaazul.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096117698967647282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;O Barba-Azul&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Charles Perrault&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Era uma vez um homem que tinha belas casas na cidade e no campo, baixela de ouro e prata, móveis trabalhados e carruagens douradas; mas, por desventura, esse homem tinha a barba azul: isto o fazia tão feio e tão terrível que não havia mulher nem moça que não fugisse ao vê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma de suas vizinhas, dama de alta linhagem, tinha duas filhas absolutamente belas. Ele pediu-lhe uma delas em casamento, deixando a escolha à vontade materna. Nenhuma das duas o queria, e cada uma o passava à outra, pois nenhuma podia decidir-se a aceitar um homem de barba azul. Aborrecia-as também a circunstância de ele já ter desposado várias mulheres sem que ninguém soubesse o que era feito delas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para travar relações com as moças, Barba-Azul levou-as, juntamente com a mãe e as três ou quatro melhores amigas, e algumas jovens da vizinhança, a uma das suas casas de campo, onde passaram nada menos de oito dias. E eram só passeios, caçadas e pescarias, danças e festins e merendas: ninguém dormia, levavam a noite a pregar peças uns aos outros; afinal, tudo correu às mil maravilhas, e a mais nova das meninas começou a achar que o dono da casa não tinha a barba tão azul, e que era homem muito digno. E, logo que tornaram à vidade, realizou-se o casamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao cabo de um mês, Barba-Azul disse à mulher que tinha de fazer uma viagem à província, de seis semanas, no mínimo, para um negócio de importância; que lhe pedia se divertisse à vontade durante a ausência dele – mandasse buscar suas boas amigas, levasse-as ao campo, se quisesse, comesse do bom e do melhor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aqui estão – disse-lhe – as chaves dos dois grandes guarda-móveis; aqui as da baixela de ouro e de prata que só se usa nos grandes dias; aqui as dos meus cofres, onde está o meu ouro e a minha prata, as dos cofres de minhas jóias e aqui a chave de todas as dependências da casa. Esta chavezinha é a chave do gabinete que fica no extremo da grande galeria do porão: pode abrir tudo, pode ir aonde quiser, mas neste pequeno gabinete eu lhe proíbo de entrar, e o proíbo de tal maneira que, se acontecer abri-lo, não há nada que você não possa esperar da minha cólera.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela prometeu cumprir à risca tudo quanto acabava de ser ordenado: e ele, depois de beijá-la, toma sua carruagem e parte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As vizinhas e as boas amigas não esperaram, para ir à residência da jovem esposa, que as mandassem buscar, tão sôfregas estavam de ver-lhe todas as riquezas da casa, não havendo ousado ir lá enquanto o marido se achava por causa de sua barba azul, que lhes fazia medo. E ei-las, sem perda de tempo, a percorrer os quartos, gabinetes, vestiários, cada um mais belo que os outros. Subiram depois aos guarda-móveis, onde não se cansavam de admirar o número e a beleza das tapeçarias, dos leitos, dos sofás, dos guarda-roupas, dos veladores, das mesas e dos espelhos, nos quais a gente se via da cabeça aos pés, e cujos ornatos, uns de vidro, outros de prata, ou de prata dourada, eram os mais belos e magníficos que já se poderiam ter visto. Não cessavam de exagerar e invejar a felicidade da amiga, a quem, no entanto, não alegravam todas essas riquezas, ansiosa que estava de abrir o gabinete do porão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sentiu-se tão premida pela curiosidade que, sem refletir que era uma indelicadeza deixas sozinhas as visitas, desceu até lá por uma escadinha oculta, e com tamanha precipitação que por duas ou três vezes pensou em quebrar o pescoço. Chegando à porta do gabinete, aí se deteve algum tempo, lembrando-se da proibição que o marido lhe fizera e considerando que lhe poderia acontecer uma desgraça por haver sido desobediente; mas a tentação era tão forte que ela não a pôde vencer: tomou da chavezinha e abriu, trêmula, a porta do gabinete.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A princípio não viu coisa alguma, porque as janelas se achavam fechadas; momentos depois começou a notar que o soalho estava todo coberto de sangue coalhado, no qual se espelhavam os corpos de várias mulheres mortas, presas ao longo das paredes (eram todas mulheres que Barba-Azul desposara e que havia estrangulado). Cuidou morrer de susto, e a chave do gabinete que acabava de retirar da fechadura, caiu-lhe da mão. Após haver recobrado um pouco o ânimo, apanhou a chave, fechou a porta e subiu ao quarto para refazer-se; não o conseguia, porém, devido à sua grande perturbação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tendo notado que a chave do gabinete estava manchada de sangue, limpou-a duas ou três vezes, mas o sangue não desaparecia; lavou-a, esfregou-a com sabão e pedra-pomes; debalde: o sangue ficava sempre, pois a chave era fada, e não havia meio de limpá-la inteiramente: quando se tirava o sangue de um lado, ele voltava do outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barba-Azul regressou de sua viagem logo nessa noite, e disse haver recebido, no caminho, notícias de que o negócio que o levara a partir acabara de realizar-se com vantagem para ele. A mulher fez quanto pôde para se mostrar encantada com esse breve retorno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No dia seguinte ele pediu-lhe as chaves, e ela as entregou, porém a mão tremia tanto que Barba-Azul adivinhou sem esforço todo o ocorrido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Por que é – perguntou-lhe – que a chave do gabinete não está junto com as outras?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Devo tê-las deixado lá em cima, sobre a minha mesa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Quero a chave aqui, já!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de várias delongas, a mulher teve que levá-la. Barba-Azul examinou-a e disse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Por que há sangue nesta chave?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Não sei nada disso – respondeu a pobre criatura, mais pálida que a morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Você não sabe nada – continuou ele – mas eu sei muito bem; você quis entrar no meu gabinete! Está certo, senhora, lá entrará e irá ter o seu lugar ao lado das que lá encontrou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela se atirou aos pés do marido, chorando e pedindo-lhe perdão, com todos os sinais de um arrependimento sincero de não haver sido obediente. Bela e aflita como estava, seria capaz de enternecer um rochedo; mas Barba-Azul tinha o coração mais duro que um rochedo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Tem de morrer, senhora, e imediatamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Visto que tenho que morrer – respondeu ela, fitando-o com os olhos banhados de lágrimas – dê-me um pouco de tempo para rezar a Deus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Dou-lhe meio quarto de hora – replicou Barba-Azul – e nem um momento&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando ela se viu sozinha, chamou a irmã e disse-lhe:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Minha irmã, sobe ao alto da torre, eu te suplico, para ver se meus irmãos não vêm; eles me prometeram que me viriam ver hoje, e, se os vires, faze-lhes sinal para que se apressem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A irmã subiu ao alto da torre, e a pobre aflita gritava-lhe de vez em quando:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Ana, minha irmã, não vês ninguém?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E a irmã respondia:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Não vejo nada a não ser o Sol que brilha e a erva que verdeja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entrementes, Barba-Azul, com um grande cutelo na mão, gritava para a esposa com toda a força:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Desce depressa, ou eu subirei aí.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Mais um momento, por favor -, respondia-lhe a mulher. E logo, baixinho:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Ana, minha irmã, não vês ninguém?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E a irmã Ana respondia:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Não vejo nada a não ser o Sol que brilha e a erva que verdeja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Desce depressa – bradava Barba-Azul -, ou eu subirei aí.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Já vou – respondeu a mulher. E depois:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Ana, minha irmã, não vês ninguém?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Só vejo – respondeu a irmã Ana – uma grossa poeira que vem desta banda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;São meus irmãos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Infelizmente não, minha irmã; é um rebanho de carneiros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Não queres descer? – bradava Barba Azul.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Mais um momento – respondia a mulher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E depois:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Ana, minha irmã, não vês ninguém?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Vejo – respondeu ela – dois cavaleiros que vêm deste lado, mas ainda estão muito longe... Louvado seja Deus! – exclamou um instante depois. – São meus irmãos; estou lhes fazendo sinal, tanto quanto me é possível, para que se apressem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barba Azul pôs-se a gritar tão alto que a casa estremeceu. A pobre mulher desceu e atirou-se-lhe aos pés, desgrenhada e em prantos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Isto não adianta nada – disse Barba Azul. – Tens de morrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em seguida, segurando-a com uma das mãos pelos cabelos e erguendo-a com a outra o cutelo no ar, ia cortar-lhe a cabeça. A pobre mulher, voltando-se para ele, rogou-lhe que lhe concedesse um breve momento para se recolher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Não, não – disse ele -, e encomenda bem tua alma a Deus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E erguendo o braço... Neste momento bateram à porta com tanta força que Barba Azul se deteve instantaneamente. Abriram e logo se viu entrar dois cavaleiros que, sacando da espada, correram direto a Barba Azul.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele reconheceu que eram os irmãos da esposa, um deles dragão e o outro mosqueteiro, e fugiu sem demora para salvar-se; mas os dois irmãos o perseguiram tão de perto que o alcançaram antes que ele pudesse atingir a escada externa. Atravessaram-no a fio de espada, e o deixaram morto. A pobre dama estava quase tão morta quanto o marido, nem lhe restavam forças para beijar os irmãos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Verificou-se que Barba-Azul não tinha herdeiros, razão por que sua mulher se tornou dona de todos os seus bens. Empregou parte deles no casamento de sua irmã Ana com um jovem fidalgo, que a amava desde muito tempo; outra parte na compra do posto de capitão para seus dois irmãos, e o resto no casamento dela própria com um homem muito distinto, que lhe fez esquecer o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mau tempo que ela passara com Barba Azul.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Moralidade:&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;                                                  &lt;/span&gt;A curiosidade é tão cheia de encantos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas custa às vezes dores, prantos...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cada instante se vê disso exemplo bem claro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É – perdoe, belo-sexo – um deleite fugaz,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mal o gozamos se desfaz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E custa sempre muito caro.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-2416182323784047885?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/2416182323784047885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=2416182323784047885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/2416182323784047885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/2416182323784047885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2007/08/barba-azul.html' title='Barba Azul'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RrkMC_yMNDI/AAAAAAAAADg/b-EuXyY1Sa4/s72-c/barbaazul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-6724067312062642299</id><published>2007-06-17T06:10:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T16:59:26.909-08:00</updated><title type='text'>Querer é poder</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RnUzNQ1pl4I/AAAAAAAAAC0/ayTW8KHssX8/s1600-h/maos-e-poder.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 155px; height: 161px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RnUzNQ1pl4I/AAAAAAAAAC0/ayTW8KHssX8/s200/maos-e-poder.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077020457881409410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vou lhes contar uma historia e deixar bem claro que querer é poder! lá vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Em um dia de verão, numa casa ao centro de uma cidade moravam uma pobre família que tinha dois filhos. O filho mais novo sonhava&lt;br /&gt;em poder trabalhar em uma fábrica, pagar seus estudos e ajudar&lt;br /&gt;seus pais, já o mais mais velho vivia dando trabalho, saía com&lt;br /&gt;sua gangue pelas ruas a fora e vagabundiava muito, roubava&lt;br /&gt;dinheiro dos proprios pais ainda maltrava o irmao.&lt;br /&gt;Certo dia o irmao mais novo nao aguentou mais o sofrimento&lt;br /&gt;ele ficou em estado de choque porque nao conseguia achar uma soluçao&lt;br /&gt;para acabar com esse sofrimento e fazer sua familia ter alegria e paz...&lt;br /&gt;Então ele pegou suas coisas e saiu pela rua a fora, prometendo pra ele mesmo&lt;br /&gt;que irá voltar como outra pessoa e irá acabar com aquele sofrimento.&lt;br /&gt;Não demorou muitas horas seus pais sentiram sua falta, no quarto do&lt;br /&gt;irmao mais novo a mae acha o bilhete falando o acontecido. No bilhete dizia:&lt;br /&gt;"Querida mamae e papai, eu nao aguento mais ficar aqui... nao fique triste&lt;br /&gt;e nem preocupado comigo pois já sou grandinho tenho 15 anos prometo&lt;br /&gt;que voltarei outra pessoa, mais uma pessoa de valor"&lt;br /&gt;A mae chorou... mais chorou...o pai confiou em seu filho dizendo: - que Deus&lt;br /&gt;esteja com você meu filho!. Já o irmao mais velho nem ligou.&lt;br /&gt;No caminho pelo destino o irmao mais novo avistou uma cidade muito movimentada&lt;br /&gt;ao longe.Este que quando acabou de chegar na cidade logo perguntou:-Seu moço qual&lt;br /&gt;o nome dessa cidade? e o homem respondeu:-Sao Paulo. Educadamente o pobre&lt;br /&gt;menino agradeceu mais antes que o homem podesse ir embora o menino lhe fez&lt;br /&gt;outra pergunta:- espere, sabe onde esta precisando de emprego aqui?&lt;br /&gt;o homem olhando para a cara do menino ignorou sua pergunta e perguntou-lhe:-Qual&lt;br /&gt;tua idade moleque? e ele respondeu:-tenho 15 anos senhor! e o homem tornou a perguntar:&lt;br /&gt;-de onde tu vens? E continuou dialogando depois dele ter contado toda a historia&lt;br /&gt;o homem que era solteiro morava-se em um apartamento resolveu hospedar a pobre criança&lt;br /&gt;na sua casa, esta que ficou muito feliz e grato dise:-Poxa sinceramente&lt;br /&gt;eu nao sei como lhe agradecer, mais nao posso aceitar morar em sua casa sem poder&lt;br /&gt;ajudar com nada, por isso eu vou ver se consigo um emprego ai te pago uma taxa fixa todo mes!&lt;br /&gt;O rapaz disse que nao precisava mais o menino insistiu e foi o unico jeito.&lt;br /&gt;A sorte do menino era que o rapaz era dono de uma fabrica de eletrodomesticos&lt;br /&gt;e vendo a força de vontade daquele menino, resolveu emprega-lo a ser seu ajudante!&lt;br /&gt;Não presiso contar a felicidade da pobre criança né?&lt;br /&gt;Então ele trabalhava o dia todo e estudava á noite e 30% do seu salario&lt;br /&gt;ficava para o rapaz. O menino sempre que podia escrevia para sua familia&lt;br /&gt;até que certo dia o nobre e humilde rapaz o levou para visitar sua mae...&lt;br /&gt;O menino matou a saudade mais saiu de lá com o coraçao partido, ainda&lt;br /&gt;ele pode sentir que seus pais estavam sofrendo, ele nao pode permitir aquilo&lt;br /&gt;de seus pais estar sofrendo e ele numa vida boa e alegre. Aí foi que ele&lt;br /&gt;começou a trabalhar cada vez mais, para isso ele arrumou mais um emprego&lt;br /&gt;trabalhava em dobro para duas empresas e nao tinha ninguem que o fazia parar.&lt;br /&gt;O tempo foi se passando e completou 2 anos que o menino tinha deichado seu lar.&lt;br /&gt;Ele agora estava com 17 anos, era seu último ano na escola, e graças ao rapaz&lt;br /&gt;ele havia feito um curso de computaçao completo e varios cursos superires&lt;br /&gt;durante esse ano todo de trabalho ele nem gastou nem um centavo sequer...&lt;br /&gt;Na sua formatura ele fez um grande discurso e declaraçao para o nobre rapaz&lt;br /&gt;que tem sido a luz na sua vida, depois ele chamou seus pais lá na frente&lt;br /&gt;e entregou-lhes um envelope e pediu que seu pai abrisse.&lt;br /&gt;Este que abriu com a mao trêmula, ficou chocado com o que acabara de receber!&lt;br /&gt;Sim era o que o menino sempre sonhara era esse momento, ele acabara de dar&lt;br /&gt;uma casa propria para seu pai e um trabalho fixo na impresa onde ele trabalha&lt;br /&gt;pois agora o menino virou administrador da empresa.&lt;br /&gt;E quanto seu irmão mais velho, ele havia sido levado para prisão, o irmao&lt;br /&gt;mais novo teve a liberdade de pagar e tirar ele da cadeia, onde o irmao mais velho&lt;br /&gt;ficou muito feliz e ao mesmo tempo bobo de ter visto a tal atitude do irmao&lt;br /&gt;este que o fez jurar jamais entrar em caminho errado e também arrumou um emprego para o irmão  na fabrica.&lt;br /&gt;Bem essa história termina aqui! O menino finalmente conseguiu o que ele&lt;br /&gt;tanto queria. Fica claro que Querer é Poder!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Faça de sua vida um sonho... do sonho uma realidade."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por:Luana Beatriz&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-6724067312062642299?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/6724067312062642299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=6724067312062642299' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/6724067312062642299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/6724067312062642299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2007/06/querer-poder.html' title='Querer é poder'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RnUzNQ1pl4I/AAAAAAAAAC0/ayTW8KHssX8/s72-c/maos-e-poder.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-7715221873257898271</id><published>2007-03-27T09:22:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T16:59:27.037-08:00</updated><title type='text'>A Lebre Encantada</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Bem pessoal, demorou mais está ai mais um conto para vcs, "A Lebre Encantada"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Lebre Encantada&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RglKHuYfB8I/AAAAAAAAAA8/GXCGwDbpb_U/s1600-h/lebre.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 142px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RglKHuYfB8I/AAAAAAAAAA8/GXCGwDbpb_U/s320/lebre.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5046646354015619010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Havia em um reino um rei que tinha um filho. Um dia o rei estava muito doente e disse ao filho que fosse matar uma caça para ele comer. O príncipe saiu com uma espingarda e quando viu, foi sair do mato uma lebre toda branca. O príncipe correu atrás dela para pegá-la, quando de repente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;abriu-se um buraco no chão e a lebre entrou, levando consigo o príncipe. Quando este viu, estava dentro de um palácio muito bonito e rico, tendo nele uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;princesa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; também muito formosa. O príncipe ficou tão encantado da beleza da princesa, que nunca mais e lembrou do palácio do pai e nem deste. Passado muito tempo, vai um dia o príncipe lavar as suas mãos e tira do dedo uma jóia que o pai tinha lhe dado. Ai ele lembra de seu palácio e da família, e diz a princesa que ia vê-los. A princesa instou muito para que ele não fosse, mais ele disse que ia e tornava a voltar. A princesa então bateu com uma vara no lugar onde ela tinha entrado com o príncipe e o chão logo abriu-se e o príncipe passou. Quando chegou ao palácio do pai, achou-o todo coberto de luto e abandonado, pois já tinha morrido toda a família de desgosto por causa do desaparecimento do príncipe. Este ficou muito triste e não quis voltar mais pro palácio da princesa. Saiu sem destino tendo trocado a&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;ropa de príncipe por a de um sapateiro, e deu a uma cidade que estava toda em festa; ele foi e perguntou que festa era aquela; então disseram que era pq a princesa deste lugar era uma moça mais bonita do mundo. O príncipe que estava mudado em sapateiro, pediu que lhe mostrasse a princesa, e disse quando a viu que já tinha visto uma moça muito mais bonita. Correram e foram logo dizer ao rei que aquele sapateiro disse que tinha conhecido uma princesa muito mais bonita do que a filha dele. O rei mandou chamar o sapateiro e disse, que sob pena de morte ele havia de trazer a princesa à presença dele. O sapateiro pediu o prazo de quinze dias e saiu. Quando chegou ao lugar onde a lebre tinha entrado com ele, principiou a cavar. Levou muito tempo cavando pq a terra estava muito dura, mais afinal conseguiu passar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ai encontrou o palácio da princesa todo fechado. Ele bateu na porta e apareceu uma criada. Quando esta viu o príncipe disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Príncipe meu senhor, a princesa esta muito doente por sua causa só o que diz é: “Ah! Ingrato, que foste e nunca mais viste quebrar meus encantos”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A criada disse mais que naquele dia à meia noite o mar crescia muito e afogava todo o palácio, e então entrava um peixe muito grande e engolia a princesa, mas se tivesse uma pessoa que matasse o peixe, quebrava os encantos da princesa. O príncipe quis&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ir falar com a princesa mais a criada disse que não, porque ela podia morrer mais depressa. Aí o mar principiou a crescer e a princesa a ficar pior. O príncipe foi ver uma espada e escondeu-se atrás de uma janela o mar foi tomando o palácio, e quando foi meia noite, que o peixe entrou para engolir a princesa, o príncipe meteu-lhe a espada e o matou. O mar foi diminuindo outra vez a princesa escapou. Então o príncipe apareceu e a princesa ficou muito alegre e houve muita festa. Depois o príncipe disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Princesa eu já lhe salvei a vida, agora é você que vai salvar a minha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E contou, que sobre pena de morte, havia de mostrar uma princesa mais bonita que a filha do rei. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A princesa disse que ele fosse descansado. Ele saiu e chegou no outro reino no dia marcado. Já estava a forca armada para ele morrer. Então ele pediu ao rei que esperasse mais um pouco, quando se viu foi aparecer uma nuvem de prata. Veio descendo, descendo, quando chegou no meio do povo apareceu uma criada toda coberta de prata dizendo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Arreda povo deixa botar a cadeirinha de minha sinhá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aí o povo ficou pasmado. O sapateiro tornou a pedir ao rei que esperasse mais um bocadinho, que ainda não era aquela. Apareceu outra nuvem de ouro e foi descendo e quando chegou no meio do povo apareceu uma criada toda coberta de ouro e disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Arreda povo deixa eu botar a cadeirinha da minha sinhá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O sapateiro tornou a pedir ao rei que esperasse, quando apareceu uma nuvem de brilhante e foi descendo. Quando chegou no meio do povo apareceu uma moça linda e toda coberta de brilhantes, que era a princesa, e assentou-se no meio das duas criadas. Quando o rei e a princesa viram aquela beleza, reviraram de cima das janelas do palácio e caíram mortos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-7715221873257898271?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/7715221873257898271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=7715221873257898271' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/7715221873257898271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/7715221873257898271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2007/03/lebre-encantada.html' title='A Lebre Encantada'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RglKHuYfB8I/AAAAAAAAAA8/GXCGwDbpb_U/s72-c/lebre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-4597828288617977952</id><published>2007-03-01T11:08:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T16:59:27.182-08:00</updated><title type='text'>Maria Borralheira</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Antigo e verdadeiro conto da famosa Cinderela como é conhecida hoje em dia!!! Já passaram por nomes diferentes nao? Como Gata Borralheira, Cinderela... e muitas modificaçoes na historia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Confira ela abaixo a verdadeira obra dessa famosa historia sem contar que a Maria destesta ser chamada de borralheira huahuahua... (Livro "O fantastico misterio de feiurinha") Lá mostra o dialogo de chapeuzinho vermelho, cinderela, rapunzel, Bela, Branca de neve e diversos personargens de contos de fadas, esse livro é muito msm divertido as heroínas se reunem na casa de branca de neve para discutir e comentar sobre o grande misterio do desaparecimento da princesa feiurinha!!! Vale a pena ler... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Bem acho que falei d+ lá vai a historia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/super/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-2.jpg" alt="" /&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                                                                      Maria Borralheira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RfH9sRFFAsI/AAAAAAAAAAY/DfG4oESTO1g/s1600-h/143.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RfH9sRFFAsI/AAAAAAAAAAY/DfG4oESTO1g/s320/143.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5040088394945069762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Havia um homem viúvo que tinha uma filha chamada Maria; a menina, quando ia para a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;escola, passava por uma casa de uma viúva que tinha duas filhas. A viúva costumava sempre chamar a pequena e agradá-la muito. Depois de algum tempo começ&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ou lhe dizer que falasse e rogasse a seu pai para casar com ela. A menina pegou e falou ao pai para casar com a viúva, porque “ela era muito boa e agradável”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O pai respondeu:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Minha filha ela hoje te dá papinhas de mel; amanha te dará fel.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas a menina sempre vinha com os mesmos pedidos, até que o pai contratou o casamento com a viúva. Nos primeiros tempos ela ainda agradava a pequena e, ao depois, começou a maltratá-la.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tudo o que havia de mais aborrecido e trabalhoso no trato da casa, era a órfã que fazia. Depois de mocinha era ela que ia a fonte buscar água e ao mato buscar lenha; era quem acendia o fogo, vivia muito suja no borralho. Daí lhe veio o nome de Maria Borralheira. Uma vez, para judiá-la a madrasta lhe&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;deu uma tarefa muito grande de algodão para fiar e lhe disse que naquele dia devia ficar pronta. Marinha tinha uma vaquinha, que sua mãe lhe tinha deixado; vendo-se assim tão atarefada, correu e foi ter com a vaquinha e lhe contou, chorando, os seus trabalhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A vaquinha lhe disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Não tem nada; traga o algodão que eu engulo, e quando botar fora é fiado e pronto em novelos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim foi. Enquanto a vaquinha engolia o algodão, Maria estava brincando. Quando foi de tarde, a vaquinha deitou para fora aquela porção de novelos tão alvos e bonitos!... Maria, muito contente botou-os no cesto e levou-os para casa. A madrasta ficou muito admirada e no dia seguinte lhe deu uma tarefa ainda maior. Maria foi ter com sua vaquinha e ela fez o mesmo que a outra vez. No outro dia a madrasta deu a mocinha uma grande tarefa de renda para fazer; a vaquinha como sempre, foi a quem a salvou, engolindo as linhas e botando para fora a renda pronta e muito alva e bonita. A madrasta ainda mais admirada ficou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Doutra vez mandou ela buscar um cesto cheio d’água. Maria Borralheira saiu muito triste para a fonte, e foi ter com a vaquinha que lhe encheu o cesto, que ela levou para casa. Daí por diante a madrasta de Maria começou a desconfiar, e mandou as suas duas filhas espiassem a moça. Elas descobriram que era a vaquinha que faziam tudo para a Borralheira. Daí á tempos a mulher se fingiu pejada e com antojos e desejou comer a vaquinha de Maria. O marido não quis consentir; mas por fim teve de ceder á vontade da mulher, que era uma tarasca desesperada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maria Borralheira foi e contou à vaca o que ia acontecer; ela disse que não tivesse medo; que, quando fosse o dia de a matarem, Maria se oferecesse para ir lavar o fato; que dentro dele havia de encontrar a uma varinha que lhe havia de dar tudo que ela pedisse; e que, depois de lavado o fato, largasse a gamela pela corrente abaixo e a fosse acompanhando; que mais adiante havia de encontrar um velhinho muito chagado e com fome; lavasse-lhe as feridas e a roupa, lhe desse de comer; que mais adiante haveria de encontrar uma casinha com uns gatos e cachorrinhos muito magros e com fome, e a casinha muito suja, varresse os ciscos e desse de comer ao bichos, e depois de tudo isso voltasse para casa. Assim mesmo foi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No dia que a madrasta de Maria quis que se matasse a vaquinha, a moça se ofereceu para ir lavar o fato no rio. A madrasta lhe disse com desprezo: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Ó gente!quem havia de ir senão, tu porca?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Morta a vaca a borralheira a borralheira seguiu com o feto lá no rio, lá achou nas tripas a varinha de condão, e guardou-a. Depois de lavado o fato botou-o na gamela&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e largou pela correnteza abaixo, e a foi acompanhando. Adiante encontrou um velhinho muito chagado e morto de fome e sujo. Lavou-lhe as feridas e a roupa, e deu-lhe de comer. Este era nosso senhor. Seguiu com a gamela. Mais adiante encontrou uma casinha muito suja e desarrumada, e com os cachorros gatos e galinhas muito magros e mortos de fome. Maria borralheira deu de comer aos bicos, varreu a casa, arrumou todos os trastes e escondeu-se atrás da porta. Daí a pouco chegaram as donas da casa, que eram três velhas tatas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando viram aquele benefício, a mais moça disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Manas, faiemos; faiemos, manas: permita a Deus que quem tanto bem nos fez, lhe aparece uns chapins&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de ouro nos pés.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A do meio disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Manas, faiemos, manas: permita a Deus que quem tanto bem nos fez lhe nasça uma estrela de ouro na testa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A mais velha disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Faiemos manas: permita a Deus que quem tanto bem nos fez quando falar lhe saim faísca de ouro da boca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maria que estava atrás da porta apareceu toda formosa com seus chapins de ouro e estrela de ouro na testa, e quando falava saiam-lhe faíscas de ouro pela boca. Amarrou um lenço na cabeça fingindo doença, para esconder a estrela e tirou os chapins dos pés e foi se embora para casa, quando lá chegou entregou o fato e foi para seu borralho. Passou alguns dias, as filhas da madrasta lhe viram a estrela e perceberam as faíscas de ouro que lhe saiam da boca, e foram contar à mãe. Ela ficou com muita inveja, e disse as filhas que indagassem a borralheira o que é que se devia fazer para se ficar assim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Elas perguntaram e Maria disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-É muito fácil; vocês peçam para ir também por sua vez lavar o fato de uma vaca no rio; depois de lavado botem a gamela com ele pela correnteza abaixo e vão acompanhando; quando encontrarem um velhinho muito ferido, meta-lhe o pau, e dêem muito; mais adiante quando encontrarem uma casa com uns cachorros e gatos muito magros, emporcalhem a casa, desarrumem tudo e dêem nos bichos todos, e escondam-se atrás da porta e deixe estar que, quando vocês saírem hão de vir com chapins e estrelas de ouro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim foi...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As moças contaram a mãe, e elas lhes deu um fato para irem lavar no rio, as moças fizeram tudo como Maria borralheira lhe tinha ensinado.Deram muito no velhinho, emporcalharam a casa e deram muito nos bichos das velhas e se esconderam atrás da porta. Quando as donas da casa chegaram e viram aquele destroço, a mais moça disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Manas, faiemos, manas: permita a Deus que quem tanto mal nos fez lhe apareça cascos de cavalo nos pés .&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A do meio disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Permita a Deus que quem tanto mal nos fez lhe nasça um rabo de cavalo na testa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A terceira disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Permita a Deus que quem tanto mal nos fez lhe saia porqueira de cavalo pela boca. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As duas moças quando saíram detrás da porta já vinha preparada com seus enfeites. Quando falaram ainda mais sujaram a casa das velhinhas. Largaram-se para casa e quando a mãe as viu ficou muito triste. Passou-se. Quando foi depois houve três dias de festas na cidade, e todos de casa iam á igreja menos a borralheira, que ficava na cinza. Mais depois de todos saírem, ela logo no primeiro dia pegou sua varinha de condão e disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Minha varinha de condão, pelo condão que Deus vos deu , dai me um vestido da cor do campo com todas as suas flores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De repente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;apareceu o vestido. Maria pediu também uma linda carruagem. Aproximou-se e seguiu. Quando entrou na igreja todos ficaram pasmados, e sem saber quem seria aquela moça tão bonita e tão rica. Aí uma das filhas da madrasta disse à mãe:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Olhe minha mãe, parece Maria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A mãe botou-lhe o lenço na boca por causa da sujidade que estava saindo, mandando que ela se calasse, que as vizinhas já estavam percebendo. Acabada a festa, quando chegaram lá Maria já estava lá velha metida no borralho. A mãe lhes disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Olhem minhas filhas aquela porca ali está; não era ela não, onde ia ela achar uma roupa tão rica?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No outro dia foram todas para a festa e Maria ficou, mais quando todas se ausentaram, ela pegou a varinha de condão e disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Minha varinha de condão, pelo condão que Deus vos deu daí me um vestido da cor do mar com todos os seus peixes, e uma carruagem ainda mais rica e bela do que a primeira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apareceu logo tudo e ela se aprontou e seguiu. Quando lá chegou, o povo ficou abasbacado por tão rica e linda moça e o filho do rei ficou morto por ela. Botou se cerco para pegar na volta e nada de a poderem pegar. Quando as outras pessoas chegaram em casa, Maria já estava lá metida no seu borralho. Aí uma das moças lhe disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Hoje vi uma moça na igreja que se parecia contigo Maria!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela respondeu:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Eu? Quem sou eu para ir á festa?... Uma pobre cozinheira!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No terceiro dia a mesma coisa; Maria então pediu um vestido da cor do céu com todas as suas estrelas e uma carruagem ainda mais rica. Assim foi, e apresentou-se na festa. Na volta o rei tinha mandado por um cerco muito apertado para agarrá-la; porem ela escapuliu e na carreira lhe caiu um chapim do pé, que o príncipe apanhou. Depois o rei mandou correr toda a cidade para ver se achava a dona daquele chapim e o outro seu companheiro. Experimentou-se o chapim nos pés de todas as moças e nada. Afinal só faltava ir a casa de Maria borralheira. Lá foram. A dona da casa apresentou as filhas que tinha; elas com seus cascos de cavalo, quase machucaram o chapim todo, e os guardas gritaram: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Virgem Nossa Senhora! Deixem deixem...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Perguntaram se não tinha ali mais ninguém. A dona da casa respondeu:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Não, ai tem somente uma pobre cozinheira porca que não vale a pena mandar chamar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os encarregados da ordem do rei responderam que a ordem era para todas as moças sem exceção, e chamaram a bela Borralheira. Ela veio lá de dentro toda pronta como no ultimo dia de festa; vinha encantando tudo; foi metendo o pezinho no chapim e mostrando o outro. Houve muita alegria e festas; a madrasta teve um ataque e caiu para trás, Maria foi para o palácio e casou-se com o filho do rei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Até a proxima historia!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;a href="http://fantasia-da-vida.blogspot.com/"&gt;Voltar ao Topo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-4597828288617977952?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/4597828288617977952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=4597828288617977952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/4597828288617977952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/4597828288617977952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2007/03/maria-borralheira.html' title='Maria Borralheira'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/RfH9sRFFAsI/AAAAAAAAAAY/DfG4oESTO1g/s72-c/143.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-117038105334125950</id><published>2007-02-01T17:45:00.000-08:00</published><updated>2007-03-15T11:56:38.052-07:00</updated><title type='text'>A Fonte das tres Comadres</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Estou pensando em toda semana postar aqueles contos antigos que já nao é mais contado hoje em dia... só aquelas vovozinhas que contam para nós, aquele conto gostoso que nunca cansamos de reler e ouvir... é são esses contos que eu vou postar aqui, são eles que fizeram minha infancia e cada um desses contos que eu posta&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;rei ensinam &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;uma coisa bonita uma filosofia verdadeira... bem lá vai espero que gostem:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A FONTE DAS TRES COMADRES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Havia um rei que cegou. Depois de ter empregado todos os recursos da medicina, deixou de usar de remédios, e já estava desenganado de que nunca mais chegaria a recobrar a vista. Mas uma vez foi uma velhinha a palácio pedir uma esmola, e, sabendo que o rei estava cego, pediu para falar com ele, para lhe ensinar um remédio. O rei mandou-a entrar, e então ela disse:&lt;br /&gt;-Saberá vossa real majestade, que lhe possa fazer voltar a vista, e vem a se banhar os olhos com a água tirada da “fonte das três comadres”. Mas é muito difícil ir-se a essa fonte, que fica no reino mais longe que há daqui. Quem for buscar a água, deve-se entender com uma velha que existe perto da fonte, e ela é quem deve indicar se o dragão está acordado ou dormindo. O dragão é um monstro que guarda a fonte, que fica atrás de umas montanhas. O rei deu uma quantia á velha e a despediu.&lt;br /&gt;Mandou preparar uma esquadra pronta de tudo e enviou o seu filho mais velho para ir buscar a água, dando-lhe um ano para estar de volta, não devendo ele saltar em parte alguma para não se distrair.&lt;br /&gt;O moço partiu. Depois de andar muito foi aportar a um reino muito rico, saltou para terra e namorou-se lá das festas e das moças, despendeu tudo quanto levava, contraiu dividas, e, passado um ano, não voltou para casa de seu pai. O rei ficou muito maçado e mandou preparar nova esquadra e enviou seu filho do meio para buscar a água das fontes das três comadres. O moço partiu, e, depois de muito andar, foi ter justamente o reino em que estava já arrasado seu irmão mais velho. Meteu-se lá também no pagode e nas festas, pôs fora tudo que levava, e, no fim de um ano, também não voltou. O rei ficou muito desgostoso. Então o seu filho mais moço, que ainda era menino, se lhe apresentou e disse:&lt;br /&gt;-Agora eu quero ir, meu pai, lhe garanto que hei de trazer a água!&lt;br /&gt;O rei mancou com ele dizendo:&lt;br /&gt;-Se teus irmãos que eram homens, nada conseguiram, o que farás tu?&lt;br /&gt;Mas o principezinho insistiu, e a rainha aconselhou o rei de mandá-lo dizendo:&lt;br /&gt;-Muitas vezes donde não se espera daí é que vem.&lt;br /&gt;O rei anuiu e mandou preparar uma esquadra, e enviou o príncipe pequeno. Depois de muito navegar, o mocinho foi dar á terra onde estavam presos por dívidas os seus irmãos, pagou as dividas deles, que foram soltos. Quiseram dissuadi-lo de continuar a viagem e o convidaram para ali ficar com eles, mais o menino não quis e continuou sua derrota. Depois de muito ainda navegar, o príncipe chegou ao lugar indicado pela velha. Desembarcou sozinho levando uma garrafa, e foi ter á casa da velha, vizinha da fonte, a qual, quando o viu, ficou muito admirada, dizendo:&lt;br /&gt;-Ó meu netinho, o que veio cá fazer?!Isto é um perigo você talvez não escape. O monstro que guarda a fonte, que fica ali entre aquelas montanhas, é uma princesa encantada que tudo devora. Você procure uma ocasião em que ela esteja dormindo para poder chegar, e repare bem que quando a fera está com os olhos abertos é que ela está dormindo, e quando está com eles fechados é que está acordada. O príncipe tomou suas precauções e partiu. Chegando lá na fonte avistou a fera com os olhos abertos. Estava dormindo. O mocinho se aproximou e começou a encher sua garrafa, quando já ia retirando a fera acordou e lançou-se sobre ele dizendo:&lt;br /&gt;-Quem te mandou vir a meus reinos mortal seu atrevido?&lt;br /&gt;O moço ia-se defendendo com sua espada até que feriu a fera, e com o sangue ela se desencantou; e então disse:&lt;br /&gt;-Eu devo me casar com aquele que me desencantou; dou te um ano para vires me buscar para casar, senão eu te irei ver.&lt;br /&gt;A fera era uma princesa a coisa mais linda que dar-se podia. Em sinal para ser o príncipe conhecido quando viesse, a princesa lhe deu uma de suas camisas.&lt;br /&gt;O príncipe partiu de volta para a terra de seus pais, quando chegou ao reino onde estavam seus irmãos, os levou para bordo para voltarem para seus pais. Os outros príncipes seguiram com ele. O menino tinha guardado sua garrafa no seu baú e os irmãos queriam roubá-la para lhe fazer mal e se apresentarem ao pai como se tinha sido eles que tinham alcançado a água das fontes das três comadres. Para isso propuseram ao pequeno dar-se um banquete a bordo da esquadra a toda oficialidade, em comemoração a ter ele conseguido arranjar o remédio para o rei. O pequeno consentiu, e no banquete os seus irmãos, de propósito, propuseram muitas saúdes, com o fim de o embriagarem e poderem roubar-lhe a garrafa do baú. O pequeno de fato bebeu demais e ficou ébrio; os manos então tiraram a chave do baú, que ele trazia consigo, e abriram-no e tiraram a garrafa d’água, e botaram outra no lugar, cheia de água do mar.&lt;br /&gt;Quando a esquadra se apresentou na terra do rei, todos ficaram muitos satisfeitos, sendo o príncipe menino recebido com muitas festas, mas quando foi botar a água nos olhos do rei, este desesperou com o ardor, e então os seus outros dois filhos se apresentaram, dizendo que o pequeno era um impostor, e que tinham trazido a verdadeira água, deitaram ela nos olhos de pai, o qual sentiu logo o mundo se clarear e ficou vendo, como dantes.&lt;br /&gt;Houve grandes festas no palácio e o príncipe mais moço foi mandado matar. Mais os matadores tiveram pena de matar e o deixaram numas brenhas cortando-lhe apenas um dedo, que levaram ao rei. O menino foi dar á casa de um roceiro, que o tomou como seu escravo e muito o maltratava. Passado um ano chegou o tempo em que ele tinha de voltar para se ir casar, segundo tinha prometido á princesa da fonte das três comadres e, não aparecendo ela mandou aparelhar uma esquadra muito forte e partiu para o reino do moço príncipe. Chegando lá mandou á terra um parlamentar avisar ao rei para lhe mandar o príncipe, que há um ano tinha ido á seus reinos buscar um remédio, e que ele tinha prometido casamento, isto sobre pena de mandar fazer fogo sobre a cidade. O rei ficou muito agoniado e o mais velho de seus filhos se apresentou a bordo, dizendo que era ele. Chegando a bordo a princesa lhe disse:&lt;br /&gt;-Homem atrevido que é do sinal de nosso reconhecimento?&lt;br /&gt;Ele que nada tinha, nada respondeu e voltou para terra muito enfiado.Mova intimação para terra e então foi o segundo filho do rei , mais o mesmo lhe aconteceu. A princesa mandou acender os morrões e mandou nova intimação á terra. O rei ficou aflitíssimo, supondo que tudo se ia acabar, porque seu ultimo filho tinha sido morto por sua ordem. Aí os dois encarregados de o matar declararam que o tinham deixado com vida, cortando-lhe apenas um dedo. Então mais que depressa, se mandaram comissário por toda a parte procurando o príncipe, dando os sinais dele, e prometendo um premio a quem o trouxesse . o roceiro que o tinha em casa ficou mais morto do que vivo, quando soube que ele era filho do rei; botou o logo nas costas e o levou para o palácio chorando.&lt;br /&gt;O príncipe foi logo lavado e preparado com sua roupa, que a rainha tinha guardado, e que já lhe estava um pouco apertada e curta. O prazo que a princesa tinha concedido já estava a expirar, e já se iam acendendo os morrões para bombardear a cidade, quando o príncipe fez sinal de que já ia. Chegando á esquadra, foi logo reconhecido pela princesa, que lhe exigiu o sinal do reconhecimento e ele lho apresentou. Então seguiu com ela com quem se casou e foi governar um dos mais ricos reinos do mundo. Descoberta assim a pabulagem dos dois filhos mais velhos do rei, foram eles amarrados ás caudas de cavalos brabos e morreram despedaçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;a href="http://fantasia-da-vida.blogspot.com/"&gt;Voltar ao Topo&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-117038105334125950?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/117038105334125950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=117038105334125950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/117038105334125950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/117038105334125950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2007/02/fonte-das-tres-comadres.html' title='A Fonte das tres Comadres'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-116881694976400960</id><published>2007-01-14T15:18:00.000-08:00</published><updated>2007-01-14T15:22:29.776-08:00</updated><title type='text'>Deus é bem bom...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Bem esse é um conto de um livro muito antigo meu creio q é dos anos de 1925 por aí ou pra baixo, nao sei ao certo quem é o escritor desse conto, pode ser Charles Perrault, Irmãos Grimms ou até mesmo o famoso Andersen!!! Espero q cute o conto ^^&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Deus é bem bom...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um pescador, casado, pobre como Jó, mais que vivia com sua mulher, sempre alegre  e satisfeito, dizendo:&lt;br /&gt;-Deus é bem bom mulher!&lt;br /&gt;-bem bom marido! – respondia ela.&lt;br /&gt;Todas as vezes que ele ia vender peixe no palácio do rei, este, que não gostava de ouvir falar no nome de Deus, ficava aborrecido com aquela cantilena dos pobres pescadores. Um dia disse o rei consigo:&lt;br /&gt;-deixem estar, que faço vocês acabarem com esse Deus é bem bom...&lt;br /&gt;De uma feita quando o pescador foi vender o seu peixe, o rei pegou numa jóia muito rica e disse-lhe:&lt;br /&gt;-Toma esta jóia e me guarda ela até o dia em que eu te pedir.&lt;br /&gt;Assim que o pobre saiu o rei mandou um criado acompanhá-lo  de longe para ver onde ele guardava a jóia, roubando-a depois e atirando-a ao mar. Isso mesmo o criado fez. Quando o pescador chegou na choupana, foi dizendo á mulher:&lt;br /&gt;-Deus é bem bom mulher!&lt;br /&gt;-Bem bom marido!&lt;br /&gt; Em seguida, contou o que lhe havia acontecido em palácio rematando:&lt;br /&gt;-Onde é que a gente vai guardar essa jóia aqui? Pode chegar um ladrão e roubar ela. Depois nem nós vendidos temos dinheiro para comprar outra.&lt;br /&gt;Afinal, saíram pela praia e, chegando a um pé de coqueiro, cavaram um buraco bem fundo, no qual deitaram a jóia, metida dentro de um saquinho. Em seguida, taparam bem o buraco. Quando acabaram o trabalho, disse o homem:&lt;br /&gt;-Deus é bem bom mulher!&lt;br /&gt;-Bem bom marido!&lt;br /&gt;E, satisfeitíssimos, foram embora. O criado do rei que estava escondido, espiando onde eles iam esconder a jóia, quando o pescador e a mulher estavam bem longe, cavou de novo o buraco, tirou a jóia, sacudiu-a ao mar e correu para o palácio.&lt;br /&gt;Ora, meu senhor, lá continuaram os dois pobres muito contentes da vida, sempre com o “Deus é bem bom” na boca. Dias depois, o rei mandou-os chamar e ordenou-lhes que fossem buscar a jóia que lhes dera para guardar.&lt;br /&gt;-Deus é bem bom mulher!&lt;br /&gt;-Bem bom marido!&lt;br /&gt;Diziam eles, descendo as escadas do palácio. Encaminharam-se para o lugar onde haviam enterrado a jóia. Lá chegando cavaram, cavaram, sem nada encontrar. Puseram as mãos na cabeça exclamando:&lt;br /&gt;-Estamos perdidos! O rei nos manda passar o cutelo.&lt;br /&gt;Saíram por ali a fora chorando, contudo, deixarem de afirmar:&lt;br /&gt;-Deus é bem bom mulher!&lt;br /&gt;-Bem bom marido!&lt;br /&gt;Chegando em casa, não tiveram mais coragem para nada. Passado algum tempo, o homem disse:&lt;br /&gt;-Mulher, eu sei que nos espera a morte. Vamos nos despedir dos nossos peixes.&lt;br /&gt;Chegando no mar, deram um lanço e pegaram uma pescada grande e gorda que fazia gosto. Então voltaram para casa, dizendo um para o outro, na forma do costume, q Deus é bem bom. Em casa o pescador propôs:&lt;br /&gt;-Mulher vamos tratar essa pescada para nós comer. Quando acabar vamos nos apresentar ao rei. Ao menos havemos de morrer com barriga cheia.&lt;br /&gt;A mulher escamou o peixe, e, quando lhe passou a faca na barriga para abri-la, sentiu uma coisa ranger, perguntando de si para si o q seria aquilo. Abrindo a barriga da pescada, encontrou a jóia do rei dentro dela. Gritou a pobre, doida de alegria:&lt;br /&gt;-Deus é bem bom marido! Olha aqui a jóia do rei meu senhor! Deus é bem bom marido!...&lt;br /&gt;-Bem bom mulher!&lt;br /&gt;Cozinharam o peixe, comeram, descansaram bem, depois coseram a jóia num cinto bem cosida. O homem amarrou o cinto no corpo e lá se foram os dois para o palácio, dando pinotes de contentamento. Assim que o rei os foi avistando foi logo perguntando:&lt;br /&gt;-Cadê minha jóia?&lt;br /&gt;O homem desabotoou o cinto, descoseu-o, tirou a jóia, apresentou-a ao rei, que ficou friinho de espanto, vendo semelhante coisa. Então intimou-os, sob pena de morte, a contarem como tinham encontrado a jóia, referindo os dois que se havia passado.&lt;br /&gt;O rei, convencido de que Deus é mesmo bom, mandou-os embora, depois de lhes ter dado tanto dinheiro, que chegou para eles passarem descansados o resto da vida, sempre contentes e dizendo sempre:&lt;br /&gt;-Deus é bem mulher!&lt;br /&gt;-Bem bom marido!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-116881694976400960?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/116881694976400960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=116881694976400960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/116881694976400960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/116881694976400960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2007/01/deus-bem-bom.html' title='Deus é bem bom...'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-116769030577020473</id><published>2007-01-01T14:21:00.000-08:00</published><updated>2007-01-01T14:26:31.383-08:00</updated><title type='text'>Danera o mundo medieval =&gt; Cap. 4</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Bem demorou mais tá aí =^.^=&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Capitulo 4-Fomos Traídos!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;-Majestade, majestade...-chamou Cuca loco correndo em encontro do rei de Venore&lt;br /&gt;-Você aqui outra vez Cuca? O que você quer comigo agora?&lt;br /&gt;-Desculpe majestade, é que estive pensando....&lt;br /&gt;-Pensando em que? Diga logo!!!&lt;br /&gt;-Eu quero pegar o mapa para vossamecê, caso eu consiga você me colocará em seu exercito?&lt;br /&gt;-Mhuahuahuhauhau-riu o rei achando aquilo uma grande piada- Guardas tira esse louco daqui e jamais deixe ele me procurar.&lt;br /&gt;-Mas é verdade eu vou te provar!!! Me solte seus guardas... Ai vc esta me machucando-falava Cuca até sair do castelo.&lt;br /&gt;Após os guardas jogarem Cuca para fora do palácio real e falar para que ele nunca mais bote os pés ali, Cuca resolveu pegar o mapa por conta própria. Ele tinha uma cara de louco que fazia em que as pessoas não achasse que ele era útil por alguma coisa, na verdade Cuca era um mago muito poderoso tinha o poder de sentir onde as coisas estavam. Seu sonho é ser o líder dos guardas no exercito de venore e por isso ele quer pegar o mapa para provar o quanto bom ele é. Então Cuca se dirige para a caverna dos elementais, querendo o mapa de tudo quanto é jeito!!!&lt;br /&gt;Não muito distante da caverna dos elementais estavam os sete. Lua, Seal e Potro fazendo runas para a batalha e o resto treinando sua arma.&lt;br /&gt;-Pessoal, creio que já está bom – falou Lua colocando as runas e peixes em sua mochila e pegando a rod&lt;br /&gt;-Só espera eu acaba mais duas- pediu Potro&lt;br /&gt;-Não vejo a hora da aventura- falou Seal&lt;br /&gt;Enquanto isso perto do riacho chegam os guardas de Carlin, Stomão avista os 3 pescando no riacho e pretende atacar de surpresa sem nenhum barulho.&lt;br /&gt;Ele chega de repente e agarra o vini pelo pescoço apontando lhe a espada.&lt;br /&gt;-Mhuhauhauhuahua –peguei vocês me entregue já o mapa&lt;br /&gt;Lua e Potro não tinha palavras naquele momento ficaram muito surpresos e com medo, Seal veio correndo quanto Bill o segurou e sussurou em seu ouvido:&lt;br /&gt;-Olha aqui, você vai fingir que está pegando o mapa na mochila da Lua, que eu vou atacar por trás dele ta legal?&lt;br /&gt;-Ok sem problema&lt;br /&gt;-Tudo bem, tudo bem, vocês ganharam vou te dar o mapa ok –disse Seal&lt;br /&gt;-Seal? O que você esta fazendo?-falou Lua bem preocupada com a atitude dele&lt;br /&gt;-Ué vou dar o mapa pra ele não pod? –disse Seal dando uma piscadela para Lua que entendeu o plano&lt;br /&gt;-Ah sim, mais ele esta em minha mochila- ajudou Lua&lt;br /&gt;-Chega de confusão vocês, me passem já o mapa se não seu amiguinho aqui fica em pedacinho.-falou Stomão&lt;br /&gt;No momento Bill dá um ataque nas costas de Stomão fazendo ele largar o Vini e duelar com ele.&lt;br /&gt;-Essa luta é minha- disse Bill para que ninguém ajudasse&lt;br /&gt;Bill conseguiu derrotar Stomão, mais foi machucado... Antes que Stomão desmaiasse ele tocou o apito fazendo em que todos os guardas de Carlin aparecesse.&lt;br /&gt;-Vixi estamos fritos correm- disse Bill&lt;br /&gt;-Peguem eles e capturem o mapa- gritou Stomão de tanta raiva – Ei não me deixe aqui seus inúteis!!!&lt;br /&gt;Tiros, gritos e mais tiros soavam por lá, isso fez que os guardas de Thais também aparecesse e o de venore também...&lt;br /&gt;Os sete se tocaram dentro de um buraco de uma imensa caverna. Enquanto os guardas de Carlin procuravam eles, os de Thais e Venore chegaram e fizeram maior confusão, foi ate que eles viram que estavam só perdento tempo!!!&lt;br /&gt;-Viu só o que vocês fizeram, agora eles fugiram- falou um dos guardas&lt;br /&gt;-Culpa de vocês- disse outro&lt;br /&gt;E a briga começou novamente... Nesse instante Cuca Loco vê a confusão dos guardas, balança a cabeça como se diz “burros” e entra dentro da caverna dos elementais.&lt;br /&gt;-HaHaHa... Estou chegando espere por mim- disse Cuca&lt;br /&gt;Não muito longe deles estavam os sete, procurando a saída da caverna para o outro lado, quando eles deram de cara com 9 fire elemental:&lt;br /&gt;-Socorro aqui tem nove fire elemental, o q a gente vamos fazer?-perguntou Potro&lt;br /&gt;-Bem faremos summons- Sugeriu Lua&lt;br /&gt;-Ok vamos fazer summons- concordou Seal&lt;br /&gt;Lua, Seal e Potro fizeram summons e conseguiram matar os nove fire elemental.&lt;br /&gt;-Viva matamos- disse Vini&lt;br /&gt;-Agora vamos sair daqui- disse Bill&lt;br /&gt;Nesse momento o Cuca estava os observando do alto e conseguiu chamar o Alca que o reconheceu, Cuca fez um gesto pedindo silencio e que ele fosse lá:&lt;br /&gt;-Pessoal eu presiso fazer xixi vou subir até no alto ok já já eu volto- disse Alca&lt;br /&gt;-Para que ir lá em cima vira para uma parede e faça- disse Seal&lt;br /&gt;-É que eu sou muito tímido não gosto de fazer xixi perto de pessoas sabe- já já eu volto&lt;br /&gt;-Aff então vá logo e não demore- falou Lua&lt;br /&gt;No momento em que Alca chega perto de Cuca ele diz:&lt;br /&gt;-O que vossamecê está fazendo aki Cuca?&lt;br /&gt;-Xiu!!! Eles vão ouvir, ouça bem, eu quero aquele mapa, se tu me ajudar eu....&lt;br /&gt;-Ual isso é fascinante, ok, eu te ajudo conta comigo quando der pra pegar eu pego!!!-disse Alca.&lt;br /&gt;-Sabia que podia contar com meu velho amigo huahuahua- falou Cuca – Agora vai lá vai e se comporta se eles perceberem é culpa sua e vc ta ferrado!!!&lt;br /&gt;-Pode contar comigo mano!!!&lt;br /&gt;Aí depois de 10 minutos, todos preocupados com o Alca ele novamente aparece:&lt;br /&gt;-Desculpe pessoal a demora, é q tive q fugir de um Fire Elemental –mentiu ele&lt;br /&gt;-Tá chega de conversa vamos sair logo dessa caverna- falou Seal&lt;br /&gt;Em venore a noticia foi chegada nos ouvidos do rei que Cuca havia sumido, o rei já sabia onde estava aquele muleque, que falou consigo “aquele inútil nunca desiste mesmo!!!”&lt;br /&gt;A caminhada depois da montanha dos elementais foi longa e cansativa. O dia mais uma vez anoiteceu eles fizeram um acampamento, comeram um veado que o Seal e Potro pegaram e peixes, depois de barriga cheia todos dormiram, apenas Alca ficou acordado!!!&lt;br /&gt;Alca vagarosamente abriu a mochila da Lua para pegar-lhe o mapa, mais nesse exato momento Bill Vini acorda para se mexer e olha em devida direção, ele esfrega o olho pensando q esta vendo coisas de mais, depois de ver Alca pegando o mapa ele cutuca o Bill do seu lado que resmunga:&lt;br /&gt;-Que foi?deixa eu em paz vai!!!- Disse Bill&lt;br /&gt;Mais no momento Alca escutou, ficou ainda mais com medo da situação derrubou a mochila de Lua e saiu correndo, isso fez q todos acordassem e que a maioria corresse atrás de Alca!!!&lt;br /&gt;Cuca aproveitou da situação pegou o mapa das mãos de Alca e se encondeu em uma caverna muito escura, deixando Alca para trás caído no chão!!!&lt;br /&gt;Bill, Seal, Potro e Vini cercaram Alca.&lt;br /&gt;-O que você está fazendo seu maluco? – perguntou Vini com uma cara de revolta&lt;br /&gt;-Eu...eu estava sonhando!!! Isso msm estava sonhando, não sabia que eu sou sonâmbulo?-disse Alca tentando engana-los&lt;br /&gt;No momento chega Lua:&lt;br /&gt;-Não!!! Que azar o mapa sumiu!!!- fala Lua&lt;br /&gt;-O q? o mapa sumiu? Serio?- falam todos&lt;br /&gt;-Isso mesmo estava em minha mochila&lt;br /&gt;-Eu sem quem foi o culpado por isso, ele pegou o mapa eu vi- disse Vini apontando para Alca&lt;br /&gt;-Eu?Tá brincando eu fiz isso?- disse Alca sem saída&lt;br /&gt;Depois de uma grande discussão, Bill fez Alca confessar que deu o mapa para Cuca.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Todos ficaram triste, mais amarraram Alca que tentou fugir depois disso, agora eles terão que encontrar Cuca e capiturar o mapa de volta!!!&lt;br /&gt;Bem aqui termina o 4º Capitulo dessa historia!!! Como será que eles vão pegar novamente o mapa? É so esperar para saber!!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-116769030577020473?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/116769030577020473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=116769030577020473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/116769030577020473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/116769030577020473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2007/01/danera-o-mundo-medieval-cap-4.html' title='Danera o mundo medieval =&gt; Cap. 4'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-116506397619251919</id><published>2006-12-02T04:49:00.000-08:00</published><updated>2006-12-02T04:52:56.200-08:00</updated><title type='text'>A voz sofrida do mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1353/4246/1600/553433/mundo1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1353/4246/320/141781/mundo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O mundo pergunta: “Por que tanta poluição?” “Por que tanta guerra?”&lt;br /&gt;Você saberia responder a essas perguntas? Parece que o homem virou inimigo da natureza! O mundo diz: “Quero paz”, mais é uma paz sem guerra, sem poluição é uma paz para preservar a natureza, para jogar o lixo em seu devido lugar, para combater a dengue, para respeitar os outros...&lt;br /&gt;O mundo diz: “Acorda”. Esse “acorda” quer dizer que há pessoas neste mundo que ainda não acordaram, pessoas que não importam com a sociedade, entregam a mente para PC, TV, etc... e deixa de fazer a atividade mais importante “trabalhar”. O que seria do mundo se ninguém trabalhasse? Bem eu acho que não haveria mais o planeta “terra”. E o que seria de nós sem a natureza? É através da fauna e da flora que temos saúde, que nós vivemos, e através da natureza é que o homem descobriu a ciência. Sem ela, como nós poderíamos nos vacinar contra certas doenças?&lt;br /&gt;Agora, é a vez da gente! Vamos diminuir o sofrimento do mundo, vamos fazer o mundo sorrir, vamos preservar, vamos vacinar, vamos respeitar, vamos evitar a violência, vamos combater a dengue... Vamos viver!!!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luana Beatriz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-116506397619251919?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/116506397619251919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=116506397619251919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/116506397619251919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/116506397619251919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2006/12/voz-sofrida-do-mundo.html' title='A voz sofrida do mundo'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-116500605558802186</id><published>2006-12-01T12:45:00.000-08:00</published><updated>2006-12-01T12:47:35.603-08:00</updated><title type='text'>Danera o mundo medieval =&gt; Cap. 3</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;O que será que acontecerá agora? vamos ver:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capitulo 3- A aventura começa&lt;br /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Seal, Kraplus, Lua e Bill estavam bem distantes de Carlin ainda felizes com sua fuga. Os guardas de Thaís vinham por um lado em buscas deles e o de Carlin por outro...&lt;br /&gt;Uns dos quardas os avistaram de costas e começaram a disparar seus cavalos, os quatros levaram um grande susto e começaram a correr sem rumo foi aí q Bill gritou:&lt;br /&gt;-Me sigam, eu sei me lidar com esse tipo de encrenca correm!!!&lt;br /&gt;Bill era realmente esperto escondeu os três em umas das pedras de uma montanha e saiu correndo disparando os guardas atrás deles e acabaram derrotando todos eles!!!&lt;br /&gt;-Prontinho trabalho perfeito. Vamos!!!-falou Bill&lt;br /&gt;Os três ficaram impressionados agradeceu a ele mais uma vez. Anoiteceu e eles avistaram uma luz ao longe, Bill e Seal eram muitos curiosos adoravam conhecer lugares novos e encontrar mais aventuras por aí, por isto eles resolveram ver o que era aquela luz!!!&lt;br /&gt;-Ah pessoal quer saber não acho isso certo, se forem os guardas de Thaís ou de Carlin estamos torrados!!!- disse Lua Atrikan&lt;br /&gt;-Ah Lu pra de ser chata!!!-falou Seal&lt;br /&gt;-Ixi  lá vem a briga- comentou Kraplus&lt;br /&gt;Depois de uma simples discussão entre Lua e Seal, Seal e Bill foram espiar, Lua e Kraplus ficaram conversando perto de uma lagoa, pois Lua estava pescando uns peixes para fazer na janta. Enquanto isso os guardas de devidas cidades se acamparam também, os de Carlin estavam jurando que no dia seguinte eles iriam matar o Bill por ter feito tanta humilhação neles e capturar a Lua Atrikan!!! E os de Thaís estavam tendo certeza que ao amanhecer eles conseguiriam a Lua!!!&lt;br /&gt;Bill e Seal apareceram com três pessoas estranhas:&lt;br /&gt;-Olhem só acabei de encontrar meus amigos que fugiram da cidade de Carlin os guardas estão também atrás deles- disse Bill&lt;br /&gt;-São muito gente boa- completou Seal ainda oferecendo  peixe aos novos amigos&lt;br /&gt;-Posso saber seus nomes -disse Lua que pelo jeito eles nem falaram os nomes deles&lt;br /&gt;-Claro, desculpa -disse Bill – Esse daqui é o mais violento chama-se Vini, o do lado é muito amigo se chama Potroculos e esse daqui é o mais engraçado chama-se Alca Eleno!!!&lt;br /&gt;-Um que nomes legais, prazer em conhecê-lo!!!Obrigada Bill –disse Lua&lt;br /&gt;Os quatro que agora viraram sete começaram a conversar durante a noite, Lua tem tocado no assunto sobre á terra dos elfos e os três novos amigos parecem que sabem de algo:&lt;br /&gt;-Ouvi falar desse terra, na verdade estive escondido nela há muito tempo, descobri que lá tem uma rainha dona da terra só que ela está presa, e se caso ela for libertada a terra poderá ser controlada por ela!!!-disse Potroculos&lt;br /&gt;-É isso!!! É nossa única chance!!! Se for mesmo verdade isso...&lt;br /&gt;-Aff é verdade sim eu vi-disse Potroculos&lt;br /&gt;-Tá ótimo então não temos tempo a perder, para acabar com isso as guerras com essa terra não iremos voltar para Thais...-falou Lua&lt;br /&gt;-Como assim? Ficou louca?-interrompeu Seal&lt;br /&gt;-Não seu bobo-falou Lua- Olha pensa todos vocês a terra dos elfos pertencia á Carlin certo?&lt;br /&gt;Após todos confirmarem ela continuou:&lt;br /&gt;-Então depois de uma certa briga e guerras contra a terra Thaís acabaram ganhando não é... Por isso que a gente deve ir lá na terra se conseguirmos libertar a rainha a terra fica livre e a guerra acabará, Potroculos sabe o caminho, ele já esteve lá não é Potro?&lt;br /&gt;-Sim, mais tem um porém: a terra dos elfos vive mudando de lugar, por isso é considerado uma terra sagrada e também uma lenda, não sabiam disso?&lt;br /&gt;-Mais então como meu pai viro dono da terra?-falou Lua que nunca teve o maior interesse de saber!!!&lt;br /&gt;-Ué, coisa fácil existe um mapa que mostra onde realmente a terra está, o mapa mágico da terra sagrada dos elfos de Danera- disse Vini&lt;br /&gt;-Meus Deus então temos que ir para Thaís sem sermos vistos, roubar o mapa de meu pai e ir a busca á liberdade da terra dos elfos só assim é que ninguém mais vai batalhar contra a terra!!!-falou Lua&lt;br /&gt;-Oba teremos aventura- falou Alca que só queria conhecer lugares novos e nada mais!!!&lt;br /&gt;Bem todos concordaram, Lua estava preocupada, pois se alguém a visse no castelo o plano iria falhar, Seal, Bill, Kraplus e Potroculos estavam concordando absolutamente com Lua, mais estavam com um pouco de medo... O único que não estava com medo era Alca, alem dele ser muito engraçado ele amava conhecer lugares e viver no mundo da imaginação!!!&lt;br /&gt;Eles fizeram o plano para entrar no castelo do rei de Thaís, Lua explicou que o mapa ficava numa gaveta com chave do lado da cama de seu pai... Então, eles deram a idéia de rolarem todos na lama e aparecer lá na porta do castelo jogando fogos e espantando o guarda atrás deles e também fazendo em que o rei fique fora de seu quarto.&lt;br /&gt;Como planejaram assim foi feito eles conseguiram o que queria, Seal entrou em sua casa á noite pegou umas coisas  e Krplus também e seguiram por a noite á fora!!!&lt;br /&gt;O dia se amanheceu acordaram todos os sete, estavam dormindo entre as pedras de uma imensa caverna abandonada, Alca que foi o primeiro a acordar deu de cara com o mapa, de tão curioso ele tirou a cordinha e o abriu, ao abri-lo fez se um barulho que ninguém suportava e clareou uma luz que quase não dava pra ver nada lá dentro.&lt;br /&gt;-Não mexa mais nisso-disse Bill&lt;br /&gt;-Desculpe apenas tive curiosidade- confessou Alca&lt;br /&gt;-Se alguém escutar esse barulho nos encontra fácil, fácil- acrescentou Potro&lt;br /&gt;-Entao como abriremos o mapa, sem fazer barulho?-perguntou Lua&lt;br /&gt;-Esse mapa como eu disse é mágico, pertence á rainha dos elfos, existiu um mago á muitos tempos atrás que jogou um feitiço nesse mapa, um som que os elfos não são capazes de escutar pois ele queria sempre seguir a ilha e descobrir onde esta localizada a fortaleza dos elfos... então pelo barulho do mapa ele poderia seguir a terra sagrada, mais dizem que ele foi tentar fazer algo que acabou morrendo misteriosamente e ninguém ouviu mais falar dele... Então o único jeito é ver o mapa na água assim não irá fazer o misterioso barulho e nem mostrar o reflexo bem forte da terra dos elfos!!!- disse Potro&lt;br /&gt;-Então é por isso q tanto eles querem a posse da terra, quer dizer do mapa pra eles saber onde que fica a fortaleza dos elfos?-perguntou Kraplus&lt;br /&gt;-Isso mesmo!!!-concordou Potro&lt;br /&gt;-Alguém aqui sabe o que a fortaleza dos elfos é?-perguntou Lua&lt;br /&gt;-Ah! Pelo que tenho ouvido fala que lá tem coisas de muito valores, mais a única chave para poder entrar lá é a rainha dos elfos só ela que pode mostrar a fortaleza. Conta-se a lenda que quando a rainha saiu da fortaleza os bando de BLACK KINIGTH que ficaram por lá perto tentaram entrar na fortaleza e a rainha tirou eles de lá...e para isso não acontecer novamente ela resolveu ficar andando por aí na terra sagrada vigiando sua fortaleza, e com o passar dos anos ela foi presa e o mapa tomado das mãos dela e agora, a terra fica vagando por aí. As pessoas acreditam que a própria terra achará o seu devido lugar... um bando de Burros!!!-disse Vini&lt;br /&gt;Enquanto eles falavam nesse assunto os guardas de Thaís chega no palácio real de Thaís:&lt;br /&gt;-Sinto muito majestade, sua filha não esta no castelo de Carlin ela já foi salva por aqueles moleques que também salvaram Thaís- disse Stomão com a cabeça baixa, com muita vergonha&lt;br /&gt;-Não acredito nisso que vossamecê me falou agora. Quanta vergonha para você em Stomão, sinto muito mais você está despedido!!!-disse o rei&lt;br /&gt;-Desculpe majestade... me dê apenas uma chance apenas uma!!!&lt;br /&gt;O rei que estava andando no seu quarto para lá e para cá, muito decepcionado foi abrir a gaveta para ver algo de valor (o mapa), mais quando abriu a gaveta, sua boca abriu, ele ficou pasmo e com os olhos arregalados.&lt;br /&gt;-O que foi sua majestade?-perguntou Stomão ao ver o rei naquele estado&lt;br /&gt;-O...o...o; su...su...su;-o rei tentou falar, mais não conseguiu&lt;br /&gt;Stomão pediu água para o rei, após ele ficar mais calmo, o rei falou:&lt;br /&gt;-O mapa sumiu, roubaram meu mapa!!!&lt;br /&gt;-Mas como isso foi acontecer majestade?-perguntou Stomão&lt;br /&gt;O rei ficou pensando como isso pode acontecer, foi quando ele se lembrou da noite anterior o acontecido... Furioso o rei esqueceu que estava demitindo o Stomão e pela sorte dele, o rei mandara ele e todos os guardas capturar o mapa!!!&lt;br /&gt;Não demorou muitas horas, o rei de Carlin também sabia que o mapa fora roubado, e também mandara os guardas de Carlin atrás deles para pegar o mapa.&lt;br /&gt;E dessa vez o rei de Venore (cidade ao sudeste de Thaís), também soube da noticia, e manda seus guardas também atrás do mapa!!!&lt;br /&gt;Enquanto isso, em um riacho estavam os sete vendo o mapa, na água:&lt;br /&gt;-Ual é impressionante-disse todos ao msm tempo&lt;br /&gt;-Olhem a terra esta localizada a lest daqui- disse Kraplus&lt;br /&gt;-Não acredito pessoal temos que atravessar a caverna dos elementais-disse Seal&lt;br /&gt;-Estamos torrados-falou Vini&lt;br /&gt;-Que nada a gente somos sete, e não um nós consegue- disse Bill&lt;br /&gt;-É isso aí vamos matar todos e não deixar nenhum- disse Alca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;E lá foram os sete rumo á caverna dos elementais, não contando com o perigo que lá espera e também com os guardas de devidas cidades atrás deles!!!O que acontecerá agora? Só esperar o próximo capitulo para saber!!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-116500605558802186?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/116500605558802186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=116500605558802186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/116500605558802186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/116500605558802186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2006/12/danera-o-mundo-medieval-cap-3.html' title='Danera o mundo medieval =&gt; Cap. 3'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-116459091712683907</id><published>2006-11-26T17:25:00.000-08:00</published><updated>2006-11-26T17:30:48.116-08:00</updated><title type='text'>Danera o mundo medieval =&gt; Cap. 2</title><content type='html'>&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Gostou do capítulo 1??? Agora vamos ver o capítulo 2 ^^ nao esqueça de comentar!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capitulo 2- Coisas boas acontecem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Kaioh chegou no palácio real de Carlin.&lt;br /&gt;-Sinto muito sua magestade, mais o exercito de Carlin foi derrotado- disse Kaioh&lt;br /&gt;-Seu líder inútil, vossamecê nem soube controlar o exercito, estou bem decepicionado, você esta demitido- disse o rei de Carlin.&lt;br /&gt;-Acho q não estou demitido coisa nenhuma sua majestade!&lt;br /&gt;-Como ouça me enfrentar!&lt;br /&gt;-Eu rapitei a princesa filha do rei de Thais, vocês poderão negociar... Então o q acha?&lt;br /&gt;-Pelo menos você presta pra alguma coisa Kaioh! Onde está a princesa?Deixe me vê-la.&lt;br /&gt;-Guardas, guardas, traga a princesa aqui -disse Kaioh&lt;br /&gt;-Soltem-me, soltem-me!- gritava Lua Atrikan&lt;br /&gt;-Oh! Então vossamecê é a filha do rei de Thais! HaHaHa bom trabalho Kaioh! Tranque ela no calabouço – disse o rei&lt;br /&gt;Enquanto isso em Thais, Seal disse à Kraplus que tinha de ir escondido para salvar Lua Atrikan e q era para Kraplus dar um jeito em sua ausência, mas Kraplus disse:&lt;br /&gt;-Não...eu não vou deixar vossamecê ir sozinho! Eu irei junto, bora salvar Lua Atrikan...&lt;br /&gt;Seal ficou contente pois ia ter companhia por o mundo á fora que por ele espera...os dois saíram em pleno nascer do sol. Suas mães ficaram muitos preocupadas com o desaparecimento do seu filho.&lt;br /&gt;No castelo do rei os guardas também partiram ao amanhecer, mais antes recebeu a noticia q os dois heróis haviam sumidos e caso os guardas encontrasse com eles eram para mandar para a cidade imediatamente.&lt;br /&gt;A trilha até o castelo de carlin tava muito cansativo, Seal e Kraplus acamparam perto de uma caverna abandonada e começaram a cochilar... quando ouve-se os rangidos de cavalos ao longe, Kraplus acorda e avista os guardas pela frente, acorda Seal e mesmo não sabendo q os guardas também estão atrás deles esconde atrás de uma das pedras da caverna.Os guardas q também estavam cansados resolveram ficar lá onde os dois jovem acamparam, então os dois tiveram q ficar atrás da pedra e teve a grande oportunidade de escutar uma grande conversa:&lt;br /&gt;-Esse negocio de capturar a filha do rei está muito engraçado -disse uns dos guardas&lt;br /&gt;-Justo agora q sumiu os dois jovenzinho q deram os nomes de heróis, temos q pegar eles também- disse mais um guarda&lt;br /&gt;-Ah! Quando eu tiver com aquela princesinha ingrata em minhas mãos, vou brincar um pouco com ela- disse Stomão q era o líder&lt;br /&gt;-cuidado rapaz, se ela contar para o rei vossamecê esta torrado- avisou um&lt;br /&gt;- Q torrado coisa nenhuma, aquele rei de Thais não presta pra nada, alem do mais a Lua Atrikan foi seqüestrada, posso dizer q ela ficou louca e q ta culpando quem a salvou, além do mais ela me odeia Muahuahuaha -respondeu ele&lt;br /&gt;-Bem, não acho isso certo, devemos cumprir direito o nosso dever- disse o outro&lt;br /&gt;-Ah! Cala a boca você aí e vocês todos não falam mais nada se não eu boto todos vocês para o olho da rua- disse Stomão novamente&lt;br /&gt;Nesse momento Seal e Kraplus não tinha nada a perder, não podia deixar até q os guardas pegasse a Lua Atrikan,e nem que visse eles...Então eles tiveram q viajar de dia e de noite...&lt;br /&gt;Três dias se passaram, eles estavam quase chegando em Carlin, estavam fracos, pernas doendo de tanto caminhar. Resolveram descansar quando chegasse bem perto de Carlin.&lt;br /&gt;Isso não demorou muito quando o dia se amanheceu os dois estavam lá mortos na frente de Carlin, fizeram uma cabaninha bem escondida e descansaram e comeram prometendo ir na escura noite ao castelo tentar saber como vai ser o plano deles.&lt;br /&gt;No castelo de Carlin Lua Atrikan era muito teimosa não fazia o q eles pediam:&lt;br /&gt;-Cala essa boca menina vossamecê fala que nem uma maritaca, pare de gritar ninguém não vai te escutar daqui- disse Kaoih&lt;br /&gt;-Entao me faça calar seu líder inútil, pensa q ninguém não irá me salvar é?- disse ela&lt;br /&gt;-Quem poderar salvar uma criancinha teimosa como você?Sabe eu tenho uma solução para sua faladeira e gritaria. Guardas segurem ela- disse Kaioh&lt;br /&gt;-Me solta, me solta, o q você irá fazer em mim seu monstro!-disse ela com muito pavor&lt;br /&gt;- HaHaHa!!! Agora você está com medo de mim é?&lt;br /&gt;-Eu? Com medo de você? Nuncaaaaaaaaa!!!&lt;br /&gt;Então Kaioh amarrou as mãos de Lua Atrikan e vendou sua boca, fazendo com que ela fique com dificuldade de abrir e disse:&lt;br /&gt;-Agora tu fique quietinha aí!!! HaHaHa!!!&lt;br /&gt;Pelos gritos anteriores de Lua Atrikan, Seal e Kraplus descobriram em q parte do castelo Lua estava... Assim eles bolaram um plano, Seal com a ajuda de Kraplus conseguiu chegar bem na janela onde ele encontrou Lua Atrikan deitada no chão, ele usou uma runa que abriu facilmente a janela e pulou lá dentro de um forma que não soava barulho algum...&lt;br /&gt;Tapou a boca de Lua Atrikan para que ela não gritasse quando ele a chamara, ela ficou muito feliz ao vê-lo ali, mais quando os dois estavam na janela pondo-se a descer e fugir, o terrível Kaioh havia visto os dois imediatamente tocou o alarme e ao redor do castelo encheram de guardas pegaram o Kraplus, Seal e Lua ficaram sem saída, o plano tinha terrivelmente falhado!!!&lt;br /&gt;Preso em umas das celas estavam os três, Seal resmungava sem parar com o péssimo plano mau pensado, Kraplus tentava pensando em como se livrar de lá e Lua tentava como sempre acalmar a situação. Na cela do lado existia um rapaz que se envolveu na conversa, chamava-se Bill Illidan que ele veio falando:&lt;br /&gt;-Vocês tão querendo sair daqui é?-falou ele&lt;br /&gt;-Sim quem é você e o que faz aqui?&lt;br /&gt;-Desculpe me chamo Bill Illidan, sou um ladrão pobre daqui de Carlin, apenas ajudo o povoado da vila nada mais!!! Já fugi daqui umas cem vezes, mais dessa vez eles descobriram onde eu colocava a runa que me tirava daqui, agora não sei como faço pra sair...&lt;br /&gt;-Ótimo temos a solução- Kraplus tirou do bolso de sua camisa três runas que faziam ele sair dali- Se eu te der isto você tira a gente daqui o mais rápido possível?-Disse Kraplus&lt;br /&gt;-Claro que sim pode confiar em mim alem de ajudar eu te agradeço pois isto também ajuda a mim!!!&lt;br /&gt;Eles ficaram conversando, planejaram fazer isso á noite, alem disso eles descobriram que o novo amigo “Bill Illidan” era um guerreiro muito bom e esperto!!!&lt;br /&gt;Os guardas de Thais estavam quase chegando em Carlin resolveram descansar e começar a guerra em plena luz do dia!!!&lt;br /&gt;O dia se anoiteceu, e os três estavam lá colocando o plano em pratica, Bill foi muito esperto para sair de lá, pois em minutos eles estavam fora do castelo pondo-se a fugir.&lt;br /&gt;-Ual não sei como agradecer-falou Lua para Bill&lt;br /&gt;-Que nada quem agradece sou eu, não saberia como sair de lá sem essas runas!!!-falou Bill&lt;br /&gt;-E você pra onde vai agora?-perguntou Seal&lt;br /&gt;-Ah eu não sei, tenho q arrumar um novo esconderijo agora e vocês onde vão?-falou Bill&lt;br /&gt;-Iremos voltar para Thaís, não quer ir conosco pra lá?-disse Seal&lt;br /&gt;-Hummm Thais? Acho que nessa cidade eu posso tentar, quem sabe tenho mais chance de lucrar do que aqui- disse Bill&lt;br /&gt;-Legal então não vamos mais perder tempo rumo á Thaís-disse Kraplus&lt;br /&gt;Aí se foram os quatro rumo á Thais...&lt;br /&gt;O sol se levantou os guardas que estavam se descançando acordaram e foram no castelo de Carlin, gritando por guerra e pra devolver a Lua Atrikan, caso não devolva, eles irão lutar!!!&lt;br /&gt;O rei de Carlin apareceu em cima da torre, vendo os guardas de Thaís cercado por devidos guardas do castelo ameaçando guerra, e gritou:&lt;br /&gt;-Querem a princesinha é? Diga ao rei de Thaís que não entregarei ela enquanto não me entregar a terra dos elfos.&lt;br /&gt;-Mostre então a Lua Atrikan.- falou Stomão para certificar-se que ela estava bem&lt;br /&gt;-Guardas vá buscar a princesinha e traga-a aqui- disse o rei&lt;br /&gt;Em poucos minutos aparece o guarda com uma cara branca parecendo que viu um fantasma:&lt;br /&gt;-Vo...vo...vossa ma...ma...majestade- falou com muito medo q até gaguejou&lt;br /&gt;-Fale logo o que aconteceu? Onde esta á princesa? Responde –disse o rei já vermelho de raiva&lt;br /&gt;-E...e...ela não está lá sua majestade- afirmou ele&lt;br /&gt;O rei muito enraivecido empurrou o guarda e foi na cela ver o acontecido com seus próprios olhos, quando ele chegou no local ao invés de ficar mais vermelho ele ficou roxo de tanta raiva, pois além do seu plano de troca da Lua com a terra dos elfos ter falhado o maior ladrao da cidade também havia sido escapado.&lt;br /&gt;-Está vendo sua majestade não é mentira eles fugiram-falou um dos guardas&lt;br /&gt;-E o que vc ta fazendo aí parado?-disse o rei&lt;br /&gt;-Eu...Eu... –começou a gaguejar o guarda&lt;br /&gt;-SEU INCOMPETENTE VÁ ATRÁS DE PISTAS, QUERO ELA CAPTURADA- disse o rei&lt;br /&gt;Pelo grito do rei o guarda nem disse que sim, nem nada ele saiu correndo feito um louco morrendo de medo, disparando os alarmes, montando nos cavalos e rumando para encontrá-los.&lt;br /&gt;Enquanto isso os guardas de Thais não estavam nada bem, ainda mais Stomão que não saberia falar pro rei que não foi ele que havia salvado Lua Atrikan, ficaram todos enraivecidos e resolveram também achar eles, pegar Lua Atrikan e entregar ao rei para levar a vitória.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;O que irá acontecer agora os 4 estão em total perigo... Carlin e Thaís querem a Lua Atrikan... Quanta confusão hein!!! O que há de vir agora??? Quem pegará a Lua Atrikan?Os guardas de Thaís ou de Carlin? Ou eles conseguirão chegar em Thaís??? E a terra dos elfos o q acontecerá???Aguarde o próximo capitulo!!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-116459091712683907?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/116459091712683907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=116459091712683907' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/116459091712683907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/116459091712683907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2006/11/danera-o-mundo-medieval-cap-2.html' title='Danera o mundo medieval =&gt; Cap. 2'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-116455742242857528</id><published>2006-11-26T08:06:00.000-08:00</published><updated>2006-11-26T08:15:24.743-08:00</updated><title type='text'>Danera o mundo medieval =&gt; Cap. 1</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Por lembrança á velhos tempos, em um jogo TIBIA, resolvi fazer essa historia para recordar e também lembrar de velhos amigos e aventuras!!! Caso um de vocês estiverem lendo isso, obrigado por tudo vocês te amo d++++++ ^^&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capitulo 1: A vitória de Thais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em muitos e muitos anos atrás existiu umas terras, nessas terras haviam criaturas que tentavam acabar com a raça humana então os humanos tinham de lutar para poder sobreviver. Cerca de 95% da população andavam com armaduras, elmos, espadas, machados, clavas e arcos; os outros 5% eram feiticeiros, usavam a magia para se defender de grandes criaturas...&lt;br /&gt;Essa historia começa quando o rei de Thaís(cidade à sudoeste) recebeu uma carta de ameaça do rei de Carlin(cidade à nordeste) na carta dizia a seguinte mensagem:&lt;br /&gt;“Vossa majestade, se vossamece não me devolver a terra sagrada dos elfos serei obrigado a enviar-lhe meu exercito”.&lt;br /&gt;A terra sagrada dos elfos era uma terra de muito valor, pois tinha a capacidade e o milagre de curar as pessoas doentes e realizar uns desejos, antes essa terra pertencia ao rei de Carlin depois de um bom acordo passou a pertencer ao rei de Thaís, agora por falta da terra o rei de Carlin a quer de volta.&lt;br /&gt;-- Guardas, guardas – gritou o rei de Thaís após ler a carta – Avisem toda a cidade que Thaís corre perigo, Carlin quer guerra!&lt;br /&gt;- Sim sua majestade avisarei – respondeu um dos guardas.&lt;br /&gt;O exercito de Carlin estava escondido na montanha dos cyclops, onde eles conseguiram se aliar com eles pois o cyclops detestavam os moradores de Thais, e quando eles souberam q Carlin queria acabar com Thaís eles entraram juntos com o exercito indo em combate à guerra.&lt;br /&gt;Enquanto isso no palácio foi dada a noticia que a filha do rei de Thaís desaparecera! O rei ficou ainda mais furioso:&lt;br /&gt;- Stomão! Stomão!-gritava o rei&lt;br /&gt;- estas me chamando majestade?- perguntou Stomão&lt;br /&gt;- pedi q tu vigiasse lua atrikan, e vossamece me desobedeceu, onde esta minha filha? Melhor dizer antes q eu te condene...&lt;br /&gt;-a...a...a...sua fi..filha, ca...calma sua majestade ela deve estar por aí escondida em algum lugar!&lt;br /&gt;-Entao o q faz aí parado? Vai procurar minha filha ou vc esta torrado!&lt;br /&gt;-Sim majestade, claro, já já eu estarei aqui com a Lua Atrikan - respondeu stomao aliviado&lt;br /&gt;-Guardas,guardas- gritou novamente o rei- leve toda a população para Fibola, verifique se ache minha filha, e após levá-la a população fique de guarda Carlin atacará á noite!&lt;br /&gt;-Sim sua majestade- respondeu uns dos guardas.&lt;br /&gt;-Ah! Já havia me esquecendo,mande todos os homens de muitas habilidades ficarem para ajudar o exercito- falou o rei&lt;br /&gt;-Claro sua majestade- respondeu o guarda.&lt;br /&gt;Não muito longe de Thais acontece um encontro:&lt;br /&gt;-Pronto cheguei -falou Lua Atrikan&lt;br /&gt;-Finalmente – respondeu Kraplus&lt;br /&gt;-Você demorou- falou Seal Hudson&lt;br /&gt;-Você não sabe como foi difícil me livrar daquele Stomão e sair do castelo sem ser notada- Lua Atrikan explicou.&lt;br /&gt;-Tá legal não temos tempo a perder, vamos logo no assunto vc trouxe as coisas?- perguntou Seal&lt;br /&gt;-Sim! Cordas , runas e runas de cura- disse Lua Atrikan&lt;br /&gt;-Ótimo respondeu Kraplus.&lt;br /&gt;Esses jovens após ouvir a noticia que Carlin estava abrindo guerra com Thais, eles resolveram fazer uma armadilha para evitar q eles chegam á cidade.&lt;br /&gt;Lua Atrikan era uma jovem princesa, seu pai à tinha colocado de castigo com o terrível guarda costa chamado Stomão, por que seu pai a pegou beijando um nobre rapaz chamado Seal Hudson, ela não gostava de riquezas, não se importava com príncipes, ela apenas buscava amor e encontrou esse amor no Seal, ainda fora do castelo ela tinha outra amizade que também seu pai não permitia era com um menino chamado Kraplus, ele era amigo dos dois um menino confiável e de muita coragem.&lt;br /&gt;Na cidade de Thais toda a população foi enviada à Fibola(cidade vizinha de Thais) os guardas estavam vigiando todas as partes quando um guarda em cima da torre olhando num telescópio gritou:&lt;br /&gt;-Exercito de Carlin à vista! Eles estão com os cyclops juntos!&lt;br /&gt;Após essa informação, enfureceu ainda mais o rei e deixou muitos homens com medo...&lt;br /&gt;-Espere, espere estou vendo pessoas à frente querendo enfrentar o exercito de Carlin- disse o guarda sem tirar o olho do telescópio!&lt;br /&gt;-Deixe me ver- disse o outro guarda tomando-lhe o telescópio!&lt;br /&gt;Enquanto os guardas lutavam para pegar o telescópio para ver o q é q estava acontecendo, os jovens haviam entrado na frente do exercito.&lt;br /&gt;-Pare, pare- gritou os três juntos&lt;br /&gt;-Óho! -exclamou o líder do exercito- o q três crianças estão fazendo fora da cidade? Estão perdidos é isso?&lt;br /&gt;-Não, não somos crianças! Estamos aqui para falar que a terra dos elfos não pertence mais a você, desista dessa guerra deixe Thais em paz ou teremos de lutar!- disse Lua Atrikan com muita raiva&lt;br /&gt;-Olhem pessoal que princesinha mais idônea!-disse o líder&lt;br /&gt;-Minha palavra é seria, se vossamecê avançar mais algumas léguas daí terei de usar o meu plano!-avisou Lua Atrikan&lt;br /&gt;-Veremos! Jamais terei medo e seguirei um conselho de umas criancinhas como vocês. O q estão esperando homens? Atacar! Não quero mais perder tempo com crianças!-disse o líder&lt;br /&gt;-Lu, Lu vem logo pra trás da moita- chamou Seal.&lt;br /&gt;Os três esconderam atrás da moita e quando o exercito alcançou a área marcada pela armadilha Seal e Kraplus puxaram a corda e Lua Atrican jogou runas de poderes de fogo, metade do exercito de carlin estava morto!&lt;br /&gt;-Viva, viva conseguimos!- exclamou Lua Atrikan&lt;br /&gt;-Eu bem q disse que ia dar certo não disse?- disse Seal&lt;br /&gt;-Seu plano foi inteligente mano- disse Kraplus apertanho a mão.&lt;br /&gt;Nesse momento em Thais todos comentavam o grande mistério que estava acontecendo em 3 milhas da cidade.&lt;br /&gt;-Poxa! Quem será que defenderia Thais alem de nós?- perguntou um dos guardas.&lt;br /&gt;Os jovens estavam muitos alegres pois o plano havia ocorrido tudo como o planejado só q quem não gostou foi o líder do exercito:&lt;br /&gt;-Merda! Que decepiçao, metade do exercito foram derrotados por umas crianças, que tipos de homens vocês são? Seus covardes inúteis! Lutem! Avancem ruma á Thais!&lt;br /&gt;O exercito de carlin foram correndo para Thais onde todos estavam preparados, e como o exercito de carlin estava pela metade, Thais levou a vitória!&lt;br /&gt;O líder mais decepcionado ainda com a grande derrota, ao ver as crianças ao longe comemorando a vitória, pensou bem rápido e teve uma idéia de seqüestrar a princesa, assim eles poderiam entrar em um bom acordo.&lt;br /&gt;-Seal eu gosto tanto de você- disse Lua&lt;br /&gt;-Eeu também, acho q eu nunca gostei de alguém assim!- disse Seal&lt;br /&gt;-É o amor, lá vem os dois pombinhos- atentou Kraplus.&lt;br /&gt;Enquanto eles conversavam o líder Kaioh do exercito de Carlin se aproximava cautelosamente, a conversa e o namoro estava tão bom que nenhum ouviu o rangido do cavalo se aproximando.&lt;br /&gt;No momento em q Seal pulou em cima de Kraplus para fazê-lo parar de atentar o namoro, Lua Atrikan gritou:&lt;br /&gt;-AaaaaaaaaaAaaaaaaaaaAaaaaaaaaaaaAaaaaaaa....&lt;br /&gt;-Agora a princesa é minha! Mushuahuahua- disse o líder Kaoih&lt;br /&gt;-Lu, NAOOOOOOO! Solte ela!-disse Seal&lt;br /&gt;Seal tentou liberta-la mais ele acabou sendo ferido por uma faca de caça enfiada em sua barriga que caiu desmaiado.&lt;br /&gt;-NAAAAOOOOOOOO!- gritou Lua&lt;br /&gt;-Hahaha- riu o líder- vocês pensa que são valentes o suficiente?&lt;br /&gt;Líder Kaioh, após ferir Seal, virou seu cavalo e foi para Carlin levado consigo a princesa.&lt;br /&gt;Kraplus estava desesperado ao ver Seal caído, e Lua sido raptada... pela sua sorte Lua Atrican havia trazido runas de cura dentro da mochila,isso fez em q Kraplus curasse Seal, este acordou chamando sua amada e bem fraco.&lt;br /&gt;-Vamos, temos q voltar para Thais e avisar o rei o ocorrido, se apóie em mim-disse Kraplus&lt;br /&gt;Ao chegarem em Thais os guardas vieram e após souberam que eram eles que mataram a metade do exercito deram os parabéns aos heróis, mas infelismente ele nem estavam ligando para a alegria do plano vitorioso.&lt;br /&gt;-Onde está vossa magestade? Eu presiso falar com vossa magestade- disse Kraplus com seal pelos ombros&lt;br /&gt;-O q pretende falar comigo nobre rapaz?&lt;br /&gt;-É sobre a sua filha Lua Atrikan! Nós combatemos a metade do exercito mais ela foi rapitada pelo líder! – respondeu Kraplus&lt;br /&gt;-Ah! Então foi vocês o herói misterioso q defendeu Thais? Estou impressionado! Quantas vezes já disse para vocês manter distancia de minha filha! Você está com sorte hoje rapaz, se não fosse pela sua coragem e pela sua vitória de defender Thais eu te condenaria.&lt;br /&gt;Seal e Kraplus foram para suas casas, o rei havia mandado os dois comparecerem no castelo em uma semana, ninguém sabia o que o rei queria ainda.&lt;br /&gt;Após os dois jovens ter saído do castelo o rei deu ordem para os guardas ir salvar Lua Atrikan.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-116455742242857528?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/116455742242857528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=116455742242857528' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/116455742242857528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/116455742242857528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2006/11/danera-o-mundo-medieval-cap-1.html' title='Danera o mundo medieval =&gt; Cap. 1'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37786771.post-116447737635285589</id><published>2006-11-25T08:28:00.000-08:00</published><updated>2006-11-26T07:59:46.176-08:00</updated><title type='text'>Um Conto</title><content type='html'>Escrevi essa historia em dezembro de 2005 como irá fazer 1 ano essa historinha infantil resolvi posta-la aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;O misterio da velha na floresta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Era uma noite de dezembro, estava perto do natal, não muito longe da cidade havia uma imensa floresta onde uma garotinha se perdeu... Eu estava lá naquee momento, vi que o pai da menina que se chamava Alice (uma garotinha de 10 anos) foi nesta floresta buscar um pinheiro para árvore de natal com ela; Alice como era doida para ir junto convenceu seu pai a levá-la contigo, ela ficou toda emocionada quando foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bem quando eles chegaram na floresta, ela começou a ficar com medo era tudo escuro e escutava uns uivos de lobos famintos e os barulhos das corujas, seu pai a chamou para descer da carroça e ir com ele buscar o pinheiro, ela obedeceu foi atrás de seu pai, enquanto ele cortava o pinheiro ela observava ao seu redor o escuro da floresta... Até que se avistou uma luz ao longe, era uma casinha de uma pobre senhora que morava lá há muitos anos, o povo dizia ser uma bruxa... Quase ninguém nao chegava lá perto, era muitos misterios q o povo contava, e as pessoas já não sabiam mais em quem acreditar... Então quando Alice viu a luz ao longe ela lembrou da lenda que o povoado da cidade contava, e sem pensar duas vezes ela deixou seu pai cortando o pinheiro e saiu cautelosamente em direçao a luz...&lt;br /&gt;Seu pai quando chamou seu nome e não escutou sua voz, olhou para os lados a procura da filha, gritou, chamou, procurou, deu voltas e voltas, mas infelismente não a encontrou. Mandaram buscas e nada... Cada vez mais o misterio da luz na floresta aumentava era um comentário na cidade, gente inventando coisas ali e outras aqui.&lt;br /&gt;A familia de Alice ficou chocada com o desaparecimento da filha, o pai coitado ainda nao desistia procurava sempre que podia na floresta a fim de reencontrar a filha...&lt;br /&gt;Um ano se passaram depois do desaparecimento de Alice, estava em dezembro outra vez e nessa vez um rapaz novato na cidade foi á noite na grande misteriosa floresta, porque ele queria desvendar seu misterio e nao acreditavam muito no que as pessoas da cidade diziam "que lá existia uma bruxa ou um ogro que devorava crianças" então lá estava ele entrando na imensa floresta, foi até no local onde a menina se perdeu e procurou a tal luz, viu-a adiante e seguiu pelo caminho. Chegando lá o rapaz encontrou uma velha casinha, toda feita de madeira estava velha e rachada, parecia uma cabana abandonada, do lado da casinha havia quatro lobos quase famintos amarrados a uma corda que se prendia no chão, o rapaz nao teve o q temer, nem ficou com medo dos lobos... Deu uma batida na porta, esperou ... esperou..., retounou a bater, esperou mais um pouco até que uma velha senhora o atendeu, era uma senhora parecia ter cerca de cem anos de idade, tinha cabelos longos brancos, toda enrrigada, estava usando vestido velho um pouco rasgado, calsava um par de chinelos e segurava uma bengala... O rapaz olhou na cara da senhora e disse:&lt;br /&gt;-Estou perdido será q a senhora pode me oferecer abrigo aí por essa noite?&lt;br /&gt;A velha toda cansada olhou para a cara do rapaz fez uma cara de quem nao esta gostando de nada e respondeu:&lt;br /&gt;-tudo bem já que a noite está passando mesmo entre e durma no sofá mais amanha vai embora daqui!&lt;br /&gt;O rapaz satisfeito que havia conseguido o que queria entrou e fez o que a velha pediu, deitou-se no sofá e fingiu-se que dormia, esperou a velha dormir e cautelosamente observou a casa por dentro " era uma casa pequena só havia uma sala com um sofá todo mofado, uma TV muito antiga, havia uma cozinha com uma mesa que só tinha uma cadeira, um fogao de lenha, nem geladeira lá nao tinha, havia também um banheiro muito mau lavado, tinha muito mau cheiro foi o que nao deu para ele dormir" o que mais chamou sua atençao foi um alcapao que ficava debaixo da mesa da cozinha só que estava trancado com um cadeado. Mau o dia se amanheceu a velha já estava de pé mandou o rapaz ir embora e pediu que ele nao voltasse lá nunca mais...&lt;br /&gt;O rapaz com uma dúvida na cabeça e um grande mistério se aproximava, ele nao conseguia tirar o alcapão de sua cabeça, ele tinha que voltar lá e descobrir na onde dava aquilo.&lt;br /&gt;Mau o rapaz pensou e já estava perto da casinha outra vez, os lobos ficaram irados ao vê-lo, a velha senhora apareceu na porta para ver o porquê que os lobos ficaram tão nervosos, por sorte o rapaz se escondeu atrás de uma moita e a velha deu umas pancadas nos lobos com sua grande bengala, o rapaz vendo o comportamento da velha senhora já viu que nao ia ser coisa facil entrar lá dentro do alcapão!!!&lt;br /&gt;Então o rapaz resolveu armar um plano, ele fez uma fogueira do outro lado da casinha da velha para que ela nao veja a luz da fogueira, o rapaz pensou a noite inteira de como fazer para conseguir entrar no alcapão sem ser visto, pensou... Pensou.... E pansou até dormiu de tanto pensar. A luz do sol bateu forte em seu rosto que ele acordou assustado, já havia chegado em uma grande conclusão, ele ia soltar os lobos da velha e fazer um jeito da velha sair da casinha e aproveitar o tempo e entrar no alcapão que ficava na cozinha... Bem como disse foi feito, ele soltou os lobos, e fez uma criança de madeira ao longe e colocou umas de suas roupas e carnes de curuja para os lobos, isso foi pra velha pensar que os lobos estavam devorando uma criança, e deu certo a velha foi andando devagarzinho atrás dos lobos gritando: - Voltem já aqui seus lobos #$%$¨%¨!!&lt;br /&gt;O rapaz nao perdeu tempo entrou na casinha depressa o alcapão ainda continua com o cadeado, por sua sorte a casa era tão antiga que usava uma velha dobradiça que já estava toda enferrujada e foi muito facil de abrir...&lt;br /&gt;O alcapão estava escuro, com muitas telhas de aranhas e muitos morcegos, ele desceu uma escada longa e estreita, bem lá no final enxergou uma luz bem fraca, era uma luz de uma vela que iluminava perto de um montes de correntes lá havia cerca de dez pessoas sujas todas acorrentadas, elas rodavam uma máquina que moía um negocio dourado, que depois de moído era colocado em uma caixa, estavam todas sujas, magras e famintas quando viram o rapaz pensou ser um fantasma ou algo do tipo, ficaram com medo, mais logo o rapaz lhe esplicou que veio para salva-las e levar de olta para a cidade, mal acabou de falar já estava soltando todas elas e pedindo para fugir dali o mais depressa possivel, pois a velha já devia estar voltando... Muitas conseguiram fugir, no momento que estava apenas faltado quatro a velha apareceu, o rapaz que estava muito revoltado com a atitude da velha senhora, avançou para cima dela tentando fazê-la desmaiar...&lt;br /&gt;E para sua grande surpresa ela nao era velha coisa nenhuma tinha uma força mais brutal do que de um homem, pois com uma mao só jogou o rapaz tão longe que o coitado bateu a cabeça na parede, caindo desmaiado no chao. A velha que na verdade era um monstro qualquer, o acorrentou e mandou as meninas que voltassem a trabalhar, chorando de pavor e de medo elas voltaram a trabalhar.&lt;br /&gt;Na cidade ainda todo mundo comentava o grande mistério, quando apareceu um bando de garotas todas sujas gritando, pedindo socorro, todo mundo veio querer saber do que havia acontecido mais quando ela disse a verdadeira história ninguem acreditou pensou que era loucas elas todas, mais umas delas era Alice que logo conheceu seu pai, e seu pai abraçou-a tao forte de alegria e esperanças voltaram em seus olhos, todos ficaram alegres, foi mandado chamar a polícia e um batalhao, corpos de bombeiros e a cidade toda foi pra lá também querendo guerra e acabar com aquela velhota!!! A velha nao teve saída a nao ser sair correndo feito uma louca.&lt;br /&gt;A polícia a levou para a delegacia á força, e foi dada a setença de pena de morte para a velha senhora, dias depois ela morreu, foram destruidas a casinha e tudo mais, a familia de Alice estava feliz outra vez, e todo mundo da cidade nao comentava mais nada sobre o grande mistério, isso tinha virado história, que depois de historia virou lenda e ninguem mais acreditava, uma vez disse Alice já bem velha para seus netos e bisnetos, para nunca irem buscar árvores de natal nas florestas com os seus pais, porque ela depois daquela vez nunca mais gostou de ir pegar árvore de natal!!!&lt;br /&gt;Bem essa história acaba aqui o mistério da velha na floresta acabou de vez , só tenho uma coisa a falar:&lt;br /&gt;"Nunca vai com seu pai buscar pinheiro numa grande floresta á noite quem sabe nao existe um monstro lá também? " hehe&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Espero que tenha gostado ^^&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Luana Beatriz 9/12/2005&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37786771-116447737635285589?l=fantasia-da-vida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/feeds/116447737635285589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37786771&amp;postID=116447737635285589' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/116447737635285589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37786771/posts/default/116447737635285589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fantasia-da-vida.blogspot.com/2006/11/um-conto.html' title='Um Conto'/><author><name>Luh@</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MI6xzh3rSew/S_U99YtAPCI/AAAAAAAAAxI/y7Ol2yYOrsg/S220/FOTOS+MALUCAS+056.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
